Sim, eu sei. O Carnaval já passou há umas semanas. Mas por cá, em plena quaresma, ainda se festeja.
No fim de semana será na nossa cidade. Ontem foi na creche do meu pequeno príncipe.
E não será difícil de adivinhar qual foi a indumentária escolhida para mascarar o meu piolhinho. De Tigger, claro está! Já tínhamos comprado a fardeta há uns tempos e, naturalmente, na altura vesti-o e ele adorou ver-se ao espelho, apreciar as belas riscas laranja e pretas.
Ontem lá estava ele, vestidinho de tigre e com a cara pintada. Se já parece um felino vestido com as suas roupinhas do dia-a-dia, com aquele corpo riscado parecia-me um verdadeiro tigre à solta :)
Foi a primeira festinha em que o papá conseguiu estar presente, para grande alegria dos três. E com os pais presentes, não descolou muito de nós, pedindo colinho e mimo.
Só se soltou quando saímos todos para o jardim - e no jardim estão os popós! Atracou-se ao mais desengonçado e velho que por lá estava e oupa, toca a acelerar. É impressionante como não se farta. Fico cansada só de o ver.
Claro que fazia umas pequenas pausas, apenas para devorar os bolinhos que a cozinheira havia preparado para a ocasião. É um guloso!
Os dias apesar de frescotes, têm estado maravilhosamente bonitos, com um sol apetitoso a raiar no céu, de modo que passamos um bom momento no exterior, a confraternizar com os pais dos outros meninos e, essencialmente, com as educadoras que são impecáveis.
De referir que o que mais me deixou feliz foi o facto do meu marido ter conseguido estar presente neste momento do nosso menino. Porque, como vocês já sabem: a três é que é bom!
O pequeno príncipe tem um especial fascínio pelos meios de transporte. Desde os carros, às motas, aos comboios, aos camiões, às máquinas e aos aviões... tudo lhe interessa e todos são entusiasticamente saudados.
O seu primeiro "carro", foi, naturalmente, o carrinho de passeio. Agora não conseguimos metê-lo lá dentro. Quer ir a pé ou de outra forma qualquer (ao colo...), mas não sentadinho na dita "poussette".
Pelo aniversário recebeu dois carrinhos de sentar em cima e arrastar com os pés - modelos para a primeira experiência. Adorou!
Depressa passou ao escalão superior e no Natal recebeu o Porsche, tendo em casa dos avós o Big (mesmo estilo mas mais adaptados à sua idade).
Entretanto já tínhamos comprado o triciclo Puky - que tem a função para o adulto empurrar - e com o qual tem tentado, ultimamente, andar sozinho. Arrasta os pés no chão porque não sabe dar aos pedais.
Chegados hoje a casa do avô, este lembrou-se de lhe falar da bicicleta que está guardada na cave e que é grande demais para ele. Não apenas falou na dita cuja, como a foi buscar, aliciando o pequenote e deixando-o todo interessado num veículo que não é para a sua idade. Pois bem, vendo o entusiasmo do neto, o avô meteu-se-lhe na cabeça que tinha que lhe comprar uma bicicleta. E não, não para daqui a dias. Para hoje!
Lá abalamos os três e regressamos com a Puky sem pedais que vos apresento na foto.
Ainda assim é grande. Mas o rebento está feliz da vida com a novidade. Agora tenho de comprar o capacete, as joelheiras, as cotoveleiras e sei lá mais o quê, para tentar preservar a integridade física do piolho.
Resta acrescentar que o presente previsto para o segundo aniversário dançou... Sugestões? :)
Com a novidade vos deixo, desejando um excelente fds, e reiterando que: a três é que é bom!
Estes dias têm sido complicados.
Já vos falei das birras - que continuam... uns dias mais, outros dias menos, mas persistem - e agradeço os vossos conselhos. Temos feito do nosso melhor para não dar em doidos com as palermices do rebento, para tentar ignorar e deixar que passe, para tolerar sem ter vontade de deitar no chão e chorar também...
Há algo de positivo no desenvolvimento da pequenada: é que tudo é passageiro. São sempre fases. Não quer dizer que vai melhorar, mas pelo menos vai mudar... E estou ansiosa pela fase seguinte, o que quer que seja que venha pelo caminho. Mas estes choros sem aviso, estas crises desesperadas, estas manhãs diabólicas (não quer levantar, não quer tirar o pijama, não quer vestir, não quer sair...) - basta!
Anseio por essa fase seguinte, como anseio por dias amenos e saídas ao parque. Por sorrisos e bons dias pela manhã. Por gente feliz e equilibrada!
