A nossa família está a crescer!
A pedido do pequeno príncipe - com o apoio incondicional do papa e algumas reservas da mamã - adotámos um gatinho!
A nossa ideia de pais era de adotar um cão. Porque são mais previsíveis e mais amigos do dono. Os gatos - felinos! - são muito independentes e de comportamentos repentinos, o que nem sempre se conjuga com as brincadeiras próprias dos pequenos terríveis.
No entanto, e feita a devida ponderação dos prós e contras, concordámos que um gato seria mais facilmente encaixável no nosso dia a dia e no nosso modesto lar.
A ideia tornou-se objetivo ainda antes das férias.
Ainda em agosto fomos ao asilo com a intenção de adotar um gato pardo que nos tinha fascinado aquando da primeira visita. Mas não o trouxemos. O meu rebentinho fixou-se no gatinho pequenino, que estava na caixa ao lado, todo simpático e bem disposto - mas que ainda não estava para adoção, porque não tinha ido ao veterinário e era muito novinho.
"Mas - disse-nos a senhora - fiquem atentos ao site que brevemente estará disponível."
Ontem foi o dia!
Ainda não eram 13h00 e o asilo publicou novos gatos para adoção. Às 17h00 o Benny já era nosso :)
O meu filho está feliz da vida com o gatinho lá por casa. E o bichinho, super meiguinho, só lhe falta ladrar para ser um cão. Segue-nos por todo o lado, brinca, salta, rebola... E faz as necessidades na areia, para felicidade da mamã.
Vamos ver em que estado encontro a casa mais logo :)
Tenho a certeza que este "plus" só veio trazer mais alegria a uma família feliz. A três é que é bom!
O nascimento de um filho revoluciona uma casa! Os dias ganham uma nova vida e a vida ganha novos dias, sempre cheios, sempre plenos. A transbordar de amor!... E de muitas outras coisinhas, às vezes grandes, outras vezes miudinhas. É de tudo isso e disso tudo que vamos falar neste blog. Porque, acreditem em mim: A TRÊS É QUE É BOM! :)
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
terça-feira, 15 de setembro de 2015
Cócó no pote
Já há várias semanas que uma das histórias antes de dormir era "T'choupi vai ao pote" - sendo certo que o pequeno príncipe absorve cada palavrinha dos livros que lhe lemos ou que ele folheia sozinho, da frente para trás, de trás para a frente, compenetrado e curioso.
Contudo, e apesar do estímulo exterior, a cada tentativa de o pôr no pote ou na sanita a resposta era inequívoca: "Não quero!".
Ok... Aguardemos. O momento certo há-de chegar.
No sábado passado, estávamos os dois em casa, e por duas vezes me disse: "mamã, quero ir ao pote". Apesar de ter sido mais rápida do que a minha própria sombra, quando cheguei com o pote já o presente estava na fralda, em ambos os momentos... Mas pareceu-me um bom começo. Expliquei-lhe que teria que me dar mais tempo para a próxima vez.
Ontem, já aconchegadinho na cama para dormir, disse-me que tinha cócó. Lá o levantei, tirei o pijama, abri o body, desfraldei... e não havia lá nada! Mais uma oportunidade para mim - mãe chatinha e persistente - de perguntar se queria ir ao pote. Respondeu que sim.
Sentei-o, fez uma careta de quem está a puxar, e pensei para mim: "és um fiteiro!". Mas depois do teatro veio aquela cara de quem está realmente num momento de libertação e hop... lá estava ele... o primeiro cócó no pote do meu menino lindo!
Nunca pensei que ver um cagalhoto no fundo dum penico me deixasse tão feliz :) :)
A três é que é bom!
PS: Não vos vou "presentear" com a foto que fizemos :)
Contudo, e apesar do estímulo exterior, a cada tentativa de o pôr no pote ou na sanita a resposta era inequívoca: "Não quero!".
Ok... Aguardemos. O momento certo há-de chegar.
