sábado, 23 de maio de 2015

Puzzles

Há umas três/quatro semanas, quando cheguei à creche, uma das educadoras disse-me que, nessa manhã e após uns bons momentos de stress e de desespero, o meu pequeno príncipe conseguiu fazer, sozinho, um puzzle de 4 peças. 

Fiquei super orgulhosa, claro está! 

Os puzzles de madeira, de encaixe de animais ou veículos, ele já fazia há uns meses. Os últimos que lhe comprei datam de antes do Natal. Tornaram-se tão elementares que lhe perdeu o interesse.

Mas puzzles de peças de encaixe - dos verdadeiros :) - é outra conversa. 

Assim, em casa, eu separava as peças de cada puzzle (estão todos numa só caixa) e ele montava-os. 

No entanto, esta quinta feira, enquanto eu preparava o jantar, ele pediu-me para fazer os puzzles. Peguei na caixa dos puzzles (onde tem 4 puzzles de 4 a 6 peças) e entreguei-lha, prometendo ajuda-lo em alguns minutos. 
Qual não foi o meu espanto de o ouvir chamar a dizer: camião,  camião dos Bombeiros! O meu menino grande separou as peças do camião de entre todas as peças da caixa e montou, sem ajuda, o puzzle de 6 peças! E concluio os restantes,  da mesma forma, separando cada conjunto de puzzles da caixa. Tanto, mas tanto orgulho!

Naturalmente que sou suspeita, não fosse este "piqueno" meu filho, mas parece-me tão despachadinho :) Bravo amor!  

A três é que é bom! 




sábado, 16 de maio de 2015

Parque Maravilhoso

É a segunda vez que levamos o nosso pequeno príncipe ao Parque Maravilhoso.

Da primeira vez - já há um ano - fomos com a prima e o amiguinho. Hoje, decidido ao improviso, fomos apenas os três :)

É uma espécie de pequeno zoo, com um número reduzido de animais mas com uma relativa variedade de espécies. Não tem animais de grande porte. Os bicharocos mais crescidos que por lá vivem são dois burros :) Mas tem espécies dos 5 continentes.

Além dos bichinhos, tem muitos espaços de diversão para a pequenada - escorregas, estruturas de madeira, baloiços, jogos de água - e dispõe, ainda, de um comboio, de um poney-express, de minicars e de minigolf.

O meu rebentinho gostou muito dos veados e das cabras, a quem deu comida. Brincou com um macaco (minúsculo) e observou, curioso, os aquários de peixes coloridos. Aos outros animais não prestou especial atenção, tendo mesmo demonstrado algum receio dos burros - pelo tamanho, presumo.

O que mais o entusiasmou, contudo, foram o comboio e o poney-express. Não sossegou enquanto não foi dar uma voltinha no tchou-tchou logo à chegada e, para a despedida, demos uma voltinha a "cavalo".

É um espaço onde voltaremos de tempos a tempos. Porque o contacto com a natureza e os animais faz bem à saúde :)

A três é que é bom! 










quinta-feira, 14 de maio de 2015

Pequenas coisas

Costuma-se dizer que a vida é feita de pequenos nadas. E assim é!

Esta semana, no regresso a casa depois do trabalho - o meu príncipe volta comigo - decidimos fazer um pequenino desvio na rota e parar o carro para nos aventurarmos campos adentro em busca das vacas.

Desde inícios de abril que as vemos, todas as manhãs, a pastar nos pastos verdejantes. E todas as manhãs o meu filho as aponta e exclama: vaca!
Portanto, era hora de as ir cumprimentar ☺

Ficou muito excitado com os ruminantes, mas acabou encantado com outra coisa: os dente-de-leão. Diga-se que no meu tempo os conhecia pelo nome de "o teu pai é careca?". Mas com a ajuda do marido lá descobri o nome correto das flores/ervas...

Mas retomando: ao notar que havia tanto dente-de-leão por ali espalhado, o pequenito ficou curioso e agachou-se para colher um. Como lhe mostrei o que podia fazer com aquilo (soprar ou abanar, e ver as partículas a fugir aos 4 ventos), foi motivo para a cada 2 passos parar para os apanhar e, ato continuo, os arremessar ao ar.

Divertiu-se imenso! E eu derreti-me com a simplicidade da sua felicidade. Souberamos nós, adultos, aproveitar as pequenas coisas como as nossas crianças... Seríamos, tenho a certeza, um pouquinho mais felizes.

A três é que é bom!







segunda-feira, 4 de maio de 2015

Holanda

O inverno é longo, os dias são curtos. Há tempos que ansiava por um pulinho além fronteiras. O fim de semana prolongado veio mesmo a calhar.
Como nos tinham recomendado a visita ao Keukenhof - jardim de tulipas e outras flores na Holanda - achamos por bem ajuizar por nós mesmos e lá nos metemos a caminho.
Combinamos encontro em Amesterdão com um casal de amigos e a filhota, visto termos 3 dias para laurear. 

