O nascimento de um filho revoluciona uma casa! Os dias ganham uma nova vida e a vida ganha novos dias, sempre cheios, sempre plenos. A transbordar de amor!... E de muitas outras coisinhas, às vezes grandes, outras vezes miudinhas. É de tudo isso e disso tudo que vamos falar neste blog. Porque, acreditem em mim: A TRÊS É QUE É BOM! :)
quarta-feira, 20 de janeiro de 2021
Do que realmente importa
segunda-feira, 7 de dezembro de 2020
São Nicolau
Estou muito preocupada! Os anos estão a passar muito rápido e já começo a vislumbrar o dia em que o meu pequeno príncipe me vai olhar de frente e dizer: "tu andaste-me a enganar estes anos todos!"
É claro que já tenho a conversa toda preparadinha na minha cabeça e dir-lhe-ei, com a maior honestidade, que o Pai Natal existe, só que num registo ligeiramente diferente. Existe no coração de quem acredita. E eu, com a minha idade avançadota, acredito!
Mas a que propósito vem isto? Muito simples: fruto das circunstâncias da vida, viemos parar a um país onde quem traz os brinquedos aos meninos bem comportados é o São Nicolau, na noite de 5 para 6 de dezembro. E, naturalmente, o rebento tira proveito de ambas as tradições, a local e a portuguesa - com certeza já falei disto, em anos passados.
Assim, a grande dúvida do meu pequenote no passado fim de semana era: será que o Kleeschen me vai trazer um brinquedo ou vou receber uma vergasta do Houseker?
A excitação era tanta que adormeceu com os notívagos e acordou com as galinhas!
Devo dizer, em abono da mais pura das verdades, que se tem portado bem e não merecia, de todo, receber um pau na sua botinha. No entanto, eu sei que estes Senhores de Vermelho que nos visitam em dezembro têm um poder de persuasão que me escapa e por isso aproveito sempre as suas visitas para passar uns recadinhos ao meu querido e adorado filho... Vai daí, além do comboio da Lego que pediu e que o deixou extasiado de felicidade, o Kleeschen deixou-lhe um livro de boas maneiras e uma cartinha, com umas recomendaçõezinhas 😁
Dos pais recebeu uma Nerf, que desejava desde os primórdios mas que nós achávamos que ainda era cedo. Chegou o dia.
Que alegria que é, ver o brilho nos seus olhos e a felicidade estampada no rosto.
A três é que é bom!
terça-feira, 27 de outubro de 2020
Influencers
Consta que o novo mundo está a abarrotar de "influencers", embora não haja grandes conclusões sobre a utilidade dos mesmos. Eu diria que na sua esmagadora maioria não servem para rigorosamente nada, a não ser para mostrar o quanto a sociedade está oca.
Convenhamos que a ideia das influências não é, obviamente, nova. As designações é que mudaram, bem como o alcance. No meu tempo não havia cá destes estrangeirismos para apontar do dedo os mais seguidos mas já se dizia: "diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és".
Posto isto, e chegando ao que aqui me trouxe - até porque reconheço a força magnética das companhias - a única coisa que eu desejo para o meu pequeno príncipe é que saiba escolher as pessoas que o rodeiam e consiga discernir entre as boas e as más influências.
Tendencialmente, é propenso a seguir o mau exemplo. Admira os "badboys", porque são cool e toda a gente quer brincar com eles, ao que diz. Fico podre. E sou obrigada a encarnar a mãe que faz lavagens cerebrais para lhe demonstrar que correto é respeitar o próximo, as regras (em casa e na escola), ser educado com todos e ter, essencialmente, um bom coração.
Quando já lá não vamos com falinhas mansas, faço uso daquele truque mágico (que, receio, venha a perder o efeito daqui a alguns anos) que é: O pai Natal vê tudo o que tu fazes 😜
Este ano letivo, e ao contrário de todos os anos precedentes, não tenho nenhuma razão de queixa do seu comportamento (na escola...)! A professora avalia diariamente o comportamento dos alunos, sendo que todos começam no sol, podendo baixar progressivamente na escala para a nuvem, a chuva e a trovoada. Em quase 7 semanas de aulas terminou o dia sempre no sol. Muito bem!
Que motivações/influências tem ele para este comportamento exemplar, questionam vocês? Identifico três:
1- a sua grande vontade de agradar à professora (fica danado quando dá erros, estando decido a ser o melhor da classe);
2- a promessa dos pais de que receberá um brinquedo nas férias escolares (se ficar sempre no sol) - sim, eu sei, isto é chantagem, mas "a mother's gotta do what a mother's gotta do" 😄
3 - o amor 😊. Sim, o meu menino voltou a apaixonar-se. A colega de carteira passou de uma grande amiga a amiga especial. E se é verdade que às vezes se distrai um pouquinho nas aulas porque estão na converseta (já troquei umas impressões com a professora sobre isto), não é menos verdade que vai para a escola com outro humor e disposição. Feliz!
