sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Agora é a sério!

Hoje termina a segunda semana da nova etapa da vida do meu príncipe: escola, agora à séria

Não sei quem é que estava mais nervoso, naquela segunda-feira, 16 de setembro, se a minha meia leca de estudante, se eu. Aliás, até sei. Era eu!

O meu filhote estava ansioso pelo começo das aulas, ávido de novidade e de conhecimento. 
Eu estava apreensiva e com o coração apertado, de o ver tornar-se tão independente e cada vez menos meu. 

Bem sabendo que na cabecinha dele tudo se adquire do dia para a noite, preveni-o de que Roma e Pavia não se fizerem num dia e que a aprendizagem se faz por etapas. 
Não o entendeu de imediato, mas aos poucos vai percebendo que cada coisa tem o seu tempo. E que cada pormenor é fundamental para um conjunto. 

Expliquei-lhe e repito-lhe sempre que o vejo desanimado: um longo caminho acabou de começar. O final está lá longe. É com os olhos postos no futuro que caminhamos no presente. 
Eu - Nós! - estaremos sempre cá para o apoiar e aplaudir.

Meu amor, as tuas asas estão a crescer. Um dia voarás.

A três é que é bom!






quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Queremos voltar para a ilha!

Férias de verão - as ditas férias grandes! - para mim são sinónimo de sol (muito sol!), calor, mar, praia, dolce fare niente.
Para o meu príncipe equivalem a piscina, piscina, piscina e mais piscina.
O papá apenas deseja paz e sossego, que é assegurado se o filho e a esposa estiverem satisfeitos. Aquela premissa: mulher feliz = homem feliz, aqui é elevada ao quadrado: esposa e filho felizes = marido e papá feliz :)

Nessa perspectiva de satisfação generalizada, era necessário decidir um destino. 

Confesso que por diversas vezes já tinha namorado o hotel Riu Gran Canária - o nome já acusa a localização - na página do nosso operador/agência de eleição - Luxairtours. O preço e a distância (o marido não aprecia viagens aéreas) tinham-nos levado a outras paragens. Mas este ano, finalmente, concordámos em partir à descoberta daquele pedaço de terra ao largo de África, em pleno Atlântico. Fomos a 5. Nenhum de nós voltou decepcionado! Bem pelo contrário.

Os receios iniciais - previsão de vento (todos os dias!), céu encoberto à chegada ao aeroporto, paisagem lunar dos primeiros km percorridos - foram-se atenuando mal avançamos a caminho do hotel e completamente dissipados chegados ao destino. 

Ficamos a saber que as formações rochosas que dividem a ilha - uma espécie de Grand Canyon - são as responsáveis pela tão grande diferença de clima entre o norte (onde residem os locais) e o sul (invadido por turistas). Como bons turistas, fomos para onde o sol estava garantido, claro! Com 5 dias de chuva ao ano, só com muito azar não voltaríamos com um bela pele tostada. 

O sol brilhou num céu azul celeste todos os dias. Só numa manhã tivemos neblina que rapidamente dispersou. E a brisa suave agradecia-se, pois na sua ausência as temperaturas subiam, mas sem atingir picos insuportáveis. 

A estadia de 15 dias passou num ápice. Mas ainda deu para muita coisa: 
- milhentos mergulhos na piscina - o príncipe já consegue nadar debaixo de água e à superfície nada à cão;
- Cirque du Soleil - oportunidade imperdível para assistir a um espetáculo grandioso e memorável;
- passeio de carrinha pela ilha - marcado, entre outras coisas que não vale a pena referir, pela visita da Igreja de São Matias (onde, na semana seguinte à nossa passagem, começou um incêndio enormíssimo que já desalojou centenas de pessoas);
- visita a Porto de Mógan - localidade encantadora, onde chove 2 vezes por ano!;
- passeio pelas Dunas de Maspalomas - com incursão pela praia de nudistas, que muito excitou os pirralhos;
- Jeep Safari pelas montanhas, com saltos e sobressaltos, ravinas e estradas estreitas, culminando com um passeio de dromedário - recomendamos! a Cátia (guia em francês, que descobrimos ser portuguesa), o Joaquim (motorista) e o Isaak (câmara man) não esquecerão tão cedo aquele grupinho, especialmente o miúdo que mal via a câmara se punha a dançar fortnite :)

No que respeita o hotel: é espetacular! As fotografias não enganam mas não mostram a ótima qualidade das refeições e a simpatia generalizada dos empregados, além da vista deslumbrante do Restaurante Atlântico (todos os dias - ou quase - pequeno-almoço com vista mar), da piscina infinita e do Purple Bar, com os seus cocktails sem álcool :) A localização é excelente, com um calçadão junto ao mar, para desgastar as calorias e, ao mesmo tempo, apreciar o pôr do sol. Adoramos. 