Amesterdão tem muito charme! Contrariamente à primeira vez que lá fomos, não visitamos qualquer museu. Limitamo-nos a vaguear pelas ruas, numa redescoberta duma cidade tão única quanto encantadora, com os seus edifícios tortos, os canais e uma multidão de gente descomplexada. Para quem viaja com uma criança de nem dois anos - em carrinho de bebé - torna-se por momentos stressante. Os ciclistas são muito agressivos e é preciso abrir a pestana para não ser atropelado.

A visita ao jardim das flores começou da pior forma: fila medonha de trânsito! A organização do parque de estacionamento é eficaz mas até lá chegar quase arranquei os cabelos. Felizmente o pequeno príncipe estava meio a dormitar...
Não digo que a visita não valha a pena, mas deixou a desejar. Imaginava campos gigantescos de tulipas de todas as cores. Encontramos canteiros, muito  bem arranjados, de uma grande variedade de tulipas e narcisos e algumas flores mais, das quais não sei o nome. O jardim está muito bem  arranjado, sem dúvida.  Mas falta- lhe a grandiosidade que eu esperava.

No terceiro dia decidimos fugir à confusão das cidades e visitar os moinhos. Leidschendam e Kinderdijk. Na primeira localidade são apenas três,  mas conseguimos chegar pertinho e tirar belas fotos :) A chuva obrigou-nos a voltar para o carro mais rápido que previsto. Em Kinderdijk, ficamos a contemplar ao longe. A falta de estacionamento e a chuva aniquilaram  os planos de aproximação.  

O meu pequenote comportou-se de uma maneira geral muito bem. 
Teve momentos em que me fez arrepender sair de casa - com as birras para sentar no carrinho, em que não queria andar a pé nem de cu tremido - em que me deixou triste - com a mania de dar palmadas à mãe e ficar com cara de desafiador - em que me deixou envergonhada - a fazer uma barulheira e sujeira nos restaurantes. Mas, por outro lado, sendo certo que saiu da rotina e se viu, na grande parte do tempo, a gramar programas de adultos,  sem a possibilidade de extravasar a energia e de correr à sua livre vontade, tenho de admitir que se portou bastante bem e que nem fez assim tanta fita. Há miúdos bem mais crescidos a portarem-se como verdadeiros bebés :) 
Ficou, portanto, a satisfação de um fds com amigos, longe da rotina, em boa companhia, num país que tem muito que ver e que merece o desvio.

Voltaremos um dia, para refazer os museus e vaguear de bicicleta junto aos canais. Quando o rebento for maior. A três é  que é  bom!


segunda-feira, 27 de abril de 2015

Mises à jour

Dado o lapso de tempo entre a última entrada e o dia de hoje, achei por bem fazer-vos um apanhado dos acontecimentos mais relevantes dos últimos 15 dias.

Começo por vos contar que na semana que se seguiu à "perseguição" ao Coca, o meu pequeno príncipe ficou doente. Nada de extraordinário - apenas uma constipação - mas como teve febre, não pôde ir à creche. A solução de emergência foi ficar em casa do avô.
É um regalo para os dois! O neto faz tudo o que quer - seja comer pintarolas, ovinhos de chocolate, pintar as paredes, brincar com o telemóvel, ver televisão.... - e o avô desfruta de tempo com o piolho.
Claro que eu muito agradeço esta disponibilidade do meu pai, e se não achasse que ficam bem os dois, ficava eu em casa para cuidar do filho que, afinal de contas, é da minha responsabilidade.

Com o avô, o pequenito fez não apenas tudo o que já brevemente citei acima, como viu as máquinas a trabalhar (uma das suas recentes paixões) e iam juntos dar couves às galinhas. Os cócós do avô já não o assustam.

No sábado que se seguiu a essa semana de convalescença, o avô e o padrinho vieram a nossa casa para instalar os candeeiros e trouxeram a priminha para brincarem juntos. Divertiram-se muito com o comboio, as bolas e os popós. Claro que no grande popó a prima não teve muita oportunidade de andar porque o meu filho quase não larga o carro e, mal a viu chegar, correu para o Porsche, não fosse a prima apoderar-se dele...

Bem tento incutir-lhe o sentido da partilha, mas vejo que ele é bastante possessivo em relação aos seus brinquedos. Muitas vezes, agarra tudo o que pode nos braços e foge para um canto, para brincar só ele.

