segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Halloween 2017

Eu sei que é um pouquinho extemporâneo - se fossemos falar do Natal, isso sim, era de atualidade! - mas não posso deixar de escrever sobre o primeiro Halloween do príncipe.

Eu sei que ele já tem 4 anos, e que portanto esta foi a quarta vez que "viveu" uma noite de 31 de outubro para o 1 de novembro (quinta, se contarmos que já tinha 1 mês de gestação em 2012)... Mas foi este o primeiro ano que saiu à rua para pregar grandes sustos e receber bombons em troca :)

A ideia não foi minha. A tatá B. é que nos incitou a aderir a esta tradição tão nossa (who cares?), e nós nunca nos fazemos de rogados para alinhar num programinha novo. Não só dissemos que íamos como ainda levamos a princesa.

E foi tão giro!

O esqueleto e a bruxinha juntaram-se a outras bruxas e outros esqueletos, e, num total de 7, aterrorizaram a vizinhança que estava - na sua maioria - preparada para os receber. 

Voltamos para casa atulhados de chocolates, gomas, bolachas, chupas, rebuçados... Foi uma noite muito rentável.
Agora é só a difícil tarefa de convencer o rebento que não pode comer tudo aquilo ao desbarato e racionar até que as "porcarias" passem da validade ahahahaha.

Gostaram tanto que não sossegaram até nos arrancarem a promessa de que para o ano voltamos a repetir!

A muitos é que é bom! :)



segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Poney's experience

Dizem que os pais não devem projetar nos filhos os seus gostos pessoais e as suas ambições... Correto.
Mas a verdade é que, e por mais que tentemos que cresçam livres para o que lhes der e vier, há uma enorme parte das suas personalidades e gostos que são o reflexo dos pais,  dos educadores, do seu dia-a-dia, do "pequeno mundo" que os rodeia.

Vai daí, e ainda que o meu filho nunca me tenha dito que queria experimentar andar a "cavalo", eu há muito que queria proporcionar-lhe tal aventura. Pensei eu: se gostar, porreiro... se não gostar, fica a saber que não gosta :)

E foi por puro acaso que, na semana passada, fiquei a saber que há uma escola de equitação que propõe aulas de pónei aqui ao lado... Idade mínima: 2 anos! Fantástico, não é?
O conceito é tudo o que eu procurava: uma hora com os bicharocos, entre cuidar deles (escovar, pentear, limpar os cascos, colocar a sela) e montar.

Fiz reserva para os meus gémeos falsos: o príncipe e a princesa. E sábado às 14h00 - um dia outonal cheio de sol e temperaturas amenas - lá estávamos a 4 prontinhos para a grande aventura.

Os póneis são realmente adoráveis e a Senhora que nos acompanhou nesta experiência inesquecível muito atenciosa e profissional. Sem enorme surpresa: uma luso descendente que falava perfeitamente português :)

Aos pequenotes foram apresentados a Rosie e o Lando, sendo que a fêmea, mais temperamental e casmurra, foi atribuída ao meu pequenote que estava todo entusiasmado e destemido. O macho, pachorrento e 200% obediente ficou para a afilhadinha.

A minha princesa, apesar de estar a portar-se lindamente e não ter tido nenhum susto ou coisa que o valha, ficou de repente com medo dos póneis e quis descer - fazendo uma grande parte do passeio a pé.
O grande beneficiário disso foi o primo: andou nos dois equideos. 
Como o macho era mais calmo, passou para esse e até a trote teve a oportunidade de experimentar. Adorou! (até consigo ler a cabecinha dele a imaginar-se partir a galope, floresta fora, como um cowboy no faroeste).
Que momento delicioso.

À pergunta : "É para repetir?" à resposta mitigada da afilhada que disse "ainda vou pensar" contrapôs-se a resposta inequívoca do filhote: "Sim!". 

Eu também acho que sim. O contacto com os animais e com a natureza só pode ajudar a formar pessoas melhores. Precisamos de crianças positivas e de coração cheio, felizes e sonhadoras, que se tornarão humanos e não estupores. Porque de idiotas está o mundo cheio.

Be happy!
 