Voltamos a casa com um desejo de regressar. Seguramente o faremos. 

A 3 é que é bom! 





sexta-feira, 5 de julho de 2019

E vão 6!

Parece que foi ontem. Com uma barriga e um coração a transbordar, dirigi-me para a maternidade para que me provocassem o parto daquele que, desde o primeiro segundo em que soube que vivia em mim, se tornou o grande amor da minha vida.

Mas não foi ontem... já fez na semana passada 6 anos! Seis!

Dou comigo, volta e meia, a namorar fotografias de quando o meu príncipe era bebé e a sentir umas saudades tremendas daquele bebezinho fofinho.
 
Não que não seja um rapazinho adorável - que é! É um miúdo pleno de vida, com um coração grande, sempre disponível, amigo!  

A minha melancolia deve-se a reflexões mais pesarosas... sinto saudades do passado mas também do presente, ao pensar no futuro e nesse mundo que o vai levar para longe de mim... 

I will always love you! ❤️

A três é que é bom!


sexta-feira, 10 de maio de 2019

Da vulnerabilidade

No dia a dia uso muito provérbios e lengalengas, lugares comuns e frases ditas. Uma delas é: ninguém diga que está bem... E é bem verdade.

No dia 14 de abril, estava o meu rebento sentadinho a ver os desenhos animados com o papá, quando este me chamou para ir rápido ver o que era aquilo. No meio do cabelo do pequenote, quase no centro da cabeça, estava uma coisa redonda, com uma coloração preta. Sem pensar, agarrei aquilo e fiquei a olhar para a mão. Fui analisar à luz, deixei cair, não se mexeu, peguei novamente na mão e fiz explodir aquele saco cheio de sangue da cabeça do meu príncipe. Sim, era uma carraça! Só podia ser uma carraça. Sem a cor esverdeada das ervilhas - de que tenho memória de ver nas orelhas dos cães - mas nenhum outro bicho suga sangue daquela forma. 

A seguir veio o pânico das terríveis consequências duma picada de carraça e as interrogações de onde é que ele apanhou aquilo e há quanto tempo estava aquela besta agarrada à sua cabeça (perguntas que ficaram, obviamente, sem resposta...).

Ao invés de correr para as urgências (num domingo) com o menino sem qualquer sintoma além da picada, procuramos saber o que fazer nestes casos. O ministério da saúde local publicou um cartaz informativo e fácil foi concluir que, no imediato, nada havia a fazer a não ser desinfetar a picada e ficar alerta a possíveis sinais de febre ou manchas na pele (na ferida ou noutro local do corpo). As complicações possíveis: doença de Lyme e febre da carraça. 

Claro que liguei à pediatra (disponível só no dia seguinte) para saber o que fazer mas os conselhos foram os mesmos. Desinfetar e observar.

Passado quase um mês sobre o sucedido, a febre da carraça aparecer é altamente improvável. Quanto à doença de Lyme, uns dizem que surge em 48h mas de acordo com alguns sites há a possibilidade de se manifestar até 3 meses - infelizmente na internet encontra-se de tudo... para o bem e para o mal.

É inacreditável como de um momento para o outro o nosso mundo pode desabar! Felizmente, neste caso, (e quero muito acreditar nisso!) apenas nos ameaçou de derrocada.

À terrível vulnerabilidade do ser humano no geral, acresce, numa mãe, a inultrapassável fraqueza de não poder trocar de lugar com o filho, sempre que este está em perigo. 

Amo-te meu amor.

A três é que é bom!


segunda-feira, 11 de março de 2019

Do 8 ao 80

A vida é cheia de cor. Está longe de ser a preto e branco - e ainda bem - e mesmo naquelas coisinhas que deveriam ser ou pretas ou brancas, está fragmentada em espaços cinzentos, de todas as tonalidades.