No sábado passado, estávamos os dois em casa, e por duas vezes me disse: "mamã, quero ir ao pote". Apesar de ter sido mais rápida do que a minha própria sombra, quando cheguei com o pote já o presente estava na fralda, em ambos os momentos... Mas pareceu-me um bom começo. Expliquei-lhe que teria que me dar mais tempo para a próxima vez.
Ontem, já aconchegadinho na cama para dormir, disse-me que tinha cócó. Lá o levantei, tirei o pijama, abri o body, desfraldei... e não havia lá nada! Mais uma oportunidade para mim - mãe chatinha e persistente - de perguntar se queria ir ao pote. Respondeu que sim.
Sentei-o, fez uma careta de quem está a puxar, e pensei para mim: "és um fiteiro!". Mas depois do teatro veio aquela cara de quem está realmente num momento de libertação e hop... lá estava ele... o primeiro cócó no pote do meu menino lindo!
Nunca pensei que ver um cagalhoto no fundo dum penico me deixasse tão feliz :) :)
A três é que é bom!
PS: Não vos vou "presentear" com a foto que fizemos :)
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Amamentação
Ainda grávida, mais do que a hora H, temia a iniciação à amamentação.
Dona de peitos sensíveis, sem formação de bico, e filha de mãe com experiência negativa no que toca o aleitamento materno, o cenário desenhava-se difícil.
E foi.
Ao segundo/terceiro dia depois do nascimento do pequeno príncipe, tinha os peitos em ferida. As dores eram imensas. O ato de amamentar uma tortura. Recomendaram-me o uso de bico em silicone. Ajudou. Mas ainda assim, e até sarar as gretas, cada mamada era acompanhada de lágrimas a escorrer pela cara abaixo. Nem consentia que me falassem, concentrada naquele momento, a tentar esquecer a dor e a vontade de desistir.
Mas dizia a mim mesma que tinha de "me fazer de forte" porque nada há de melhor para um bebé do que o leitinho da mamã (sem esquecer a praticabilidade e a economia). E que, depois daquele ponto de sofrimento, a coisa só podia melhorar...
Além disso, eu precisava que ele mamasse, para me aliviar do imenso desconforto do peito cheio de leite...
Nessa convicção e persistência, ao fim de uns dias (ainda que longos e dolorosos) amamentar passou a ser um ato natural e reconfortante. Sem qualquer dor ou desconforto.
Amamentei em exclusivo até aos 5 meses do meu filho, altura em que iniciamos a introdução dos legumes.
Quando voltei ao trabalho, depois da gravidez, (já ele tinha 10 meses) , consegui manter a amamentação porque já só mamava de manhã e à noite (às vezes à tarde, quando regressávamos a casa).
Entretanto, desde janeiro último, passou a mamar apenas do peito direito, dizendo que o outro estava seco. Na verdade sempre teve leite, mas, não sei porquê, o pequenito deixou de pegar no peito esquerdo.
Muitos me perguntavam (incluindo o meu médico de família e a pediatra) até quando pretendia amamentar...
Inicialmente tinha estabelecido que amamentaria até aos 2 anos de idade do meu filho - se ele assim quisesse e até porque a OMS recomenda a amamentação até essa idade.
Contudo, chegados a junho passado, e tendo lido sobre o desmame, concluí que seria o pequeno príncipe a decidir quando deveria deixar a mama. Não lhe quis impor a rutura, sendo certo que a mim não me fazia qualquer repugna ou desarranjo amamentar. Os dias difíceis da iniciação ficaram bem lá atrás.
Por conseguinte, e consequência do desinteresse manifestado durante as férias em Palma de Maiorca, foi assim que na sexta-feira passada amamentei pela última vez, quando o meu rebentinho, já com 2 anos e quase 2 meses de idade decidiu largar o peito e encerrar este capítulo.
Sinto-me orgulhosa por ter conseguido resistir à imensa tentação de desistir. Teria sido o caminho mais fácil, na altura. Escolhi o mais difícil.
