quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Eu consigo sozinho

Os últimos tempos têm sido muito ricos em conversação. 
O meu pequeno príncipe parece um papagaio a falar e tem "tiradas" que me deixam de queixo caído até ao chão.
Um dos momentos mais engraçados foi quando, a caminho da creche/trabalho, meti por uma estrada secundária sem muito trânsito - e que não costumo apanhar - e ele me pergunta: "mamã, estamos perdidos?". Ao que respondi: "Não amor, porque é que perguntas isso?". E ele: "Onde estão os carros das outras pessoas?". Partiu-me toda. 

Ainda esta manhã me surpreendeu com uma tosse provocada seguida de: "mamã, estou doente, tenho de ir para casa do avô". :) 

À parte destes diálogos hilariantes, está convencido de que é um menino grande e que pode fazer tudo sozinho. "Não, não quero ajuda. Eu consigo sozinho!" - diz ele. À vezes sim, outras vezes não. Mas nunca desiste fácil e não dá o braço a torcer. Quando não é capaz, enerva-se, amua, dá meia volta, faz outra coisa e depois aceita ajuda. 

Um exemplo dessa teimosia está na foto em baixo em que cismou que era capaz de subir pela corda. Claro que não conseguiu. Mas não foi por falta de persistência. As pernocas é que não esticaram tanto quanto ele queria :) 

A três é que é bom!


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Mise à jour

Em jeito de resumo, e até porque detalhadamente muito haveria que contar, deixo-vos com algumas fotos que marcaram:
- a nossa ida a Portugal para passar o Natal com os avós e visitar restante família e amigos;
- o espetáculo da Cinderela no Gelo;
- o regresso a casa e a passagem de ano em casa com os padrinhos, prima e a amiga da mamã;
- a primeira viagem do ano, à Eurodisney - que foi maravilhosa!;
- o primeiro boneco de neve que o meu menino e a minha afilhada ajudaram a construir;
- o primeiro passeio de trenó.

O pequeno príncipe, que em inícios de dezembro revelava alguma ansiedade e excitação, portou-se lindamente em cada um destes momentos. Fala imenso, faz conversa e até canta Adele. Uma delícia. 

A três é que é bom!



quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Época pré-natalícia

Muitas vezes - se não sempre - o período que antecede os grandes acontecimentos é muito mais intenso do que o acontecimento em si.

Faz hoje uma semana que fomos comprar a nossa árvore de Natal. Foi o pequeno príncipe que a escolheu. Entusiasmado, corria de um lado para outro a gritar: "esta não, uma grande!". Lá levamos para casa um pinheirinho que, não sendo o mais arranjado, foi o feliz contemplado para alegrar o nosso lar.
Foi decorado com muito empenho pela mamã e pelo filhote, tendo ficado basicamente igual ao do ano passado, porque a decoração é a mesma :) Mas está encantador. 

No sábado passado, a convite de amigos, fomos conhecer o Marché de Noël de Bernkastel. Quase nos esquecemos que estamos na Alemanha, com as casas estilo alsacianas. Outra particularidade são os nadadores, de tocha na mão, rio abaixo... a escoltar o S. Nicolau que vai de barco.

Sim, que na noite do 5 para o 6 celebra-se o S. Nicolau. Sendo tradição local o Saint Nicholas trazer prendinhas para os meninos que se portam bem, nós não poderíamos deixar de aderir - não que o pequenote mereça muito... que tem andado rebelde... mas enfim, é Natal :) 
Claro que o S. Nicolau não se limitou a deixar prendas em nossa casa... Também passou na casa dos avós, dos padrinhos, das tatás... Muito mimado, que o rebento foi.

No domingo foi dia de visitar, novamente, o Marché de Noël da capital, com a avó e o avô. 
Para nós é sempre desgastante, porque, com todas as atrações de barraquinhas, decorações, pista de patinagem, luzes, música, pessoas... o meu filhote fica super excitado e quer ver tudo, ir a todo lado... num frenesim que só de ver cansa.
Mas faz parte. E estamos cá para isso.

Agora sim, já começa a saber a Natal.

A três é que é bom!


