Se no ano passado foi uma novidade a caça aos ovos de Páscoa, este ano o piolhinho já só falava disso há mais de uma semana.
Foi, portanto, em extâse que assimilou a notícia que o grande dia havia chegado.
A coisa só esteve tremida por causa do tempo. A relva molhada não é convidativa a programas de exterior. Mas dado o entusiasmo da canalha e uma abertazinha do S. Pedro, lá nos arranjamos para, em massa, atacar o jardim da vizinha da avó.
Digo em massa porque eram mais os paparazzi a tirar fotos e fazer videos do que os participantes na apanha dos ovos :)
Enquanto o meu príncipe e a minha afilhada se pendiam para apanhar a catrafada de chocolates largados na relva, os avós e pais respetivos acompanhavam a tarefa com deleite.
Tão bom ver o quanto os miúdos são felizes com pequenas coisas. Oxalá soubessemos todos retirar o máximo partido dos momentos mais simples...
Finda a caçada, o pequenote não resistiu a comer um dos coelhinhos que já lhe estava prometido deste o dia anterior. É guloso como tudo. Quem o vê comer há-de pensar que passa fome, tal a gula e soberba.
De tarde, depois da sesta, fomos dar um passeio a pé. Arejar e espairecer. Pilares fundamentais que não garantem mas pressagiam uma noite tranquila e de sono profundo. Passamos pelos jardins do Museu Vauban - onde haveremos de entrar um dia - e, depois de ter dado duas voltinhas no carrocel, o meu rebelde divertiu-se a perseguir as pombas, numa das praças principais da capital, numa convicção tola de que seria capaz de as apanhar.
A três é que é bom.
O nascimento de um filho revoluciona uma casa! Os dias ganham uma nova vida e a vida ganha novos dias, sempre cheios, sempre plenos. A transbordar de amor!... E de muitas outras coisinhas, às vezes grandes, outras vezes miudinhas. É de tudo isso e disso tudo que vamos falar neste blog. Porque, acreditem em mim: A TRÊS É QUE É BOM! :)
segunda-feira, 28 de março de 2016
segunda-feira, 21 de março de 2016
Relais pour la Vie
Há muito tempo que queria participar nesta iniciativa. Mais por inércia minha do que por falta de oportunidade, nunca o tinha feito. Este foi o ano.
Fomos recentemente convidados a fazer parte duma associação - Carpe Diem - que tem por objetivo participar ativamente em ações que promovam a solidariedade. Claro que nos fizemos sócios! E foi como membros que nos inscrevemos no Relais pour la Vie.
Assim, foi a nossa primeira participação neste evento comovente e a primeira iniciativa pela solidariedade do meu pequeno príncipe.
Bem sei que é muito pequeno para perceber o alcance desta campanha. Mas nunca se é demasiado novo para perceber que todos juntos somos mais fortes e para aprender que a solidariedade é um pilar da vida.
Às costas do papa, fez connosco a voltinha de apresentação das equipas e espalhou charme e sorrisos à sua volta. Como lhe contámos que era para correr pela vida - embora os pais apenas tenham caminhado - não abandonou a pista sem uma corrida desenfreada.
Como disse, esta foi a primeira participação. Fica a certeza de que não será a última.
A três é que é bom!
Fomos recentemente convidados a fazer parte duma associação - Carpe Diem - que tem por objetivo participar ativamente em ações que promovam a solidariedade. Claro que nos fizemos sócios! E foi como membros que nos inscrevemos no Relais pour la Vie.
Assim, foi a nossa primeira participação neste evento comovente e a primeira iniciativa pela solidariedade do meu pequeno príncipe.
Bem sei que é muito pequeno para perceber o alcance desta campanha. Mas nunca se é demasiado novo para perceber que todos juntos somos mais fortes e para aprender que a solidariedade é um pilar da vida.
