segunda-feira, 12 de junho de 2017

Dia da Mãe

Quem me conhece sabe que sou contrária a estas ideias de "o dia de..." - e então quando se trata do dia da Mãe, ainda pior.

Quem, melhor que todas as mães deste mundo, sabe o quanto representa assumir este papel? São 365/366 dias por ano, 24 horas por dia (tem dias que faço horas extra loool). Non stop! Sem folgas, sem férias, sem feriados. 

É a mais árdua das tarefas. 

Mas também a mais gratificante! 

Nenhum dinheiro deste mundo consegue pagar um abraço de um filho, daqueles apertadinhos, a transbordar de amor. 

E ontem, ainda que avessa a estes festejos comerciais, recebi de coração cheio todo o Amor do mundo, da parte do meu príncipe. As prendinhas feitas na creche, o beijinho gostoso e o abraço que faz esquecer todas as contrariedades da maternidade.

AMO-TE MATIAS!



quinta-feira, 8 de junho de 2017

Lost in Sardinia

Era dezembro de 2013. Já depois do Natal, mas penso que antes do Ano Novo. Estava ele na prateleira do supermercado, com o seu sorriso fofinho e o pijama verde. É este, pensamos. Será este o companheiro do nosso pequeno príncipe.

Escolhido pelos pais e pago pela tia - que estava de férias em nossa casa e quis fazer um mimo ao sobrinho neto - foi assim que o Tigre se tornou parte desta família.

O rebento estava com 6 meses na altura. Se bem me recordo só uns 2/3 meses mais tarde começou realmente a interessar-se pelo seu "doudou". Mas nunca mais o largou. Viaja connosco para todo o lado. Já foi à santa terrinha, Madeira, Disneyland Paris, Palma de Maiorca, Amesterdão, Londres, Barcelona, Bruxelas, Faro... para todos os sítios onde pernoitemos ele vai. 

E foi para a Costa Esmeralda, na Sardenha. 

Foi e voltou... mas o que por lá se passou, só ele poderá contar :)

Chegamos domingo. O Tigre - tal como o seu dono - dormiram na nossa cama. Na manhã de segunda-feira ainda me recordo de o colocar na almofada da cama destinada ao filhote - muito útil para colocar coisas em cima mas para dormir ninguém sabe... já que ninguém a usou :)

Não nos acompanhou às praias de águas cristalinas, de um azul/verde de cortar a respiração, nem tão pouco nos passeios a Porto Cervo e Baja Sardinia.

Na quinta-feira, enquanto refastelada na minha espreguiçadeira a admirar o mar e a aproveitar a ausência dos meus dois homens - que, por insistência do mais novo, estavam enfiados na piscina - veio-me à lembrança o Tigre e o facto de o não ver há uns dias no quarto.

De regresso ao quarto de hotel vasculhamos cada recanto e, efetivamente, o mafarrico do peluche tinha desaparecido. 
Como não tinha saído daquelas quatro paredes pelas mãos do príncipe, só restava a opção de ter sido levado pelas senhoras da limpeza. Acidentalmente, obviamente. E, naturalmente, no meio dos lençóis. 

O papa foi a receção dar conta do trágico acontecimento. Reviraram toda a roupa da cama que estava para enviar para a lavandaria e nada. Ora, as camas haviam sido mudadas nesse dia e na terça-feira. Era necessário aguardar pelo dia seguinte para saber se teria sido levado para a lavandaria na muda de roupa precedente.
Eu confiei que sim. O marido ficou mais céptico.

No dia seguinte, sexta-feira, era o dia da nossa excursão à magnifica Ilha Maddalena. O Tigre não foi. Ainda em parte incerta, perdeu a extraordinária experiência de viajar num ferry, carregado de carros, motas e até autocarros. Não conheceu a Maddalena nem se encantou com as suas paisagens naturais - não apenas as praias e o mar com as suas cores indescritíveis, como as formações rochosas - e a praça onde Garibaldi assenta praça. 