E valeu a pena. Cada lágrima derramada ficou largamente compensada pela simplicidade/facilidade/comodidade que se tornou amamentar.
Ao meu marido fica o agradecimento pelas tentativas de me dar coragem naqueles primeiros dias. Sei que teria trocado de lugar comigo, se pudesse.
A três é que é bom!
Dona de peitos sensíveis, sem formação de bico, e filha de mãe com experiência negativa no que toca o aleitamento materno, o cenário desenhava-se difícil.
E foi.
Ao segundo/terceiro dia depois do nascimento do pequeno príncipe, tinha os peitos em ferida. As dores eram imensas. O ato de amamentar uma tortura. Recomendaram-me o uso de bico em silicone. Ajudou. Mas ainda assim, e até sarar as gretas, cada mamada era acompanhada de lágrimas a escorrer pela cara abaixo. Nem consentia que me falassem, concentrada naquele momento, a tentar esquecer a dor e a vontade de desistir.
Mas dizia a mim mesma que tinha de "me fazer de forte" porque nada há de melhor para um bebé do que o leitinho da mamã (sem esquecer a praticabilidade e a economia). E que, depois daquele ponto de sofrimento, a coisa só podia melhorar...
Além disso, eu precisava que ele mamasse, para me aliviar do imenso desconforto do peito cheio de leite...
Nessa convicção e persistência, ao fim de uns dias (ainda que longos e dolorosos) amamentar passou a ser um ato natural e reconfortante. Sem qualquer dor ou desconforto.
Amamentei em exclusivo até aos 5 meses do meu filho, altura em que iniciamos a introdução dos legumes.
Quando voltei ao trabalho, depois da gravidez, (já ele tinha 10 meses) , consegui manter a amamentação porque já só mamava de manhã e à noite (às vezes à tarde, quando regressávamos a casa).
Entretanto, desde janeiro último, passou a mamar apenas do peito direito, dizendo que o outro estava seco. Na verdade sempre teve leite, mas, não sei porquê, o pequenito deixou de pegar no peito esquerdo.
Muitos me perguntavam (incluindo o meu médico de família e a pediatra) até quando pretendia amamentar...
Inicialmente tinha estabelecido que amamentaria até aos 2 anos de idade do meu filho - se ele assim quisesse e até porque a OMS recomenda a amamentação até essa idade.
Contudo, chegados a junho passado, e tendo lido sobre o desmame, concluí que seria o pequeno príncipe a decidir quando deveria deixar a mama. Não lhe quis impor a rutura, sendo certo que a mim não me fazia qualquer repugna ou desarranjo amamentar. Os dias difíceis da iniciação ficaram bem lá atrás.
Por conseguinte, e consequência do desinteresse manifestado durante as férias em Palma de Maiorca, foi assim que na sexta-feira passada amamentei pela última vez, quando o meu rebentinho, já com 2 anos e quase 2 meses de idade decidiu largar o peito e encerrar este capítulo.
Sinto-me orgulhosa por ter conseguido resistir à imensa tentação de desistir. Teria sido o caminho mais fácil, na altura. Escolhi o mais difícil.
E valeu a pena. Cada lágrima derramada ficou largamente compensada pela simplicidade/facilidade/comodidade que se tornou amamentar.
Ao meu marido fica o agradecimento pelas tentativas de me dar coragem naqueles primeiros dias. Sei que teria trocado de lugar comigo, se pudesse.
A três é que é bom!
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Palma de Maiorca
Numa espécie de depressão pré-regresso-ao-trabalho, decidi autoflagelar-me um pouquinho recordando como foram as nossas férias.
Das 3 semanas que hoje findam, 15 dias foram passados em Palma de Maiorca. Ficamos de 4 a 18 de agosto em Cala Mandia, num resort totalmente vocacionado para receber famílias com crianças de todas as idades.
