terça-feira, 5 de julho de 2016

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Menino grande

As novidades que vos vou reportar datam de há mais de uma semana. Mas não pensem que agora tomei o gosto de noticias antigas. Nada disso! Apenas quis dar tempo a que os factos se consolidassem. E consolidaram!

O meu pequeno príncipe já faz xixi e cocó no pote/sanita (usa a fralda para dormir - embora acorde, uma vez por outra, com ela seca).

Eu sei que não é uma conquista extraordinária - até porque há crianças que deixam a fralda muito mais cedo. 
No entanto, há um tempo e um espaço para tudo, e é preciso sabermos respeitar a vontade dos nossos filhos e compreender que não são todos iguais. Uns andam mais cedo, outros mais tarde. Uns falam aos 2 anos como papagaios. Outros mais tarde. E quanto ao uso da fralda é a mesma coisa.
Já há bastante tempo que falávamos com o rebento sobre a necessidade de deixar a fralda e usar o pote - até porque se queixava sempre de dor no rabinho depois do cocó. Mas tivemos que aguardar pela hora certa.

E tudo começou assim: na quinta-feira (12 de maio) levei para casa uma caixinha de 6 madalenas (que são uma delícia) e o meu pequenote devorou 3. No sábado seguinte, ao acordar, pediu-me mais. Eu tive a feliz ideia de voltar à carga com a conquista do xixi e prometi-lhe uma caixinha só para ele se pedisse sempre para fazer as necessidades no pote. Foi o primeiro passo para a liberdade. Teve apenas 1 deslize e duas mudas de roupa intencionais (como não o deixei ver TV, fez nas cuecas...). Mas a partir de quarta-feira deixou de ser preciso lembrá-lo e agora é ele que pede para fazer, seja liquido ou sólido. Obaaaa!

Como o prometido é devido, no passado sábado fomos às madalenas! :)

Mas isto não é tudo.

Faz hoje uma semana retiramos as grades do berço do príncipe. Como é progressivo, agora está uma caminha de criança. Ele adorou! 
Uma noite caiu abaixo mas é tão baixinha que nem acordou. Eu é que ouvi um "catrapum", e lá estava ele a dormir no chão. Pobrezinho :) Voltei a po-lo na cama, pediu - a dormir - o tigre e o panda, rebolou e continuou tranquilo.

Está tão crescido. Agora sim, é um menino grande :)

A três é que é bom!


sábado, 14 de maio de 2016

Dias de sol

Para que não haja equívocos, esclareço desde já que os dias de sol a que me refiro datam de há uma semana atrás - hoje está nublado e frescote. 
Por falta de tempo e culpa duma certa mania que tenho - a minha pequena veia artística diz-me que nem sempre são horas para escrever - esta entrada no blog é, digamos, extemporânea...Mas vale a pena o registo, pelo que aqui vai.

Na quinta-feira (5 de maio) foi feriado. O dia estava primaveril e convidava a passeios. Não nos fizemos de rogados e abalamos para Nancy, cidade próxima mas que ainda não tínhamos visitado e que, por opinião de colegas de trabalho que também são amigos, valeria a pena. E valeu. A Praça Stanislas é fabulosa e o Parque da Pépinière foi ideal para o pequeno príncipe fazer a sesta. Tínhamos previsto dar a volta à cidade no comboio turístico que afinal foi substituído pelo barco. Não exploramos tudo o que a cidade tem para oferecer, naturalmente, mas regressamos a casa cansados e rosados, do solinho bom.

Na sexta-feira e sábado o papa foi trabalhar. A dois exploramos o parque mais distante de casa, onde o rebento mostrou o quanto cresceu e está destemido, subindo e descendo altas estruturas de escorregas, correndo e saltando, com gargalhadas a transbordar de vida e felicidade. Fomos dar um longo passeio pela pista de bicicletas, ele na trotinete e eu a correr atrás. No regresso ainda fomos ver os comboios. Divertimo-nos muito. Rimos imenso. Aproveitamos bastante. O cansaço ao fim do dia foi o reflexo de horas bem passadas.