Concluo com seguinte pensamento: deixemo-nos influenciar apenas por aqueles que trazem algo de positivo para a nossa vida! 💗
A três é que é bom!
sexta-feira, 18 de setembro de 2020
Vakanz Doheem
quinta-feira, 27 de agosto de 2020
La petite histoire
Esta poderia ser uma entrada com um título diferente, tipo: "as primeiras análises", "a borboleta devoradora de sangue", "o menino corajoso"... mas não. Ficamo-nos pela "pequena história" - porque, como se verá, foi um episódio que merece ser contado.
Comecemos pelo princípio:
O pequeno príncipe, como a maioria das crianças e muitos adultos, é dado a tiques. E um dos recentes é tossir. Uma tosse seca e sem critério. Essencialmente a ver desenhos animados ou quando brinca no jardim.
O meu pai, paranóico que está por causa da pandemia, não descansou enquanto não levei o neto à pediatra. Prognóstico: eventuais alergias - porque no demais nada havia a declarar e porque, além do pólen e dos ácaros que afetam muitas almas, temos um cão e um gato (este temporariamente) em casa, o que poderia justificar aquela tossiqueira.
Lá viemos nós com duas folhas: análises hematológicas e despistagem de alergias. As primeiras da vida do meu menino.
Expliquei-lhe o procedimento, reforçando que não custa mais do que uma picada de insecto, e lá fomos os dois - eu com mais medo do que ele - ao laboratório.
A técnica que nos recebeu, percebendo que se tratava de uma primeira experiência, foi muito atenciosa e simpática, tendo-lhe mostrado a agulha e a suposta borboleta, deixando-o o mais à vontade possível. Pediu reforço de uma colega (deve ter percebido que eu poderia ser a primeira a quebrar), para garantir que não mexeria o braço durante a intervenção. E procedeu à recolha do sangue. O meu pequerrucho gemeu com a entrada da agulha mas não mais que isso. Depois quis olhar e assustou-se um pouquinho. Lembrei-o que poderia olhar para o outro lado - o que eu sempre faço - e relaxou.
Já depois da agulha retirada, a técnica pergunta-lhe: estás bem? E vejo-o, por uma fração de segundo, com o olhar fixo e vazio. "Il est parti" diz-me a senhora. Mas já ali estava de volta. Deitaram-no para trás um pouquinho e bebeu água. Estava tudo bem. Quase nem se notou. Mas sim, desmaiou. Coitadinho! O stress e o calor daquele cubículo, acrescido da máscara, foram demais para ele. Mas portou-se como um grande! Melhor ainda, porque conheço alguns que desmaiam à séria :)
Os resultados seriam enviados à pediatra, com cópia para casa. A carta tardou a chegar (normalmente chegam em dois dias - levou mais de uma semana), e quando a abri pareceu-me incompleta. Reportava-se à análise hematológica, apenas. Aguardei uns dias pelo resultado das alergias. Nada. Contactei o secretariado da pediatra - não fosse ter falhado o envio da cópia ao paciente. A secretária informou não ter recebido essa parte dos resultados, dizendo que interrogaria o laboratório e que pediatra me contactaria. No dia seguinte recebo a chamada da médica que, confirmando que a análise das alergias não fora efetuada, me propõe a administração de aerossóis à criança, a título preventivo.
Oi? Quê? Não sei quem é mais incompetente nesta história: o laboratório que não procede em conformidade com os pedidos ou a pediatra que quer medicar paciente sem ter confirmação de alergias. Até porque a tosse é tão esporádica que mesmo um quadro alérgico comprovado não justificaria a tomada de medicamentos... Não, deixe lá isso, disse eu. Aguardemos evolução.
Ainda não acabou.
Portanto, a pediatra não me propôs refazer a análise. E a mim também não me parece necessário submeter o meu filhote a nova recolha, em tão pouco tempo, por uma tosse que nem sequer se tem manifestado. Ainda assim fiquei curiosa de saber se tem reação alérgica ao cão, pelo que contactei o laboratório e expus falha na elaboração da análise. Diz-me a fulana: vamos pegar nos dados que temos e fazer a análise em falta. Receberá os resultados em casa. Ok, porreiro, pensei eu. Não imaginava possível "aproveitar" o sangue retirado em 3 de agosto para, mais de 3 semanas depois, analisar a componente alérgica. Mas está bem. De toda a maneira, o que é que eu percebo disso!
Qual não foi o meu espanto quando recebo nova correspondência, repetindo primeiros resultados e com uma folha adicional dizendo que análise de alergias foi anulada por fora de prazo.
Não vale a pena. A existir alguma componente alérgica é tão ténue que não lhe muda a vida.
Fica a primeira experiência de recolha de sangue e "la petite histoire".
A três é que é bom!