Ao fim da tarde, no regresso aos aposentos, verificamos que o nosso querido Tigre não nos esperava - como expectado. 
O pequenino, que falou do seu "doudou" várias vezes durante o nosso passeio, começou a ficar preocupado. O papa foi indagar dos resultados da investigação prevista para esse dia e foi-lhe assegurado que o peluche tinha sido encontrado e regressaria no dia seguinte.

E assim foi. Enquanto aproveitávamos o nosso último dia de férias, a procurar conchas e o "occhio de Santa Lucia" (acho que encontrei um, bem pequenino), a apanhar banhos de sol, a nadar no mar, a fazer canoagem (a primeira vez do rebentinho) e a suspirar na antevisão do fim daqueles dias maravilhosos, o Tigre voltou a "casa". 

Eu não assisti a esse momento mágico. Mas diz o papa que foi daqueles apertos e amassos de derreter qualquer coração. Posso bem imaginar!

Certo é que o Tigre escolheu bem o destino, para uma aventura sozinho, mas ficamos os três muito felizes que tenha decidido regressar ao Luxemburgo connosco :)

A três é que é bom!








terça-feira, 2 de maio de 2017

Outros mundos

O conceito de "tempo em família" pode ser muito variável. Para muitos bastará estarem juntos num mesmo espaço físico. Para outros poderá implicar longas tardes à volta duma mesma mesa. 

Para mim tem de ser mais do que isso.

Ficar em casa, a cozinhar, passar a ferro e aspirar as migalhas que sempre encontro no chão - enquanto o meu pequeno príncipe brinca a um canto ou me chateia que quer ver televisão - não são momentos felizes. São rotinas, quase insuportáveis.

Vai daí, sempre que consigo, arranjo reais programas em família. Daqueles que nos ficam na memória.

E foi assim que no passado sábado acabamos a explorar o "Domaine des Grottes de Han". 

A visita começou nas grutas. Com aproximadamente 2 km e mais de 500 degraus, demoram quase 2h00 a ser exploradas. 
As formações calcárias no seu interior são impressionantes, bem como as salas gigantescas  formadas entre as rochas. 
Certo que o meu pequenote não compreende o real alcance daquelas perfurações de milhões de anos, mas não invalida que tenha experienciado uma realidade completamente nova e ficado, obviamente, mais enriquecido. 

Já no período da tarde fizemos o nosso primeiro Safari. Sim, um Safari. Mas desenganem-se aqueles que estão a sonhar com leões, elefantes, girafas e outros animais selvagens da savana africana. Tivemos, sim, direito a vistas deslumbrantes da zona circundante do Lesse - verdejante a perder de vista - e de animais quase domésticos: cabras, veados, búfalos, cavalos, burros, touros, cegonhas, mochos, corujas... Os "best of" do parque são dois ursos castanhos e os lobos (os castanhos e os brancos). Todos os animais estão impecavelmente tratados!

A visita do "Domaine" incluía, ainda, uma visita ao "Préhistohan" que não visitamos. Mas não deixamos de mergulhar no passado visitando o Museu Han 1900 - um universo de pequenas relíquias de outros tempos, que o papa e eu ainda conseguimos reconhecer mas que as gerações presentes e futuras dificilmente compreenderão. 

Regressamos a casa a relembrar o quanto as grutas são fantásticas e o quanto nos divertimos no nosso primeiro Safari.

E porque o fim de semana foi grande, a segunda-feira ainda deu para satisfazer uma vontade recente do príncipe: visitar um castelo.

A escolha recaiu no castelo de Vianden. Em ótimo estado de conservação, tem salas deslumbrantes, algumas delas devidamente ornamentadas como "antigamente". 
O filhote não prestou grande atenção aos detalhes nem se mostrou especialmente impressionado. 
Acho que a falta de "chevaliers" o desiludiu :)
Talvez, na cabecinha dele, imaginasse um castelo armado até aos dentes, com cavaleiros montados nos seus cavalos, prontos a defender o território e o Rei :)

Estes sim, são programinhas que aprecio.

A três é que é bom!



segunda-feira, 10 de abril de 2017

Este miúdo é fantástico!