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

1° dia de aulas

Parece incrível - aliás, não só parece como efetivamente o é: o meu pequeno príncipe já vai à escola.

Neste país o ensino obrigatório começa aos 4 anos. Por conseguinte, hoje foi o grande dia!

Depois da rentrée difícil na Maison Relais*, confesso que temia alguma resistência. 

Por isso,  nos últimos dias falamos muito sobre esta nova etapa das nossas vidas e não me cansei de frisar as enormes vantagens da escolinha, vincando que teria uma sala bem bonitinha com muitos jogos e atividades, uma professora simpática, presente e sorridente e novos amiguinhos com quem brincar e partilhar muitos momentos. 
Não lhe falei muito das regras - a não ser, obviamente, das da boa educação - essas são obrigatórias em todo o lado (chamamos-lhe as palavras mágicas). 

Assim, foi com muita expectativa e alguma ansiedade que nos dirigimos ambos para a escola. 

A reunião com os pais marcou a abertura do ano escolar e permitiu-me conhecer o espaço que vai acolher o meu pequenote. Conhecemos, obviamente, a professora - que me pareceu efetivamente simpática e sorridente - e os 13 colegas de turma. Agradou-me serem poucos meninos.

Finda a reunião, foi hora das beijocas e do xi-apertadinho. Tive de me conter bem forte para não chorar. O príncipe também foi muito corajoso e disse xau xau com um sorriso forçadinho e um arzinho meio perdido. Que emoção tão grande!

Quando o fui buscar para almoçar estava contentinho e disse muitas vezes que estava a gostar muito da escola - porque não é confuso como a Maison Relais.
Sei que parte destas palavras são para ir de encontro às minhas expectativas. Não me quer decepcionar.

No período da tarde, enquanto esperava que entrasse com a professora, vi que fazia beicinho. Confidenciou-me que queria ficar comigo e que por isso teve vontade de chorar. Ohhhhh. Ainda assim, reiterou que está a gostar muito da escola e ficou triste porque amanhã é fim de semana e não há escola :)

"Uma jornada de mil milhas começa com o primeiro passo" - hoje demo-lo juntos.

Boa sorte filho!

* PS: Nesta quarta dizia-me que já começa a gostar um bocadinho da Maison Relais. Ainda bem. Agora passará lá muito menos tempo, mas se forem minutos prazerosos, tanto melhor. 



sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Coração partido

No meu último post neste blog prometi que vos falaria da entrada do meu príncipe na dita "Maison Relais" - espécie de ATL, onde os miúdos ficam nas férias e durante os períodos em que não têm aulas e os pais estão a trabalhar.

Como na próxima sexta-feira começa a escola obrigatória para o meu piolho - aos 4 anos! - deixar a creche era inevitável e ingressar na MR uma consequência. 

Assim, e para que não fosse tudo uma novidade ao mesmo tempo, optámos por colocá-lo na MR logo a seguir às férias - para se habituar e para fazer amiguinhos novos, que muito provavelmente (alguns, pelo menos) serão companheiros de turma.

Vai daí que desde o dia 23 de agosto que o meu pequenino está em sofrimento. Sim, sofrimento!

Os 3 primeiros dias frequentou a MR de forma progressiva. Eu fiquei em casa nesse período precisamente para que não fosse uma entrada brusca na nova etapa da sua vida. 

No primeiro dia, quando chegamos, não havia uma alma que nos orientasse. Foi preciso pedir que nos explicassem as regras para deixar e ir buscar as crianças. Lá nos mostraram o cacifo dele e onde deveria deixar o casaco e as sapatilhas.
Feitas as despedidas, dizendo-lhe que tudo iria correr lindamente, lá tive de o empurrar para a sala. É claro que o menino ficou tímido, mas sem chorar - como um grande. 
Quando o fui buscar - 4 horas depois - estava aflito por ir à casa de banho. Não teve coragem de pedir e ninguém foi capaz de o ver "à rasquinha" - sim, que as crianças dão sinais claros quando precisam fazer xixi...No dia seguinte tive de alertar os educadores para esse assunto. 