Este último sábado tivemos a visita de um casal - pais da namoradinha do meu menino (brincadeira nossa, de mães, que andávamos grávidas ao mesmo tempo) - e bem observei o desespero do meu filho, quando a menina se colocou em cima do carrito. Estava ansioso que ela saísse, só não a arrancando de lá porque lhe disse que não havia razão para não emprestar o seu popó e que deveria esperar que a amiguinha o abandonasse, para ele pode andar. Assim que a miúda saiu do carro, correu em largada para o recuperar e assapar a toda a velocidade.
Acho que há aqui uma certa vaidade do fedelho. Na forma como anda e domina o veículo, quando comparado com os amiguinhos, dá-lhes um festival! Muita prática :)

Outra novidade destes dias aconteceu na hora do pequeno almoço. Em casa, ao fim de semana, costumámos comer torradas com café com leite. O meu filho tem por hábito comer apenas o miolo do pão, fazendo grandes buracos no meio das fatias. No fim de semana passado, e seguindo o meu exemplo, quis molhar o pão dentro do leite, o que só faz sentido se molhar a parte da côdea (o miolo desfaz-se todo).
Mais do que aprovar o facto de não desperdiçar comida, achei muito engraçado o seu jeitinho a molhar o pão para, ato contínuo, se queixar que está com os dedos molhados. "Molhalho", diz ele. 

Para colmatar, ontem foi a festinha dos 3 anos da minha afilhadinha (e dos 33 do meu irmão)! Prova inequívoca de como o tempo passa a voar. Calma tempo! Vamos com calma! Eu quero viver muito ainda. Quero aproveitar esta nova vida que começou quando decidimos ter um filho. É que: a três é que é bom! 


terça-feira, 14 de abril de 2015

Gatooooooooooooooo

A grande maioria dos miúdos gosta muito de animais. O meu pequeno príncipe não foge à regra.

Na segunda-feira de Páscoa fomos a um parquezito, perto de casa, onde, para além de um escorrega, tem alguns animais domésticos: ovelhas, um porco, patos, coelhos, galinhas, gansos, veados, pombos e acho que mais nada. De todos os bichinhos, o que mais lhe despertou a atenção foi um gato - da vizinhança - que nos acompanhou na visita. Gatoooooooooo, gatoooooooooo. Lá ia ele a correr atrás do malandreco do felino, que também parecia estar a gostar da brincadeira, pois não arredou pé.

Neste domingo foi a vez do gato da vizinha dos avós. O meu piolho já o conhece e até o chama, alto e bom som, pelo nome: Cocaaaaaaaaaaaaaaa! Cocaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
O bicho não está habituado a crianças e por isso não se deixa chegar muito perto, tendo batido em retirada, antes que fosse tarde demais e acabasse esmagado entre dois braços pequeninos e fofos :)

Nós, que estávamos a pensar arranjar um cão - ainda sem data definida, dado a sobrecarga de trabalhos que vai acarretar - ficamos na dúvida se não seria mais do agrado do filhote ter um gato... Hum... Penso que não. Os cães são mais fiáveis.


E entre dúvidas de qual o animal a adotar, deixo-vos a certeza de que: 
A 3 é que é bom!


domingo, 5 de abril de 2015

Caça aos ovos da Páscoa

Não sendo uma tradição da minha terra, nem tão pouco algo que recorde da minha infância, descobri, já em idade "avançada", que pela Páscoa é comum em muitos lugares/países organizar a caça aos ovos.

Esta foi a segunda quaresma do meu pequeno príncipe. No ano passado ainda não andava para poder apanhar os ovos - e gatinhar ao frio e no molhado não se me afigurou como um bom plano. Mas este ano já estava previsto - na minha cabeça - que teria direito a uma espetacular caçada no jardim da vizinha da avó :)

A preparação para o grande dia começou com algumas semanas de antecedência. 
Tendo descoberto, no meio da literatura infantil lá de casa, o livro do T'choupi que vai apanhar ovos de Páscoa, coloquei-o ao alcance do pequenote, para lhe despertar o interesse, e, juntos, vimos e lemos por várias vezes as aventuras do T'choupi.

Assim, hoje quando disse ao meu piolhito que iamos apanhar ovos de chocolate e coelhinhos no jardim, tal como o T'choupi, ele ficou todo entusiasmado e agarrou logo no cestinho, colaborante. 

O único momento de resistência foi face à relva, um pouquinho crescida e desnivelada. Ainda hesitou, meio desconfiado da firmeza debaixo dos pés. Mas tendo avistado um coelho de chocolate lá ao fundo, decidiu arriscar e deu o primeiro de muito passos :)

Foi com um enternecimento desmesurado que acompanhei a primeira caça aos ovos de Páscoa do meu rebentinho. Encontrou-os todinhos, tendo-os colocado, um a um, dentro do cestinho que a mamã lhe deu para o efeito. Volta e meia soltava um T'choupi, lembrando que já vira o bonequito a fazer aquilo, e que por isso sabia bem como proceder. Tão lindo!

O dia de Páscoa nunca me despertou especial interesse, mas quando associado a momentos destes, torna-se memorável e inesquecível. 
A três é que é bom!