O meu pequeno príncipe é cheio de carácter. 
Teimoso como uma mula.
Quer sempre ficar "por cima", mesmo quando apanha palmadas no rabo por ser obstinado. Não dá o braço a torcer, mesmo quando fica de castigo por não respeitar as regras impostas.

E devo dizer que estou longe de ser severa com ele. Apenas há regras que não podem ser quebradas. Mas a criatura é provocadora e desafiadora, sempre disposta a testar limites.

Mas essa perseverança e esse gosto pelo desafio não lhe trazem apenas dissabores. Por ser destemido e aventureiro, não tem medo de experimentar coisas novas, correndo riscos (nunca calculados!) e pondo-se à prova. Por alguma razão as pernocas e joelhos parecem as gravuras do Vale do Côa, todos arranhados. Além das nódoas, ora negras ora azuladas, consoante a antiguidade.

Mas voltando às conquistas: ontem, no parque, um amiguinho da prima andava na bicicleta já sem rodinhas. O miúdo faz 5 anos este mês e começou, no sábado, a andar sem os apetrechos.
Quem é que também quis experimentar andar só em duas rodas? Pois claro: o senhor "faço tudo como os grandes".

Fica, em vídeo, o resultado. 

É ou não é fantástico? Claro que é. Mas é meu! :)

A três é que é bom!









terça-feira, 21 de março de 2017

B&B+O&B

Vamos começar este post por esclarecer o seu título: Blankenberge, Bruges, Ostende e Bruxelas. 
Sim, isso mesmo. Foi um fim de semana em cheio.

O ponto de partida foi o convite que o pequeno príncipe recebeu para o aniversário da filha de uma grande amiga da mamã, que vive na Bélgica. 

Para celebrar o 10º aniversário da princesa, os pais escolheram uma visita ao Sea Life de Blankenberge - bem lá na costa belga. Isso pareceu-nos fantástico. Não apenas a visita aos peixinhos mas a proximidade do mar e a possibilidade de passear junto à praia e respirar aquele ar com cheiro a maresia. 

Contudo, as previsões do estado do tempo não eram as melhores -  e, como sempre acontece quando são de chuva, concretizaram-se - por isso sabíamos de antemão que laurear junto ao mar seria coisa rápida. 

Depois da visita ao Sea Life (que é mais pequeno e menos atrativo do que o esperado - mas que, durante a representação das focas, conseguiu sensibilizar o meu pequeno para a importância de manter os oceanos limpos), fomos almoçar a ver o mar. Àquele que é o "calçadão" de Blankenberge faltavam todos os atrativos que o sol proporciona a zonas costeiras: pessoas, atividades e lojas abertas. Assim, depois do repasto, e já só os três, abalamos para a cidade a que chamam a Veneza do Norte: Bruges. 

Se com chuva miudinha (e às vezes copiosa) a cidade é maravilhosa, imagino como será em dias soalheiros. Fizemos o tradicional passeio de barco, deambulando pelos canais que nos levam a cantos e recantos cheios de história. Lá no alto as inúmeras torres de igrejas, cá em baixo as pontes que ligam uma cidade recortada. Percorremos ruas e ruelas, numa ansia de descoberta. 
Já no quarto de hotel o telemóvel indicava um total de 8,2km a pé, para o dia de sábado. O filhote fê-los todos! 

Para domingo tínhamos previsto continuar por Bruges. Mas visto termos conseguido aproveitar muito no dia anterior, e já que o sol teimava em não surgir, decidimos aproveitar o dia para dar um pulo até Ostende. Fica mesmo ali pertinho e já nos tinham falado maravilhas de lá... 

Foi uma visita relâmpago. Estacionamos junto à praia, bem perto da marina e do molhe. Os cabelos ao vento dos transeuntes advertiram-nos que o tempo não estava para mimos. Mas fizemo-nos de fortes e avançamos para a praia.
Nunca levei com tanta chapada de areia na cara em toda a minha vida :P 
Ainda assim, valeu bem a pena para voltar a ver o mar e a sua grandiosidade. Mas não para ficar por ali o resto do dia.

