segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Convite individual

O meu pequeno príncipe foi convidado para uma festa de aniversário.
Não, não foi, obviamente, a primeira festinha para a qual recebeu convite, mas foi a primeira vez que o convite não era extensível aos pais. Veio da parte duma das amiguinhas da creche que, aparentemente, está apaixonada por ele (como eu a compreendo ahahahaha).

Confesso que hesitei. Não por não confiar nos pais da pequenita - que, apesar de mal conhecer, me foram positivamente "referenciados" na creche - mas por temer que o meu rebento me "deixasse ficar mal". Verdade! Está obstinado e teimoso, questiona tudo e todos, birrento e caprichoso. Temi que fosse fazer fitas em casa alheia.

Questionei-o sobre a sua vontade: disse-me que queria ir. Acedi. Arrisquei. 

Transmiti os meus temores à mãe da aniversariante - juntamente com a aceitação do convite - que me tranquilizou ao esclarecer que seriam 2 adultos para 4 crianças: todos amiguinhos da creche e, por isso, largamente habituados uns aos outros e a brincar em conjunto.

A festinha correu bem e, de acordo com feed-back da mãe da menina e do próprio, o meu menino portou-se como um homenzinho. Fiquei muito orgulhosa por ter cumprido o que me prometeu e  muito contente por ter arriscado e permitido que ele me mostrasse que posso confiar nele.


A três é que é bom! 


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Barcelona

Nota prévia, em jeito de desabafo:
A viagem a Barcelona estava nas intenções de há muitos anos, como tantas outras.
A sua concretização nesta altura teve, como ponto de partida, a ideia de surpreender o marido, pelo seu aniversário. Frustrado o propósito inicial - afinal de contas foi um destino escolhido por mim, logo, para mim - e não tendo sido possível cancelar a viagem, lá fizemos o frete de embarcar... 

Barcelona:
É uma cidade fantástica. A transbordar de vida e de gente. Um fim de semana é muito pouco para descobrir tudo quanto a capital da Catalunha tem para oferecer, pelo que optámos pelos "must do" e quase não passamos daí. 
Ainda assim, e para quem viaja com uma criança de 3 anos, irrequieta, curiosa e cheia de energia - que, ainda por cima, descobriu o amor pela fotografia, solicitando a cada 3 passos lhe permitissemos usar a nossa máquina para captar as belezas que os seus olhinhos despertos viam - acho que conseguimos explorar o bastante. 
Caminhamos imenso, desde o Passeig de Gràcia, passando pelas famosas Ramblas, desviando para o Bairro Gótico, seguindo até à praia de Barceloneta. Mas foi graças ao Hop on Hop off que conseguimos percorrer toda a cidade. 
Imperdíveis: Sagrada Família, mercado La Boqueria, La Pedrera, Casa Batlló, Parc de la Ciutadella, Park Güell, Praça de Espanha. 

Fico, como em todas as viagens que fiz desde o nascimento do meu filhote, com a ideia de que muito ficou por ver e que não consegui aproveitar como queria. A condicionante "mãe" é muito poderosa e sobrepõe-se a tudo. Apesar disso, e de muitas vezes até dizer o contrário, faria tudo de novo. Ou quase tudo.

A três é que é bom!


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Como estão os meus dentinhos?

Uma das minhas principais preocupações é proporcionar ao meu rebento novas vivências e experiências, sejam elas lúdicas ou com um cariz mais educativo.

No presente caso, e tendo em conta que não conheço ninguém que aprecie, o meu objetivo foi proporcionar ao pequeno príncipe uma experiência boa, porque as futuras poderão - esperemos que não - revelar-se dolorosas e desagradáveis. Vai daí: fomos ao dentista :)

A escolha da profissional não foi evidente, tendo hesitado imenso entre os vários que já frequentei, mas, depois desta primeira consulta, estou convencida que fiz a escolha acertada. Jovem e mãe, preocupou-se em explicar ao meu pequenote tudo o quanto se passa num gabinete médico-dentista, permitindo-lhe tocar nos instrumentos e incentivando-o a descobrir por si que nenhuma daquelas ferramentas tenebrosas está vocacionada para lhe fazer mal.

Constatou - como a mim também me queria parecer - que a escovagem tem sido deficiente. E, embora não tenha qualquer cárie, recomendou uma limpeza. Na próxima consulta levamos a escova de dentes (que entretanto passará a ser eléctrica) para que lhe possa mostrar como cuidar bem dos dentinhos.

Estou muito orgulhosa da coragem do meu rapazinho. Notei-o um pouco ansioso antes da consulta. Só sossegou quando lhe garanti: se a Dra. te picar, eu dou-lhe uma traulitada e vamos embora :) 

A três é que é bom!


sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Mais um passo para a independência

Em maio último contei-vos que o pequeno príncipe, finalmente, se havia convencido a largar a fralda e a fazer as suas necessidades no pote.

É claro que tal conquista se referia aos períodos em que estava acordado. Para a sesta e de noite continuei a pôr-lhe a fralda.

No entanto, e desde esse momento, de manhã estava quase sempre sequinho - nem uma pinguinha de xixi - e acordava várias noites a pedir para ir ao WC, o que me levou a concluir já estar preparado para tentarmos ir mais além. 