Até ao 12 de agosto éramos 8 - 5 adultos e 3 crianças... ou seriam 3 adultas e 5 crianças??? Depois juntaram-se a nós um casal amigo com o filho adolescente.
Foram dias felizes!
O meu pequeno príncipe adorou as piscinas e a praia.
Na piscina dos escorregas brincou até perder o fôlego. Ora no escorrega verde, ora no azul, ora nos vermelhos, ora a fazer de tubarão com a tátá L. e o amiguinho... Foi um desassossego e um cansaço.
Na piscina baixinha dos meninos pequeninos, e depois de o termos convencido a colocar a bóia e as braçadeiras, acabou por aprender a saltar, rodopiar, flutuar, quase nadar e engolir litros de água com cloro e muito xixi :/
Destemido e aventureiro, "nadou" numa das piscinas grandes onde a mamã quase não tinha pé, sem ninguém a segurá-lo (além das bóias, claro!).
Na praia fizemos castelos de areia, buracos, túneis (com a ajuda preciosa da tatá C.), jogamos à bola e enterramos o papá até ao pescoço! A mamã, que nunca tinha feito um castelo de areia na vida, tornou-se perita na área, batendo de largo a sua adversária direta, a tatá B. :)
A água do mar, deliciosa de transparente e quentinha, convidava a banhos e a mergulhos. O meu pequenote divertiu-se muito com o seu barco sem vela e com os saltos nas ondas (quase inexistentes).
Da praia fica, ainda, a recordação das picadas de alforreca (acho este nome mais engraçado do que medusa) na barriga do ZA e na mão da tátá C. Ui, que dores, disseram eles. Uma coisa é certa: ficaram as marcas de guerra :)
Todas as noites havia espectáculos. O Blaudi e a Blaudina, conjuntamente com a equipa de animação do hotel, divertiam a pequenada. Para os mais crescidos houve flamenco, capoeira, musicais, magia, teatro. No entanto, e vá-se lá saber porquê, esta era a hora em que os 3 rebeldes se lembravam de correr e fugir e fazer desesperar os pais. Três monstrinhos à solta.
Não posso dizer que ficamos a conhecer Palma de Maiorca, porque, na verdade, foram férias muito "caseiras". Com 3 miúdos traquinas na bagagem, só tivemos coragem de sair do hotel para fazer o percurso no comboio turístico até Porto Cristo e uma viagem de barco que, se tivesse durado mais do que as 2 horas que escolhemos, acabaria em tragédia :)
Da viagem de autocarro do aeroporto até Cala Mandia recordo uma ilha pouco asseada.
Da fama que as baleares gozam nada pude apurar, felizmente. A zona que escolhemos era muito tranquila e fica bem longe da confusão.
Certamente por simpatia, disseram-me que falava muito bem o castelhano. Tenho a certeza que não. Mas que me divertia a tentar, lá isso divertia :)
E assim finda o pequeno registo das nossas merecidas férias. A três é que é bom.
Das 3 semanas que hoje findam, 15 dias foram passados em Palma de Maiorca. Ficamos de 4 a 18 de agosto em Cala Mandia, num resort totalmente vocacionado para receber famílias com crianças de todas as idades.
Até ao 12 de agosto éramos 8 - 5 adultos e 3 crianças... ou seriam 3 adultas e 5 crianças??? Depois juntaram-se a nós um casal amigo com o filho adolescente.
Foram dias felizes!
O meu pequeno príncipe adorou as piscinas e a praia.
Na piscina dos escorregas brincou até perder o fôlego. Ora no escorrega verde, ora no azul, ora nos vermelhos, ora a fazer de tubarão com a tátá L. e o amiguinho... Foi um desassossego e um cansaço.
Na piscina baixinha dos meninos pequeninos, e depois de o termos convencido a colocar a bóia e as braçadeiras, acabou por aprender a saltar, rodopiar, flutuar, quase nadar e engolir litros de água com cloro e muito xixi :/
Destemido e aventureiro, "nadou" numa das piscinas grandes onde a mamã quase não tinha pé, sem ninguém a segurá-lo (além das bóias, claro!).