No caminho de regresso a casa passaríamos necessariamente por Bruxelas. E porque não almoçar por lá?
Assim foi. Estacionamos bem lá no centro, e, em menos de 3 m, estávamos na Grand Place. Foto shooting do pequeno príncipe :) Seguiu-se a não menos tradicional passagem pela estátua de Everard t'Serclaes (para dar sorte) e o Manneken Pis (vestido para festejar a Saint Patrick). Almoçamos o quê? Moules com batata frita, pois claro! Ainda tivemos tempo para uma espreitadela às galerias Saint-Hubert. E regressamos a casa.

A três é que é bom!





quinta-feira, 16 de março de 2017

Purim - Carnaval

Quando se vive fora de Portugal, a possibilidade de contacto com outras culturas/religiões é, naturalmente, maior. Mas quando esse país de acolhimento é o Luxemburgo, essa probabilidade aumenta exponencialmente.

Acontece que o meu pequeno príncipe frequenta ,desde os 10 meses de idade, uma creche que pertence a uma Associação Judia. Escolhi esta creche pela proximidade do meu trabalho e por boas referências de uma amiga e uma educadora. E, apesar de aberta a todas as crianças, os miúdos são maioritariamente judeus e as celebrações anuais também são judias.

Ontem foi o dia em que celebraram a Purim - a wikipedia explica a origem e tradição - que, para o meu pequenote significou: dia de se mascarar!

E o disfarce para a "festa de carnaval" da creche estava escolhido há muito tempo: Spiderman!

Quanto entusiasmo. 
A correr de um lado para o outro, a lançar teias e a trepar aos muros. A jogar às apanhadas ou a fazer fila indiana no escorrega. A jogar à bola ou simplesmente a rirem todos juntos como tolinhos, foi um final de tarde animado.
O meu filhote só sossegou quando viu chegar comida. Alapou-se logo numa mesa do jardim a enfardar bolinhos e bolachas. Para comer, aposta pai :) 

Numa altura em que anda um tantinho implicante e rabugento, foi bom vê-lo divertido e a aproveitar o lado bom da vida. 

As suas gargalhadas são música para os meus ouvidos. E nada me enche tanto o coração como a sua felicidade. 

A três é que é bom!



quinta-feira, 9 de março de 2017

O Primeiro

O peixe morre pela boca.
E,  não raras vezes, já me vi censurar a mim própria por pensamentos e palavras que outrora tive face a comportamentos de criaturas que julguei inadmissíveis e que - pasmem-se - agora me acontecem a mim.

Uma dessas cenas terríveis que os miúdos (todos!) fazem é: eu sou o primeiro! 

O que eu já me chateei com isto. Mas que raio de mania. E como contrariar? Pois... não sei. E nem mesmo o Dr. Mário Cordeiro - na rúbrica da Rádico Comercial "Mas tem mesmo de ser assim?" - me conseguiu elucidar.
Claro que devemos explicar que só é o primeiro aquele que se esforça muito e que trabalha para isso, que na vida nem todos vencem e que, desde que tenhamos dado o nosso melhor, não temos de ficar tristes por isso... bla bla bla (não escrevo isto num sentido crítico mas de plena concordância). 
Não obstante, fica por esclarecer como é que moldamos/atenuamos essa ânsia de ganhar todas as vezes, com direito a grande beicinho em caso de desfeita (sim, às vezes não ganha - para se habituar à frustração de perder...). 

Provavelmente o tempo ajudará. Inevitavelmente.

Devo confessar, contudo, que esse espírito competitivo do meu rebento me tem "dado jeito" em momentos críticos como seja a hora de ir para o banho. Nada mais eficaz do que: "vamos ver quem tira a roupa primeiro?". Em três tempos temos príncipe descascado a correr pela casa, orgulhoso por ter sido o primeiro e por me ter ganho outra vez...
É caso para dizer: se não os podes vencer, junta-te a eles :)

A três é que é bom!