Às costas do papa, fez connosco a voltinha de apresentação das equipas e espalhou charme e sorrisos à sua volta. Como lhe contámos que era para correr pela vida - embora os pais apenas tenham caminhado - não abandonou a pista sem uma corrida desenfreada.
Como disse, esta foi a primeira participação. Fica a certeza de que não será a última.
A três é que é bom!
terça-feira, 15 de março de 2016
Londres
Quem haveria de dizer que regressaria a Londres, não apenas para visitar a cidade - que merece que nos perdemos nas suas ruas cheias de vida e de gente - mas também para amassar num abraço apertado uma das minhas grandes amigas, com quem fui à capital londrina pela primeira vez?... A vida é surpreendente!
Mas foi sem surpresa que descobri o quanto é bom estarmos junto daqueles de quem gostamos e poder matar um pouquinho dessa saudade, que embora não se faça sentir sempre, não deixa de ser constante.
Obrigada minha querida. Pela hospitalidade, pelo mimo e pela paciência para aturares o meu pequeno príncipe que nem sempre se comportou à altura.
Assim, e com visita guiada, percorremos os "incontournables" de Londres. Não sem alguma aventura - como sempre acontece quando saímos para algum lado, acrescido o facto da minha amiga ser a pessoa mais "azarada" que eu conheço :)
- London Eye (com direito a voltinha)
- Big Ben
- Houses of Parliament
- Westminster Palace/Abbaye
- Buckingham Palace - o meu pequenote queria ver a Rainha, mas adormeceu quando passamos no palácio la realeza. Que chatice! :)
- Hyde Park - Memorial da Diana
- Green Park
- Piccadilly Circus
- Tower of London
- Tower Bridge
- Trafalgar Square - com festejos do St. Patrick's Day e alguns espetáculos deprimentes por excesso de alccol
- M&M's
- Harrods
- além de muitos teatros, museus e outros monumentos que fazem de Londres uma cidade extraordinária. O sentido do trânsito é o suficiente para nos deixar atordoados :)
Já só a três visitamos o Sea Life, para delicia do meu pequenote, que muito gostou dos tubarões e dos peixe palhaço :)
Excepcionalmente, a quatro é que é bom! :)
terça-feira, 8 de março de 2016
Cavalcade
Num país maioritariamente católico, uma das tradições mais controversas é o facto dos festejos carnavalescos perdurarem em plena Quaresma.
Ora, isso a mim pouco me diz, até porque não sou católica praticante, nem compreendo os desígnios divinos que nos impedem de comer carne às sextas, mas nos permite açambarcar uma bela lagosta suada.
Avante, portanto.
No domingo passado foi dia de desfile de carnaval - a dita Cavalcade - na cidade onde vivemos. E claro que não poderíamos deixar de levar o nosso pequeno príncipe à rua, para se embrenhar naquela confusão e, conjuntamente com os amiguinhos que também não tiveram medo do frio nem da chuva e se acostaram à nossa porta, apanhar os bombons, pipocas, gomas, chupas e muitos rebuçados que os foliões arremessavam dos carros alegóricos.
Foi a primeira Cavalcade em que o meu rebento participou ativamente, esticando as mãozinhas e a saca, à espera que lhe enchessem o bandulho de porcaria :)
O pai também não se fez de rogado, e além da bola de futebol que angariou para o filho, voltou pra casa com a pança cheia de cerveja :D
Confesso que não sou grande admiradora do evento, mas a felicidade nos olhinhos do meu pequenito valem qualquer frete.
A três é que é bom!
Ora, isso a mim pouco me diz, até porque não sou católica praticante, nem compreendo os desígnios divinos que nos impedem de comer carne às sextas, mas nos permite açambarcar uma bela lagosta suada.
Avante, portanto.
No domingo passado foi dia de desfile de carnaval - a dita Cavalcade - na cidade onde vivemos. E claro que não poderíamos deixar de levar o nosso pequeno príncipe à rua, para se embrenhar naquela confusão e, conjuntamente com os amiguinhos que também não tiveram medo do frio nem da chuva e se acostaram à nossa porta, apanhar os bombons, pipocas, gomas, chupas e muitos rebuçados que os foliões arremessavam dos carros alegóricos.