Na praia fizemos castelos de areia, buracos, túneis (com a ajuda preciosa da tatá C.), jogamos à bola e enterramos o papá até ao pescoço! A mamã, que nunca tinha feito um castelo de areia na vida, tornou-se perita na área, batendo de largo a sua adversária direta, a tatá B. :)
A água do mar, deliciosa de transparente e quentinha, convidava a banhos e a mergulhos. O meu pequenote divertiu-se muito com o seu barco sem vela e com os saltos nas ondas (quase inexistentes).
Da praia fica, ainda, a recordação das picadas de alforreca (acho este nome mais engraçado do que medusa) na barriga do ZA e na mão da tátá C. Ui, que dores, disseram eles. Uma coisa é certa: ficaram as marcas de guerra :)
Todas as noites havia espectáculos. O Blaudi e a Blaudina, conjuntamente com a equipa de animação do hotel, divertiam a pequenada. Para os mais crescidos houve flamenco, capoeira, musicais, magia, teatro. No entanto, e vá-se lá saber porquê, esta era a hora em que os 3 rebeldes se lembravam de correr e fugir e fazer desesperar os pais. Três monstrinhos à solta.
Não posso dizer que ficamos a conhecer Palma de Maiorca, porque, na verdade, foram férias muito "caseiras". Com 3 miúdos traquinas na bagagem, só tivemos coragem de sair do hotel para fazer o percurso no comboio turístico até Porto Cristo e uma viagem de barco que, se tivesse durado mais do que as 2 horas que escolhemos, acabaria em tragédia :)
Da viagem de autocarro do aeroporto até Cala Mandia recordo uma ilha pouco asseada.
Da fama que as baleares gozam nada pude apurar, felizmente. A zona que escolhemos era muito tranquila e fica bem longe da confusão.
Certamente por simpatia, disseram-me que falava muito bem o castelhano. Tenho a certeza que não. Mas que me divertia a tentar, lá isso divertia :)
E assim finda o pequeno registo das nossas merecidas férias. A três é que é bom.
quarta-feira, 22 de julho de 2015
A quatro mãos vai mais rápido
Os momentos de stress lá em casa multiplicam-se - sobretudo porque estou a criar um piolhinho que acha que pode mandar e desmandar a seu belo prazer - mas também partilhamos episódios deliciosos.
De entre as inúmeras aquisições que registámos no desenvolvimento do pequenito, está a sua convicção de que pode fazer tudo como os adultos. Vai daí, dos mais simples atos do quotidiano aos mais elaborados, está sempre apto e disponível para também experimentar (digo experimentar, mas ele diz fazer - acha mesmo que já sabe).
Ontem foi dia de ajudar a mamã na cozinha.
Há tempos, e para o distrair, tinha-lhe pedido que me ajudasse com os legumes para a sopa, que deixei que colocasse na panela, depois de descascados e lavados.
Portanto, quando lhe disse que íamos parar a brincadeira juntos por uns minutos, porque a mamã tinha de preparar o jantar, aprontou-se logo para me auxiliar. Foi arrastar a cadeira até à bancada e empoleirou-se nela, para me ajudar na culinária :)
Estava a cortar tomates, para fazer arrozinho (que ele adora), pelo que lhe pedi para os colocar da tábua para o prato. Não era atividade que permitisse grande intervenção do meu menino, mas lá consegui encontrar um meio para que colaborasse e sentisse que era parte integrante da árdua tarefa :)
Entre os tomates que foram para a boca e os que colocou no prato, passamos um momentinho bem engraçadinho e sem algazarra.
Digo-vos que esta fase do "quero, posso e mando" está a ser extenuante, porque exige, a cada segundo, que tenhamos de nos debater para conseguir que o pequeno príncipe realize os mais elementares atos do dia a dia. A cada palavra que lhe dirigimos recebemos um "não" redondo, seja essa resposta admissível ou disparatada.