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Fada das chupetas

Se me perguntassem, antes de ser mãe, o que é que eu achava das chupetas, eu diria "a evitar". Depois do meu pequeno príncipe nascer, e de me pôr o peito em sangue tal era a vontade de sucção, decidimos que se calhar a chupeta poderia ser uma aliada. E foi. Na hora de dormir e naqueles momentos em que parecia que nada resultava para o acalmar, a chupeta acabou por se revelar de uma eficácia surpreendente.

Contudo, e como é de conhecimento comum, o uso prolongado da chupeta acaba por deformar os dentes, o céu da boca e prejudicar a fala. Vai daí, e para preparar o piolho para o "desmame", havíamos combinado que as deixaria junto à árvore de Natal, para o Pai Natal as  levar para os bebés que não têm e deixar em troca umas prendinhas.
Este era o plano.

Acontece que o meu pequenito começou a pedir a chupeta sem ser na hora de dormir. Cerrada nos dentes, não havia modo de lha tirar sem provocar um enorme berreiro. Então, para o incitar a entregar-me a chupeta a bem, expliquei-lhe que a Fada das Chupetas vem buscar todas as chupetas dos meninos que as usam sem ser para dormir. Ameacei uma, duas, três vezes.
No dia em que me fez a viagem toda para a creche de chucha na boca, a Fada das Chupetas veio buscá-las todas. Foi há mais de 15 dias. Dia de S. Martinho. Nesse dia, quando o fui buscar à creche, expliquei-lhe que, por ter usado a chupeta sem ser para dormir, que a Fada as tinha vindo buscar. Desde então não voltou a ter chupeta.

Nos primeiros dias pedia a chucha, na hora de dormir, mas explicamos-lhe que era irreversível. Além de que o tínhamos avisado que isso acabaria por acontecer. Nunca chorou a implorar pela chupeta e acabou por esquecer. Foi bastante simples, no final de contas :)

A três é que é bom!

                                                    A decorar a árvore de Natal em casa dos avós

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Jardim zoológico

Começo por vos dizer que não gosto de jardins zoológicos. É desolador ver os felinos - os meus animais favoritos - dopados e encarquilhados, confinados a meia dúzia de metros quadrados. São bicharocos que em estado selvagem são maravilhosos. Mas quando em zoo têm sempre aquele ar infeliz e apático, de quem não vive e apenas existe.

Mas pronto. A verdade é que, não fossem os zoos, muitas espécies de animais já teriam desaparecido. E quantos de nós teriam a oportunidade de ver o rei leão ao vivo e a cores?

Assim sendo, no passado sábado - e porque o tempo estava a contento - decidimos visitar um dos zoos das proximidades, reputado pelo enorme número de animais que alberga e cuja atração atual é um espetáculo com os tigres.

Na receção compramos pipocas que podíamos dar a alguns animais - na sua maioria, animais domésticos, com exceção do urso, que as apanhava em pleno voo. 

Não vou citar todos os animais que vimos - até porque não me lembraria de todos - mas apenas os que mais marcaram o piolhinho: os tigres (de bengala e siberianos), os leões (castanhos e brancos), o puma (cujo rosnar se fazia ouvir por todo o parque), os lobos brancos (que tanto fizeram a mamã chorar da outra vez que visitou o zoo) o urso castanho (o polar estava doente), os rinocerontes (o bebé estava a mamar na mamã), as girafas, os elefantes, os pinguins, o espetáculo dos leões marinhos, os gorilas, o pónei (a quem tentou dar pipocas, mas a medo), as cabras (essas sim, fartaram-se de comer milho) e o espetáculo dos tigres.

Em relação ao espetáculo dos tigres... é deprimente! 8 tigres - lindos! - corridos à chibatada por um idiota que se diz domador, é um triste cenário.
Os tigres estão dopados e, ainda assim, não obedecem ao fulano. Fazem um pouquinho o que lhes dá na real gana, a arrastarem-se de um lado para o outro numa arena minúscula. Não gostei. Nada!
O momento alto do espetáculo foi quando um dos tigres rosnou ao pateta que o tentava manipular e eu desejei que lhe mandasse uma patada - sem aleijar, vá... mas suficientemente forte para por um termo naquela atração ridícula. Feito à semelhança do circo, é inapropriado e cruel. 