Foi a primeira Cavalcade em que o meu rebento participou ativamente, esticando as mãozinhas e a saca, à espera que lhe enchessem o bandulho de porcaria :)
O pai também não se fez de rogado, e além da bola de futebol que angariou para o filho, voltou pra casa com a pança cheia de cerveja :D
Confesso que não sou grande admiradora do evento, mas a felicidade nos olhinhos do meu pequenito valem qualquer frete.
A três é que é bom!
sábado, 20 de fevereiro de 2016
Piscina
Não sei o que é dormir até tarde - entenda-se "tarde" por 8h00 da manhã - desde o dia em que o meu pequeno príncipe nasceu.
Se durante a semana há um ou outro dia em que tenho de o arrancar da cama (outros acorda antes do despertador dar sinal), nos dias em que podíamos dormir todos um pouquinho mais, abre a pestana às 6h00 e não dá descanso a ninguém.
Significa que os dias são grandes e é preciso engendrar algum programinha para o manter ocupado e, sobretudo, para o cansar.
O tempo lá fora está de chuva, inviabilizando as brincadeiras no parque. Assim, e porque era um projeto em manga há algumas semanas, fomos à piscina.
É sempre aposta ganha. Além de gostar imenso de passarinhar pela piscina dos pequenitos - em que que a água lhe chega pelo joelho - não tem medo de se aventurar na maior, ao colinho e com as braçadeiras, sem se queixar da água fria :)
A parte favorita ainda é quando vamos com ele nos escorregas para os grandes. Adora :)
Depois de 1h30 na piscina, no final de almoço ouvimos duas frases raríssimas na boca do meu piolhito:
- Estou cansado.
- Quero ir nanar com o papa :)
Nota 1: raro é dizer que quer dormir. A escolha do progenitor normalmente recai naquele que está "de folga" - vamos adormecê-lo à vez e todas as noites diz que quer dormir com o "outro":)
Nota 2: a sesta não chegou às 2h00... Já estámos no ativo novamente... :p
A três é que bom!
Se durante a semana há um ou outro dia em que tenho de o arrancar da cama (outros acorda antes do despertador dar sinal), nos dias em que podíamos dormir todos um pouquinho mais, abre a pestana às 6h00 e não dá descanso a ninguém.
Significa que os dias são grandes e é preciso engendrar algum programinha para o manter ocupado e, sobretudo, para o cansar.
O tempo lá fora está de chuva, inviabilizando as brincadeiras no parque. Assim, e porque era um projeto em manga há algumas semanas, fomos à piscina.
É sempre aposta ganha. Além de gostar imenso de passarinhar pela piscina dos pequenitos - em que que a água lhe chega pelo joelho - não tem medo de se aventurar na maior, ao colinho e com as braçadeiras, sem se queixar da água fria :)
A parte favorita ainda é quando vamos com ele nos escorregas para os grandes. Adora :)
Depois de 1h30 na piscina, no final de almoço ouvimos duas frases raríssimas na boca do meu piolhito:
- Estou cansado.
- Quero ir nanar com o papa :)
Nota 1: raro é dizer que quer dormir. A escolha do progenitor normalmente recai naquele que está "de folga" - vamos adormecê-lo à vez e todas as noites diz que quer dormir com o "outro":)
Nota 2: a sesta não chegou às 2h00... Já estámos no ativo novamente... :p
A três é que bom!
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Disney on Ice
Um dos momentos altos da nossa viagem a Portugal no Natal foi o espetáculo da Cinderela no Gelo, que fomos ver com as minhas queridas amigas e respetiva criançada (filhos/sobrinha). E desde então que o meu pequeno príncipe reproduz a música da representação e me diz que quer ir ver o espetáculo.
Prometi-lhe que procuraria um evento giro para irmos ver, mas sem fazer ideia do que conseguiria arranjar.