Ena! Que grande desabafo! :)
Devo esclarecer que este estado de espírito se deve muito mais a terceiros fatores do que ao meu piolhinho! Certo que as birras dele não me alegram o dia. Mas ele tem 20 meses... Os palhaços que me estragam a existência estão na casa dos 50 :/
E mais não digo!
Avancemos, portanto.
A ideia que tinha em mente, antes de começar a escrever e divagar por outras paragens, era partilhar com vocês - e deixar aqui registado, no nosso espacinho virtual - a música que o meu marido e eu elegemos como a "música da gravidez". A música que dedicámos ao nosso bebé, ainda a caminho... E que ouvíamos regularmente, imaginando como seriam as suas feições, se teria o cabelo do pai e os olhos da mãe (não, não tem! É ao contrário lol), se seria Teles ou Crescente :)
Volta e meia ouvimo-la a três. Não creio que a música lhe traga reminiscências. A mim sim. Recordações duma gravidez plenamente desejada e alegremente vivida. Passa muito rápido, finalmente. :)
Partilho-a com vocês (Vá, nada de associar ao filme. Foi escrita para o meu filho! O filme apenas lhe deu visibilidade ahahaha).
A três é que é bom!
Meio a sério, meio a brincar vos digo:
Se a creche estivesse aberta ao fim-de-semana, o meu rebento teria uma permanência de 7/7 dias! Pelo menos de vez em quando...
Opá, estes miúdos de hoje (não que eu tenha qualquer experiência com os de antigamente, tirando com a minha própria pessoa... mas numa perspectiva um bocadinho diferente da da minha mãe, claro!) são endiabrados.
Para completar uma semana em que levamos 1h30 a chegar ao trabalho - quando 30/35 m são a regra - só porque alguns automobilistas não sabem conduzir com meio centimetro de neve; ter sido multada por passar numa rua reservada a residentes (inocente! Bem sei que a falha foi minha de não ver o sinal... mas, francamente, não sabia que estava a incumprir); ter recebido noticias inesperadas de queixas formuladas... só faltava mesmo o meu pequeno príncipe estar a passar por uma fase daquelas que toda a mãe teme: birras.
A toda a hora se lança no chão e arma um berreiro. Ou porque não quer comer a sopa (ou outra coisa qualquer), ou porque não quer mudar a fralda, ou porque não quer vestir o kispo, ou porque não quer calçar as sapatilhas, ou porque quer ir à rua, ou porque quer ver televisão, ou porque sim, ou porque não... ou não importa o porquê! Todos os argumentos são bons para fazer uma fita e levar a mãe ao desespero, quase à loucura.
Paciência está longe de ser o meu forte. E por mais de uma vez tive de parar, respirar e voltar a respirar, para não lhe dar uma palmada bem assente naquele rabo.
Bem sei que a violência nada resolveria e também sei que não sou a única a passar por isto. Faz parte do crescimento dos pequenotes desafiar regras, testar limites e experimentar coisas novas. Mas quando se põe em risco com as tolices dele - como pôr-se de pé em cima do carro e subir/descer escadas - não há qualquer margem para a negociação. É "NÃOOOOOOO!" e ponto final.
Segue-se uma birra, com baba e ranho, segue-se a mamã a tentar explicar que não pode fazer isto/aquilo, segue-se a negação do filho (que só quer fazer à cabeça dele)... e perdem-se, no meio disto, minutos que podiam ter sido aproveitados com brincadeiras e sorrisos.
Não obstante o desabafo, e as dificuldades de gestão dos conflitos que às vezes se instalam, garantidamente que a três é que é bom!
As semanas sucedem-se, numa largada impressionante.
Dou-me conta de que já não escrevo no blog há uns dias. Não por falta do que contar, mas por falta de tempo para o fazer. Para tempo! Deixa-me respirar. Ufa.
Mas continuemos:
Hoje é domingo! E tem sido o único dia da semana em que estamos 24h os três. Mas dessas 24h, descontando as passadas a dormir, a comer, a arrumar coisas... pouco tempo nos resta para o desfrute a três :)
Não obstante, e porque hoje o tempo está relativamente ameno e solarengo, conseguimo-nos organizar de modo a sair um pouquinho depois da sesta do pequenito.
Fomos ao parque, aqui ao lado da casa dos avós, e levamos o popó Big - popó residente em casa dos avós (o Porsche está em nossa casa). A ideia era permitir ao pequeno príncipe acelerar a toda a força, num espaço relativamente amplo e ao livre, com o popó que ele tanto gosta. Foi aposta ganha :)
O rebentinho não se fez de rogado. Agarrou com unhas e dentes no popó e foi sempre a abrir. Acelerou de um lado para o outro, ora reclinado, ora de pés no ar... numa alegria contagiante. Tão bom.