No domingo, a convite do padrinho e porque o dia continuava a ostentar um azul fantástico - até deu para vestir manga curta! - fomos a um pequeno parque de animais numa cidade vizinha.
Com a prima e o amigo, muito se divertiram a alimentar os bichinhos (que, claramente enfartados, não pegavam com grande entusiasmo na comida), a correr parque afora e a provocar choques por causa da eletricidade estática no escorrega :)
No fim do almoço, e ainda no restaurante, houve direito a mais diversão naquelas estruturas que muitos espaços têm para entreter a criançada.
Foram 4 dias de sol. 4 dias em que estivemos sempre juntos. 4 dias felizes!

A três é que é bom!



domingo, 1 de maio de 2016

Domingo em cheio

Hoje é um dia muito especial:

- É o primeiro de maio - dia do trabalhador. Feriado nacional em muitos países - em Portugal só desde 1974. Viva o 25 de abril, que ainda há dias comemorou o seu 42° aniversário;
- Por ser o primeiro domingo de maio, é o Dia da Mãe em Portugal. Obrigada meu amor, pelas lindas flores que escolheste para a mamã (e ao pai, pela iniciativa);
- E foi o dia em que o meu pequeno príncipe foi ao cinema pela primeira vez! :)

Já há uns tempos que tinha ideia de o levar ao cinema - até porque, em casa, se o deixar, fica mais de uma hora a ver a Pepa Pig, o Ruca ou o filme completo da Frozen ou do Rei Leão. Portanto, havendo desenhos animados, imaginava que gostaria de ver os "bonecos" na grande tela.
Mas foi pela tata, que soube da iniciativa, que fomos convidados para ir a uma sessão especial da manhã, pensada para os mais pequeninos (2-6 anos), com 3 curtas metragens à escolha.

Assim, com os companheiros do costume, lá fomos todos ao cinema. Armados de pipocas, para entreter a canalha, invadimos uma sala que ficou à nossa disposição (já todos deveriam saber que o Livro da Selva ou o Kung Fu Panda 3 são mais apelativos...).

Escolhemos "Os contos da Quinta". Descobrimos uma sucessão de pequenos filmes (4, salvo erro), dos anos 70, de uma qualidade que já não se faz... Muito nos rimos.

Seja como for: os pequenitos gostaram do filme (que no conjunto não ultrapassou os 40 minutos) e portaram-se bem (quase lindamente). Ficou a promessa de voltarmos. Mas da próxima vez vamos ver um filme da Disney. De 2016. Ahahahahah

Seguiu-se o almoço na Pizza Hut (sim, as crianças adoram comida plastificada e uma vez por festa não mata ninguém) e um passeio na Kermesse, com direito a voltinha no comboio e uma caçada aos patos (para ganhar mais um daqueles brinquedos de 5a categoria, que não sobrevive 24h nas mãos do meu piolho). 

O tempo está maravilhoso, depois da queda de neve da semana passada. E já fazia falta um programinha giro destes.

A três é que é bom.

                           






quinta-feira, 21 de abril de 2016

Memória curta

A entrada de hoje no blog, não estando particularmente relacionada com a nossa vida a três, está totalmente associada à minha condição de mãe.

Hoje de manhã tive uma consulta no oftalmologista com o meu pequeno príncipe - tem uma visão ótima e pude constatar que sabe falar francês muito melhor do que aquilo que eu imaginava - e foi na sala de espera desse gabinete médico que assisti a uma lamentável e inqualificável falta de educação.

A sala estava cheia de pessoas de idade (acima dos 70 anos). Logo depois de nós chegou uma mãe com duas meninas - de 5 anos e 18 meses, não mais. A mais pequenita chorava que se matava - não daqueles choros estridentes, mas choro constante. A mãe, como qualquer outra no seu lugar, tentou acalmar o rebento mas sem sucesso. Ora ao colo, ora no chão, a miúda não parava de chorar. 