Sabendo que o Disney on Ice move mundos, o meu marido fez a pesquisa e concluiu que já tinha terminado o tour em França. Que pena!
Esta semana, e na expectativa de encontrar qualquer coisa que pudesse entusiasmar o meu rebento, fiz uma busca aleatória sobre "eventos para crianças" no google e descobri que o famoso espetáculo da Disney estaria em digressão em Bruxelas de 10 a 14 de fevereiro. Uau, pensei! Vamos lá.
E fomos! Não sem esforço, porque os bilhetes de categoria 1 (únicos com garantia de visibilidade) estavam esgotados para todos os dias e todos os horários. Mas a persistência e uma dose de sorte levaram a que ao fim de dois dias a tentar, conseguisse marcar 3 bilhetes para 3 super lugares :)
Foi ontem. E foi espetacular.
O Mickey, a Minnie, o Donald e o Pateta fizeram a apresentação de um show que contou as histórias do Sheriff Woody e dos seus amigos (Toy Story), da Ariel (A Pequena Sereia), do Flash McQueen (Cars) e das príncesas Elsa e Anna (Frozen).
Foi o meu (nosso) presente do dia do Amor para aquele que é e sera sempre o meu (nosso) mais que tudo. Amo-te filho :)
A três é que é bom.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Eu consigo sozinho
Os últimos tempos têm sido muito ricos em conversação.
O meu pequeno príncipe parece um papagaio a falar e tem "tiradas" que me deixam de queixo caído até ao chão.
Um dos momentos mais engraçados foi quando, a caminho da creche/trabalho, meti por uma estrada secundária sem muito trânsito - e que não costumo apanhar - e ele me pergunta: "mamã, estamos perdidos?". Ao que respondi: "Não amor, porque é que perguntas isso?". E ele: "Onde estão os carros das outras pessoas?". Partiu-me toda.
Ainda esta manhã me surpreendeu com uma tosse provocada seguida de: "mamã, estou doente, tenho de ir para casa do avô". :)
À parte destes diálogos hilariantes, está convencido de que é um menino grande e que pode fazer tudo sozinho. "Não, não quero ajuda. Eu consigo sozinho!" - diz ele. À vezes sim, outras vezes não. Mas nunca desiste fácil e não dá o braço a torcer. Quando não é capaz, enerva-se, amua, dá meia volta, faz outra coisa e depois aceita ajuda.
Um exemplo dessa teimosia está na foto em baixo em que cismou que era capaz de subir pela corda. Claro que não conseguiu. Mas não foi por falta de persistência. As pernocas é que não esticaram tanto quanto ele queria :)
A três é que é bom!
O meu pequeno príncipe parece um papagaio a falar e tem "tiradas" que me deixam de queixo caído até ao chão.
Um dos momentos mais engraçados foi quando, a caminho da creche/trabalho, meti por uma estrada secundária sem muito trânsito - e que não costumo apanhar - e ele me pergunta: "mamã, estamos perdidos?". Ao que respondi: "Não amor, porque é que perguntas isso?". E ele: "Onde estão os carros das outras pessoas?". Partiu-me toda.
Ainda esta manhã me surpreendeu com uma tosse provocada seguida de: "mamã, estou doente, tenho de ir para casa do avô". :)
À parte destes diálogos hilariantes, está convencido de que é um menino grande e que pode fazer tudo sozinho. "Não, não quero ajuda. Eu consigo sozinho!" - diz ele. À vezes sim, outras vezes não. Mas nunca desiste fácil e não dá o braço a torcer. Quando não é capaz, enerva-se, amua, dá meia volta, faz outra coisa e depois aceita ajuda.
Um exemplo dessa teimosia está na foto em baixo em que cismou que era capaz de subir pela corda. Claro que não conseguiu. Mas não foi por falta de persistência. As pernocas é que não esticaram tanto quanto ele queria :)
A três é que é bom!
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