Com os prós e os contras, não posso deixar de concluir que foi um bom dia, até porque o pequeno príncipe adorou. Só adormeceu já no regresso a casa, exausto e feliz e com muitas histórias para contar.

A três é que é bom!


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Domingo de Outono

"No Outono as folhas ficam amarelas e caem. As árvores ficam nuas." O pequeno príncipe não se cansa de me repetir este resumo simples do que é o Outono -  e eu não me canso de o ouvir.

A mamã já lhe tinha prometido que um dia destes íamos apanhar as folhas no parque e ver, com os nossos próprios olhos, a magia das folhas a cair e a desnudar as árvores.

Como ontem estava um belo dia de sol - ainda que fresquinho - aproveitámos para sair da toca e desfrutar dos raios. 

Tendo proposto ao rebento irmos apanhar folhas, disse-me que não, que queria andar de bicicleta. Ok. Seja feita a sua vontade. :)
Acompanhados pelo avô, fomos ao parque da escolinha perto da casa deste. Deu umas voltinhas rápidas e sem muito entusiasmo. Ainda não consegue dar a volta completa aos pedais, mas às meias pedaladas lá vai indo... 

Saciada a vontade de pedalar, fomos ao parque não muito longe dali. Ficamos encantados com uma perseguição entre dois esquilos, num pinheiro altíssimo, e sem entender se aquilo era uma luta ou um acasalamento. O certo é que acabámos por seguir viagem, e os dois bicharocos lá continuavam a correr um atrás do outro.

No parque infantil o meu piolho subiu no cavalo, andou no escorrega, passou o passadiço agarradinho ao papa, andou no baloiço e correu relva fora, à procura das folhas grandes caídas pelo chão.
No meio das folhas encontrou castanhas, propositadamente largadas para os animais. E é claro que a tentação de as apanhar foi imediata. Depois de encher as mãos da mamã de castanhas, decidimos deixá-las juntinho ao pinheiro onde tínhamos visto os esquilos, para estes comerem no inverno - quando a neve chegar e a comida escassear. 

E entretanto era hora de regressar, com duas folhas do outono na mão para dar a avó que ficou com o Benny e o coração cheio de felicidade.

A três é que é bom!


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Dia do Pai

Contrariamente a muitas outras festividades, o Dia do Pai não se festeja no mesmo dia em todo o mundo. E aqui, no Grão-ducado, celebra-se no primeiro domingo de outubro.

Portanto, enquanto que muitos dos meus familiares, amigos e conhecidos estavam preocupados em não ir votar (o meu voto, por correspondência, não contou para aquela estúpida taxa de abstenção!), nós estávamos empenhados em celebrar o Pappendag.

A prendinha da creche estava bem escondida em casa, tendo conseguido que o pequeno príncipe se esquecesse dela, evitando uma entrega antecipada. 
Durante a semana tínhamos combinado que faríamos um bolo de chocolate especial "fête des pères". Assim, no domingo de manhã, quando o pequenito abriu a pestana às 6h30 da manhã, descemos para cumprir a nossa missão.
Ainda antes de metermos mão à obra, o pai recebeu a prendinha que as educadoras ajudaram o filhote a preparar. Uma sequência de 4 fotos do rebento, em cada uma segurando uma letra P A P A. Tão lindo. Confesso que fiquei com uma ponta de ciúme, ao ver aquele sorriso largado do meu tesouro, todo ele para o pai :)

O bolo, feito com todo o carinho e com a ajuda efetiva do piolho, só poderia ficar bom. É a receita mágica, que toda a gente aprecia :) Levámo-lo para casa dos avós, porque o avô também é o pai da mamã... E não só partilhamos o bolo como nos deliciamos com o prazer do meu mais que tudo a saboreá-lo! Nham nham.

E porque era um dia mesmo especial, tínhamos que ter um programa diferente.

Desde as férias que o filhote pedia para irmos à piscina. No entanto, por razões várias, ainda não tínhamos conseguido arranjar tempo para o levar. No domingo foi o dia. A infraestrutura, além das piscinas para os pequenitos, tem toboggans e uma piscina de ondas! "É o mar", dizia ele. Ele gostou e eu amei. Nada nos enche mais o peito do que a felicidade estampada na cara dos nossos filhos, né?

A três é que é bom!