O casal de idosos à minha frente olhava e, descaradamente, reprovava. Os outros, ligeiramente mais discretos, também não consentiam que tal cenário se estivesse a reproduzir. Uma das secretárias do gabinete, que entretanto tinha vindo fechar a porta da sala de espera, entrou, chamou um paciente e abanou a cabeça em reprovação.
Passados uns 5 minutos - a miudinha continuava a chorar - voltou para levar consigo o casal de velhos incomodadíssimos e tem o seguinte desplante:
- "Você não a consegue fazer parar de chorar? Está a incomodar toda a gente."
A pobre da mãe responde que tentou, mas que não resultou. Vem a tirada do século:
-"Pode levá-la lá para fora, quando for a sua vez eu chamo-a."
E a senhora saiu, ante a aprovação da maioria dos pacientes de terceira idade naquela sala.

Ora: eu teria saído definitivamente e mandava-lhe a cartinha de reclamação pelo correio. 
Só quem nunca teve filhos, e ainda assim... 
Quantos de nós não passaram já por situações destas? Nenhum pai fica impávido e sereno a ver o filho chorar. Já é suficientemente constrangedor. Não precisamos de patetas destes (para não lhes chamar outra coisa) para nos dar a entender que não somos capazes de educar os nossos filhos. Têm é memória curta. Porque, tenho a certezinha, também passaram por situações semelhantes. Acontece com todos. 

Só me arrependo duma coisa: quando aquela parvalhona da secretária disse que a menina estava a incomodar toda a gente de não me ter manifestado e vincado que, a mim, não me estava a incomodar.

Haja paciência. 

A três é que é bom!

                                 O meu príncipe a apanhar flores para a mamã :)

quarta-feira, 13 de abril de 2016

O favorito

Durante anos fui a segunda favorita. 
O meu irmão era o menino querido do papá, e, ainda que o meu pai o negasse, todos sabíamos que assim era. 
Por ser rapaz, dizem uns, por ser o mais novo, dirão outros... Por afinidade, talvez. Pouco importa. Não me impediu de crescer equilibrada, nem tão pouco de saber - na minha condição de segunda - que o meu pai gostava de mim.

Hoje a pirâmide das predileções mudou. 
O sexo continua a determinar as preferências. E no topo da tabela está o meu rebento. 
O meu pai é louco pelo neto. E o neto é doido pelo avô. É um amor partilhado e desmesurado. Juntos comportam-se como duas crianças. O avô acede a todos os caprichos. O príncipe não se inibe e usa e abusa dessa paciência e complacência.
Mas é para isso que os avós existem, certo?

Ontem foi dia de aniversário do avô. Parabéns pai. E obrigada por gostares tanto do meu filho.

A três é que é bom! 


sábado, 9 de abril de 2016

Sensação estranha

Já em tempos tinhamos deixado o pequeno príncipe em casa dos avós e saímos para jantar com amigos. Dessa vez voltamos para casa dos meus pais, onde pernoitamos no sofá, enquanto o rebento, que adormecera com o avô, continuou na cama deste, tendo acordado contente da vida e sem querer saber dos progenitores. 

No passado sábado, decidimos esticar a experiência e, portanto, depois do jantareco a dois, fomos tomar cafézinho e seguimos caminho para nossa casa, deixando o nosso filhote nos avós.

Enquanto fora, não caímos na tentação de só falar do menino, de como estaria, se iria correr tudo bem... bla, bla, bla. Conseguimos resistir e aproveitar um momento a dois, que não acontecia há anos. Literalmente há anos! Só ligamos uma vez, para saber se já dormia.

Contudo, chegados a nossa casa, abateu-se sobre mim um vazio tão grande e uma saudade tão imensa - ao dar-me conta do silêncio, ver os brinquedos todos arrumadinhos, a cama dele vazia... -, que, não fosse por saber que iria magoar os meus pais (que ficariam a pensar que não confiava neles) teria abalado para o sofá da casa destes.

Sei que tanto o neto como os avós gostaram muito desta noite especial, mas eu dormi pior do que em todas as noites em que o príncipe acorda a chamar por mim, com um aperto no peito e uma má consciência na cabeça. 
Não, não digo que não voltará a acontecer. Sei que sim. Mas garanto que está longe de ser libertador. Pelo contrário.

Confirma-se: A três é que é bom!