Assim,ganhei coragem para tentar o desfralde completo (a ideia de mudar cama encharcada estava a bloquear-me a iniciativa) e propus-lhe. Ele esteve logo de acordo, afastando a fralda que me preparava a colocar-lhe para a noite. 

Isto foi de quinta para sexta da semana passada. Até hoje, nem um acidente! Estou tão orgulhosa :)

Vejo-o a crescer a cada dia e, ainda que às vezes lhe diga que se comporta como um, a verdade é que já nada tem de um bebé. É um menino grande. O meu menino grande :)

A três é que é bom!


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Train 1900 e Steampunk Convention

O Outono já chegou, mas os dias continuam soalheiros e convidativos a passeios.

Vai daí, e depois de ter levado o pequeno príncipe a almoçar no restaurante - tinha ficado muito triste quando, no dia 10 de setembro, por ocasião dos 5 anos de casamento, os pais foram jantar sozinhos e o deixaram em casa dos avós... - decidimos que era tempo de fazer aquela viagem há muito programada mas nunca realizada: passear no comboio a fumo :)

Na nossa cidade existe o chamado Train 1900, com uma máquina a vapor e carruagens de época, que faz um  percurso tranquilo pelo meio da floresta até ao vale mineiro de Fond-de-Gras. - http://minettpark.lu/fra

Chegados à estação, logo vimos que era dia de festa, dada a enorme afluência de passageiros e algumas indumentárias a lembrar o fantástico. Descobrimos que se realizava a Steampunk Convention. Que coisa extraordinária. Era menina para vestir uma daquelas roupas extravagantes e pavonear-me pela multidão de "cientistas loucos".

O pequenote adorou toda aquela agitação, as roupas, a musica, as exposições e, sobretudo, o carrocel de época, que, diga-se, era um mimo. Claro que deu a sua voltinha, tendo escolhido a casa na árvore :)

Foi um domingo diferente, um domingo bom. E são dias assim que nos motivam e nos ajudam a aguentar a rotina do dia-a-dia. 

A três é que é bom! 


quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Complexo de Édipo

"Os bebés quando nascem estão inteiramente ligados aos pais, que satisfazem as suas necessidades e cuidados, estando completamente dependente destes, numa relação fusional (a criança não existe sozinha e separada dos pais, que asseguram as suas necessidades e a total proteção do meio).


E extrema dependência leva a criança a acreditar que os pais fazem parte de si, vendo-os como um mecanismo "seu", que existe apenas para satisfazer as suas necessidades. É uma relação triangular de filho, pai e mãe.
O Complexo de Édipo vem “frustrar” a criança, marcando a separação entre ela e os pais (acontecendo por volta dos 3 até aos 6 anos de idade). A criança começa a perceber que não é o centro do mundo, que o amor não é unicamente para si e que os pais não a podem proteger completamente do exterior.

Percebendo que o pai e a mãe possuem uma relação, e não a partilham consigo, a criança responsabiliza internamente o progenitor do mesmo sexo pela separação, ambicionando o amor e proteção total, como tinha no início, pelo progenitor do sexo oposto.

Assim, nesta fase, a criança dirige sentimentos hostis em relação progenitor do mesmo sexo ou a qualquer outra coisa que desvie o amor e atenção do progenitor do sexo oposto. Porém, ao mesmo tempo que o menino é hostil para o pai porque lhe tira o amor da mãe, o menino ambiciona ser como o pai, identificando-se com o mesmo, visto que este conseguiu ter o amor da mãe." - Fonte: internet (Psicologia Free)

O meu pequeno príncipe está a fundo no complexo de Édipo, completamente apaixonado pela mãe, que tem de responder a todos os seus caprichos e anseios, ao mesmo tempo que atira palavras duras de ouvir ao pai como "não gosto de ti, só gosto da mamã".

Está a ser uma fase curiosa. Ele, que nunca teve um progenitor favorito - sempre variável de acordo com maior ou menor cedência às suas vontades - está num amor deleitado para comigo que, até porque tem andado caprichoso e birrento, lhe ralho e castigo muito mais que o pai. 

Acho que não tenho de me preocupar e apenas reforçar - como temos feito - que o papa o ama e está disponível para o ajudar e que fica muito magoado quando é rejeitado. Mais do que isso não sei o que fazer. Mas compreendo que o pai fique triste... 

Uma pontinha de mim fica radiante por ter a criatura mais maravilhosa do mundo apaixonada por mim. Haverá maior orgulho do quer ser a princesa dos olhos dos nossos filhos? :)

A três é que é bom!


sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Férias de Verão

F - Felicidade
E - Êxtase
R - Risos (muitos!)
I - Indescritíveis 
A - Amor
S - Saudades 

= Férias! A partir destas palavras se poderiam descrever os dias de férias que passamos, a mais que três, em terras algarvias. 
Foram 15 dias de muito sol, muito calor, muito mar, muita areia, muita piscina, muito convívio (muitas visitas!)... MUITO BONS!

E se uma fotografia vale mais do que 1000 palavras, muitas fotos quantas valerão? Aqui vos deixo um resuminho dos melhores momentos. 

A três é que é bom :)