Como me dizem: "é a idade de testar limites". Pois bem, o meu rebento está em vias de conseguir o mestrado na área. Oxalá não anseie pelo pós-doutoramento :P
Independentemente da luta diária, dos cabelos que me apetece arrancar (da minha própria cabeça!) e das guerras ganhas e perdidas, digo-vos que não me arrependo de ter abraçado este "projeto".
A três é que é bom!
sexta-feira, 17 de julho de 2015
Quanta negatividade :)
Há uns dias atrás (semanas...) comentava com o meu marido que a próxima entrada no blog seria intitulada "olha mamã".
Sim, que essa era, até há não muito tempo, a frase que mais saía da boca do meu pequeno príncipe.
Olha mamã, o popó preto! Olha mamã, o camião! Olha mamã, uma mota amarela! Olha mamã, a bolinha "rouge"! Olha mamã, olha mamã, olha mamã...
Entretanto começou com a famosa frase: "mamã, que estás a fazer?" (num português perfeitamente compreensível ainda que não perfeito). E fica à espera de uma resposta completa. Nada de monossílabos nem respostas rápidas. Quer uma explicação capaz de corresponder a toda aquela curiosidade inata. É um interesse genuíno e verdadeiro.
Se lhe perguntarmos: "e tu, o que estás a fazer?" também nos elucida. Tão fofo!
Esta semana entramos em cheio na famosa e temida fase da negação. É não para tudo e para todos, a toda a hora e a todo o instante.
- "Queres brincar com o popó? - não! não quer!"
- "Queres leitinho? - não! não quer!"
- "Vamos vestir o casaco para ir embora? - não! não quer!"
- "Dás um beijinho à mamã? - não! não quer!"
... e por aí em diante.
É não e não e não, independentemente de a seguir fazer ou pedir exatamente o que lhe é proposto.
Decidi seguir um conselho que li algures na net que é propor-lhe alternativas, de modo a que o "não" não seja resposta possível. Do género: "queres vestir o casaco azul ou o verde?". E até que funciona.
O piolho satisfaz a sua ansia de decisão e de "eu é que sei o que quero" e nós, pais, evitámos de nos debater a cada instante para que faça isto ou aquilo. Estratégias simples, afinal de contas.
Com um pequerrucho arrebitado a querer mandar lá por casa vos digo que: a três é que é bom!
*** FOTO EM FALTA ***
Sim, que essa era, até há não muito tempo, a frase que mais saía da boca do meu pequeno príncipe.
Olha mamã, o popó preto! Olha mamã, o camião! Olha mamã, uma mota amarela! Olha mamã, a bolinha "rouge"! Olha mamã, olha mamã, olha mamã...
Entretanto começou com a famosa frase: "mamã, que estás a fazer?" (num português perfeitamente compreensível ainda que não perfeito). E fica à espera de uma resposta completa. Nada de monossílabos nem respostas rápidas. Quer uma explicação capaz de corresponder a toda aquela curiosidade inata. É um interesse genuíno e verdadeiro.
Se lhe perguntarmos: "e tu, o que estás a fazer?" também nos elucida. Tão fofo!
Esta semana entramos em cheio na famosa e temida fase da negação. É não para tudo e para todos, a toda a hora e a todo o instante.
- "Queres brincar com o popó? - não! não quer!"
- "Queres leitinho? - não! não quer!"
- "Vamos vestir o casaco para ir embora? - não! não quer!"
- "Dás um beijinho à mamã? - não! não quer!"
... e por aí em diante.
É não e não e não, independentemente de a seguir fazer ou pedir exatamente o que lhe é proposto.
Decidi seguir um conselho que li algures na net que é propor-lhe alternativas, de modo a que o "não" não seja resposta possível. Do género: "queres vestir o casaco azul ou o verde?". E até que funciona.