Na pausa - quase forçada - lanchou e, a seguir, aventurou-se no escorrega. Foram descidas bem sucedidas, com risos rasgados e olhinhos brilhantes.
Quando nos preparavamos para regressar a casa dos avós, chegaram dois meninos, cada um no seu veículo - um Audi e um trator (este demasiado grande) - que despertaram o interesse do meu piolhinho. Num namoro tímido, aproximou-se do Audi, com vontade de lhe saltar em cima. O miúdo mais velho, vendo o interesse do meu menino, ofereceu o carro (deixando o mano um pouquinho contrariado). Por uma questão de justiça e para o ensinar a partilhar, expliquei ao meu filho que só poderia brincar no outro popó se emprestasse o dele. Assim foi :) Trocaram de "macchina" (miúdos eram italianos) e ambos exploraram os limites do carro do outro :)
Regressamos a casa felizes e extenuados, com a certeza de que a 3 é que é bom!
Ontem, no regresso a casa, fizemos um pequeno desvio.
A madrinha do meu pequeno príncipe telefonou-me a perguntar se não queríamos passar por casa dela e, juntamente com a princesa (minha afilhadinha), darmos uma voltinha pelo parque. E nós aceitamos, claro. Todos os pretextos são bons para juntar a pequenada. E uma ida ao parque faz maravilhas. Além de apanharem ar, cansam as pernocas - para gastar aquela energia inesgotável e tornar mais prazerosa a hora da naninha.
Assim sendo, lá fomos os quatro, de mãos dadas, levar pãozinho aos patinhos. Pese embora o pouco entusiasmo dos bichos - que, ou estavam saciados ou demasiado pachorrentos para nadar na água ainda com pedaços de gelo - os pequenitos divertiram-se muito. Deixaram carradas de pão a flutuar na água, atirados num vê se te avias, não fosse um ter direito a atirar um pedaço mais que o outro :)
Não vivem um sem o outro, mas quando juntos, são impossíveis de aturar.
No regresso do parque passamos por casa da princesa e foi a guerra habitual. O que um tem o outro quer, indiscriminadamente. O meu piolho, mais novinho, repete tudo o que a prima faz, e o que ela tem, ele quer. A pequenita, numa atitude de líder e de mais velha, quer decidir o que o primo pode ou não pode fazer.
Eu costumo dizer que se dão como irmãos. Sim, que eu com o meu irmão o cenário era semelhante... Normalmente, entre primos, costuma ser menos conflituoso. Mas estes dois precisam de aprender a entenderem-se e respeitarem-se.
Com o tempo, digo eu.
Não obstante, quando longe, perguntam muitas vezes um pelo outro e é vê-los extasiados quando se encontram. Sol de pouca dura :)
As crianças são terríveis mas são a melhor coisa do mundo também. A três é que é bom!
Um esclarecimento relativamente ao título desta entrada: em francês, pote significa amigo, camarada. E hoje vamos precisamente falar de amizade :)
Depois do jantar em casa dos nossos amigos, há umas semanas atrás, foi dia de raclette chez nous! E se todos os motivos são bons para reunir com as pessoas que nos são queridas, a ideia de juntar os piolhos para poderem brincar juntos é um pretexto ainda mais válido.
Confesso que tive uma pequena conversa com o meu pequeno príncipe, e expliquei-lhe não apenas que o amiguinho viria a nossa casa com os papás mas ainda que teria de partilhar os brinquedos com ele. Sim, que isto do imprevisto muitas vezes causa alguma resistência na pequenada. Vai daí, achei por bem mantê-lo informado do que se iria passar, e apelar à sua bondade e simpatia, para proporcionar às visitas um serão agradável.
O seu comportamento à tarde não augurava nada de positivo. Dormiu uma sesta curta. Lanchou sem muito entusiasmo. Chatinho e rezingão. Talvez tenha sido a fatia de bolo de chocolate em casa da tatá que lhe modificou o humor :)
A verdade é que se comportou muito bem com o amigo. Brincaram juntos, correram juntos, gritaram juntos (gritos de entusiasmo, não de choro, esclareça-se), sem se pegarem, sem tumultos nem confusões. Quase não restou um único brinquedo no devido lugar. Mas também, para que é que eles foram feitos? Para brincar, ora. E para espalhar, atirar, arrastar. Uma alegria!
Não se vêm frequentemente - culpa desta vida de casa / trabalho vs trabalho / casa - mas até se entendem.
Ao vê-los, naquela correria e agitação, não tenho dúvidas de que serão grandes amigos. Des potes!
E tenho a certeza de que os nossos amigos partilham esta minha convicção: A três é que é bom! :)