Logo no segundo dia percebi que a alimentação seria um problema - porque ficou até às 14h00, para poder almoçar lá. 
Não só tem que pegar sozinho na comida como ninguém se preocupa se come ou se não come. A educadora não fazia ideia se ele tinha almoçado bem e foi ele quem me disse que não tinha comido... Chegou a casa capaz de devorar um leão (o que tem acontecido todos os dias!). Aparentemente a comida é sem sabor (palavras de uma educadora) e as crianças, no geral, não apreciam. Não percebo como é que ainda ninguém fez nada... 

No terceiro dia ainda se aguentou. Dizia-me que estava a gostar, embora eu o visse com pouco entusiasmo. 

A partir do momento em que voltei ao trabalho (dia 28 - 4º dia), o discurso mudo. Diz-me que não gosta da MR e que antes queria estar na creche. As educadoras dizem que se porta bem, mas que durante o dia pergunta mil vezes quando a mamã o vai buscar. Ele próprio confidencia-me que chora um bocadinho (as educadoras nunca mo disseram - provavelmente nem vêm - aliás, de manhã tenho de o empurrar sala adentro e não há um paspalho que levante o cu da cadeira para o confortar...). E chega a casa esfomeado.

Se é verdade que lá se comporta como deve de ser, o certo é que chega a casa nervoso e quezilento. Nota-se que ali vive stressado e em contenção. Não consegue ser ele próprio e, portanto, sente-se infeliz. Parte-me o coração!

E então ontem à noite tive de fazer um esforço imenso para não chorar. Antes de dormir pediu-me para ver a tela que lhe ofereceram na creche, no último dia, que tem fotos dos seus 3 anos naquela instituição - com os coleguinhas e com a equipa pedagógica. Vira-se para mim e diz: mamã, tenho tantas saudades das "maîtresses". E eu entendi que o que lhe está a fazer falta naquela porcaria da MR é um pouquinho que seja de atenção daqueles estupores que lá trabalham. 
Bem sei que são muitos miúdos, mas será que não há tempo para criar laços? São apenas números? 

Estou destroçada. 
Tenho sido paciente - mais do que o pai - com as birras dele - que são apenas a exteriorização da angustia que sente. E tenho explicado que a MR tem um monte de coisas boas: meninos da idade dele, saídas ao parque e ao cinema, que o papa ali pode ir buscá-lo (na creche era sempre eu...). Tento animá-lo e convencê-lo. A ele e a mim!

A minha esperança é que, começando a escolinha, ele pouco tempo vai ficar na MR. E torço - com muita força, a ponto de quase rezar - para que a professora seja humana. Basta-me isso para ter a certeza que o resto correrá bem.

Amo-te filho!

Foto: Memória de dias felizes, na creche (14.06.2017)


quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Agosto 2017

As férias grandes - como são comummente chamadas e tão ansiadas desde o dia em que terminam as precedentes - foram, uma vez mais, gozadas em Portugal.

Esse não tinha sido o projeto inicial, mas na falta de melhores opções e após uma semana de sonho, em junho, na Sardenha, pareceu-nos aceitável fazer um "remake" do ano passado. Ou quase.

Foi um repetir do destino de férias e do hotel. Vila Galé Náutico em Armação de Pêra. 

Desta vez sem a "troupe" dos dois últimos anos. Mas na primeira semana tivemos a companhia de amigos que nos são imensa - mas imensamente mesmo! - queridos. E passou a voar. Com idas à praia, à piscina, ao Zoomarine (um clássico imperdível), a dar passeios pela calçada portuguesa, a comer bolas de Berlim, a apanhar conchas e andar no carrocel... foram dias que duraram segundos, de tão rápidos.
Sem contar com encontros de família. A "primalhada" reunida no Algarve. Muito bom!

A segunda semana - ainda a sul - foi menos eufórica. O piolho, já sem o amiguinho, tornou-se chatinho e birrento. Ora não gosta da praia, ora não quer ir à piscina. 

Percebemos, e ainda mais claramente quando a mencionada "troupe" nos visitou no sábado, que para o príncipe as férias são muito mais excitantes quando tem companhia da mesma idade. Se é verdade que dá azo a pequenas querelas por causa de "dá cá aquela palha", o certo é que se divertem juntos, brincam, correm, vivem!