O piolho satisfaz a sua ansia de decisão e de "eu é que sei o que quero" e nós, pais, evitámos de nos debater a cada instante para que faça isto ou aquilo. Estratégias simples, afinal de contas.
Com um pequerrucho arrebitado a querer mandar lá por casa vos digo que: a três é que é bom!
*** FOTO EM FALTA ***
quinta-feira, 9 de julho de 2015
O tempo
Passamos a vida a falar do tempo... Seja do mau tempo, seja do bom
tempo, seja da falta dele... Apontado como o tema de conversa, quando nada mais
há a dizer, o tempo é muito falado e discutido.
Pois bem, hoje, e apenas porque sim,
também decidi que era tempo de falar do tempo :)
Meteorologicamente falando, devo dizer-vos
que o tempo tem estado (de ontem para cá, menos) extraordinário - nas várias aceções
da palavra. Não apenas invulgar - diferente do habitual - como também
inesperado e fantástico. Com temperaturas acima dos 30º, só nos falta a
praia.
O pequeno príncipe, que costumava oferecer
resistência a t-shirts e calções - por lhe faltar parte do tecido para cobrir a
chichinha - acabou rendido a estas indumentárias, típicas dos dias bons.
As noites é que têm sido mais complicadas.
Nos primeiros dias de calor as casas ainda se mantinham frescas, mas agora que
a temperatura desceu no exterior, tornaram-se abafadas e pesadas.
Acorda de noite a pedir água e
transpirado. Rebola de um lado para o outro sem conseguir conciliar o sono. De
manhã, quando é preciso levantar, está ferradinho e acaba por ficar
rabugento ao ver-se forçado a acordar... Paciência...
Na segunda-feira, quando o fui buscar à
creche, encontrei-o enfiado na piscina, com os amiguinhos, todo refastelado.
Confesso que estava ansiosa por esta
experiência, porque no verão passado não se mostrou muito satisfeito com a ida
a banhos... E sempre pensei que se mostraria mais recetivo se fosse uma
atividade do conjunto, e não apenas com a mamã. Parece que não me enganei. A
educadora contou que mostrou alguma resistência a princípio, mas que acabou por
apreciar. Fico contente! Temos previstas férias na praia, pelo que convém que o
malandreco esteja disponível para "mergulhar" :)
Falando de tempo, no sentido do decurso,
devo dizer-vos que o facto do meu menino ter completado 2 anos me fez acordar
para a evidência de tudo estar a acontecer muito depressa. Bem sei que é
corriqueiro dizer que o tempo passa a correr, mas é bem verdade. Ainda ontem estávamos
a planear ter um filho, num instante passaram os 9 meses de gravidez e
eis-me mãe de um menino de 2 anos. Sim que, agora, já não é um bebé, é um
menino! É de arrepiar!
Quase sinto saudades do meu bebé, que
pegava no colinho e embalava. Que enchia de beijos sem ele barafustar e dizer:
"mamã, arrête!" - porque está muito apressado para ir brincar...
Sinto-o a ganhar asas a cada dia, e isso é assustador.
Vá, claro que é delicioso vê-lo atarefado
na sua vidinha, cheio de energia e de coisas pra fazer, falador como a mãe,
reguila e fiteiro como o pai, enfunado como a avó :) Mas, digamos que
acordei para a dura realidade de que o meu filho - como os dos outros - não é
apenas meu. É um cidadão do mundo e está a cada dia mais perto de voar...
E, nesta sequência, vem aquela tristeza
pelo pouco tempo que passamos juntos. É certo que tentamos aproveitar da melhor maneira os
momentos a dois/três, mas conscientes de que nunca é muito. Entre as refeições,
o banho, o sono, não restam muitos minutos para o lazer, a descoberta, os mimos
:(
E agora chega. Depois de tanto tempo a lamuriar, é
tempo de vos lembrar da grande descoberta depois da maternidade: A três é que é bom! :)
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