Onde é que eu quero chegar com isto? 
Ao ponto em que se passa de bestial a besta num picar de olhos. 

Na semana passada o pequeno príncipe soube mostrar o quanto é francamente inteligente ao criar, de raiz e sem qualquer inspiração que não fossem as imagens gravadas na sua cabecinha, um pirata de missangas ("hama perles"). 
Rico em pormenores e cor, surpreendeu-nos com o resultado final - um pirata, com perna de pau, uma mão de gancho, pistola na outra, papagaio no ombro e chapéu com caveira. Disse que não colocou a pala nos olhos porque teria que lhe alongar a cabeça e não ficava bem. 
Foi sobejamente elogiado, por pais inchados de orgulho.

Alguns dias depois, e porque preferiu a companhia de terceiros à dos pais, foi criticado e marginalizado, com palavras duras e, a meu ver, impronunciáveis.

Há coisas que não se dizem. 
E não precisarei de transcrever aqui o que foi dito, para que seja recordado para sempre. Espero que apenas por quem as disse e não por quem as ouviu.

Uma criança de 5 anos tem "o direito"  de chamar a mãe de méchante sorcière quando esta o contraria. Mas um pai não pode deixar que a frustração lhe mine a razão e deixar-se dizer barbaridades e, teimosamente, manter-se numa posição defensiva e agressiva para com o filho que lhe feriu os sentimentos.

Fica o registo. 
Porque este blog não é feito de coisas bonitas, mas de momentos que marcam. 




terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Do Amor e da Saudade

Longe de mim querer dizer que nos anos anteriores faltou, mas o último Natal foi repleto de Amor e harmonia, em família - como todos os Natais deveriam ser. Não me recordo de outras quadras natalinas tão serenas e tão genuinamente felizes.

Os avós estiveram cá durante 10 dias, e foram 10 dias em nossa casa - 24h/24h.

O pequeno príncipe aproveitou cada minuto, acordando de madrugada - grande parte das vezes no meio deles - e esticando o serão até ao máximo. Não os largou de um segundo, exigindo toda a atenção e sugando todo o carinho que não tinha desde setembro. 

No dia em que se foram embora, estava já deitado para dormir quando largou num pranto inconsolável. Acorremos, preocupados, a saber o que tinha. A resposta foi inesperada: tinha saudades dos avós. 
Foi a primeira (e, para já, única) vez que o vi chorar de saudade. Ohhhhhh. Tem tanto de doloroso como de adorável. A manifestação palpável e inegável do seu enorme Amor pelos avós. 

Fazem-lhe muita falta.E a mim também. 

Em família é que é bom!


terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Bolachinhas natalinas

Já é uma tradição de nossa casa fazer bolachas de Natal, não apenas para regalo nosso mas também para partilhar com aqueles que nos são queridos. 

Domingo passado revelou-se o dia ideal: os flocos de neve que caíram durante a noite, espalhando um leve manto branco, apelavam a iniciativas natalinas :)
Como a árvore já estava mais que feita, os postais prontos para seguir, só faltavam as bolachas.

Enquanto o pequeno príncipe foi lá para fora fazer um boneco de neve com o pai, a mamã lançou-se nos preparativos dos biscoitos.

Comecei pela massa das bolachas de gengibre que tem de repousar no frio e avancei para as de leite condensado. Entretanto, e já com o pequenote de regresso, esticamos e cortamos a massa em moldes ora grandes ora pequenos, dando para 6 tabuleiros de lindas bolachinhas.

Já depois de almoço, e tendo a visita ao Marché de Nöel sido reportada, decidimos fazer bolachas de manteiga. Para tal empreendimento contamos com a colaboração da nossa princesa, que quis vir para casa da madrinha para ajudar.

Foram umas boas 3 horas de trabalho :)

Começamos por: estica massa, corta massa, amassa novamente, volta a esticar, volta a cortar. Depois das bolachas de manteiga enfornadas, viramos-nos para a decoração das de gengibre. 
Ficaram encantadoras! 
Foram feitas com tanto carinho que quem as receber só poderá deliciar-se com aquele sabor inigualável das coisas feitas com amor.

A três é que é bom ;)