A visita às grutas foi espetacular. A de Benagil é bonita mas a dos Piratas é fantástica. Valeu muito a pena. Recomendo. 

Findos os 15 dias de praia - e contrariamente ao ano passado em que regressamos a casa - rumamos a norte, para uma visita à santa terrinha. 

Que me perdoem os que lá vivem -  e ainda mais aqueles com quem lá vivi bons momentos da minha vida - mas não tenho saudades nenhumas daquele fim de mundo. 

Feito o desabafo pessoal, é claro que o meu pequenote adorou a liberdade da aldeia. A falta de regras, o passar o dia ao ar livre, a brincadeira com a prima - com quem foi à pesca, tal como o avô lhe prometera - o conhecer uma catrafada de pessoas (grande parte delas "primos")... Tudo o deixou hiper excitado e maxi-incontrolado. Resultado: dias "infernais" com excesso de tudo. 

Se valeu a pena? Valeu.
Se voltava a repetir? Hum... 

O regresso a casa ficou marcado pelo inicio duma fase completamente nova: a Maison Relais. Mas sobre isso escrever-vos-ei noutro dia.

A três é que é bom! 



segunda-feira, 24 de julho de 2017

Dinosaurier Park

E apenas com o título, está quase tudo dito :)
Fomos ver os dinossauros!

O Parque - Dinosaurier Park Teufelsschlucht - promete uma viagem através dos 620 milhões de anos de história do Planeta Terra, desde os primórdios até à atualidade, lançando um olhar naquilo que previsivelmente será o futuro (se o Homem não destruir tudo entretanto). 

Assim, ao caminharmos numa envolvente floresta, fomos descobrindo cerca de 150 reproduções - em tamanho real - de animais pré históricos de todas as espécies e feitios. Alguns assustadores, outros relativamente fofinhos.

O Parque não é fantástico. Falta algum realismo às reproduções, que com movimento e som poderiam tornar-se bem mais apelativas. Mas não deixa de ser giro para uma primeira abordagem ao mundo fascinante dos "lagartos terríveis".  

O certo é que o pequeno príncipe e a princesa (minha afilhadinha - que tem passado, para alegria de todos, mais do seu tempo livre com o primo), adoraram aventurar-se pelo parque dos dinossauros, assinalando no mapa cada passo dado, como verdadeiros exploradores em busca do mundo perdido. 

A quatro é que é bom! :)


segunda-feira, 3 de julho de 2017

4 aninhos do príncipe

"Parece que foi ontem!" - é um lugar comum, mas reflete a 200% aquilo que sinto.

O meu pequenino príncipe já completou 4 anos!

E como todos os pontos de viragem, estas datas fazem-nos pensar e tomar consciência de certos factos que, no dia-a-dia, não temos "tempo" de assimilar.
Está a cada dia mais próximo de ser independente e de largar as saias da mãe. Que constatação dolorosa!

Mas não vamos falar sobre isso agora :)

Então: na passada terça-feira o meu mais que tudo celebrou o seu 4º aniversário - com bolinho e jantar com os avós - mas a festinha com os amiguinhos estava agendada (há bastante tempo) para o sábado (1 de julho) - no Parc Merveilleux. No exterior, portanto. 

O S. Pedro deve ter-se baralhado nas datas (verão! estamos no verão!) e após umas semanas de um calor abrasador, lembrou-se que era tempo de regar os campos e presenteou-nos com uma semaninha de chuva - daquela que molha.

Ainda tentamos mudar a data/lugar da festinha do rebento mas na impossibilidade de organizar com todos os amiguinhos, optámos por manter o plano inicial. 

O ditado já é antigo: "aniversário molhado, aniversário abençoado!" :) 
E assim foi. 

Conseguimos escapar às grandes descargas de chuva, sem ter deixado de visitar o parque e de nos divertirmos (miúdos e graúdos) no pónei express, karts e mini-train. 

Os pequenotes comportaram-se lindamente e estavam todos felizes pelo dia "maravilhoso e terrível" (palavras do meu filhote) que passaram no Parque.

A todos o meu muitíssimo obrigada, pela vossa presença e pelas lindas prendinhas que ofereceram ao Matias. 

A 19 é que é bom! :)