Já é uma tradição de nossa casa fazer bolachas de Natal, não apenas para regalo nosso mas também para partilhar com aqueles que nos são queridos.
Domingo passado revelou-se o dia ideal: os flocos de neve que caíram durante a noite, espalhando um leve manto branco, apelavam a iniciativas natalinas :)
Como a árvore já estava mais que feita, os postais prontos para seguir, só faltavam as bolachas.
Enquanto o pequeno príncipe foi lá para fora fazer um boneco de neve com o pai, a mamã lançou-se nos preparativos dos biscoitos.
Comecei pela massa das bolachas de gengibre que tem de repousar no frio e avancei para as de leite condensado. Entretanto, e já com o pequenote de regresso, esticamos e cortamos a massa em moldes ora grandes ora pequenos, dando para 6 tabuleiros de lindas bolachinhas.
Já depois de almoço, e tendo a visita ao Marché de Nöel sido reportada, decidimos fazer bolachas de manteiga. Para tal empreendimento contamos com a colaboração da nossa princesa, que quis vir para casa da madrinha para ajudar.
Foram umas boas 3 horas de trabalho :)
Começamos por: estica massa, corta massa, amassa novamente, volta a esticar, volta a cortar. Depois das bolachas de manteiga enfornadas, viramos-nos para a decoração das de gengibre.
Ficaram encantadoras!
Foram feitas com tanto carinho que quem as receber só poderá deliciar-se com aquele sabor inigualável das coisas feitas com amor.
A três é que é bom ;)
O nascimento de um filho revoluciona uma casa! Os dias ganham uma nova vida e a vida ganha novos dias, sempre cheios, sempre plenos. A transbordar de amor!... E de muitas outras coisinhas, às vezes grandes, outras vezes miudinhas. É de tudo isso e disso tudo que vamos falar neste blog. Porque, acreditem em mim: A TRÊS É QUE É BOM! :)
terça-feira, 18 de dezembro de 2018
segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
Piolhos
Isso mesmo! Piolhos.
Sim, eu sei que ainda existem. Sei que não são sinónimo de falta de higiene. E que se espalham pelas cabecinhas à velocidade da luz. Mas ainda não me tinha visto a mãos com tal praga.
Então foi assim:
Na quarta-feira passada o meu pequeno príncipe começou a coçar a cabeça antes de ir para a escola e a dizer que tinha piolhos.
Já não é a primeira vez que diz que tem piolhos - sempre que tem comichão por alguma razão, e como sabe que os piolhos têm esse efeito (porque quando veio com avisos da creche e da escola a dizer que haviam cabecinhas com habitantes eu lhe expliquei), atribui a culpa aos bicharocos - e, portanto, não liguei. Até porque não tinha havido nenhum aviso nos últimos tempos.
Quando o fui buscar à Maison Relais, uma das educadoras veio dizer-me que ele se tinha estado a coçar, mas que lhe disse que eu já lhe tinha lavado a cabeça e que já sabia que ele tinha habitantes indesejados. Expliquei-lhe a conversa da manhã e prometi averiguar.
Chegados a casa, fui espreitar naquele tufo de cabelos finos e densos. Não me pareceu. Ainda assim, enviei o pai à farmácia buscar o substituto do meu conhecido quitoso. Apliquei, deixei atuar e qual não foi o meu espanto, ao lavar a cabeça, de os ver na tona da água. Ohhhhhhhhh não! Socorro! Não é que tinha piolhos!?
Foi mudar camas, toalhas, casacos, cachecóis, gorros, desinfectar sofá, carro, cadeira no carro, colocar peluches de quarentena... E pai e mãe a lavar a cabecinha com o champô também!
Que agitação para um final de dia.
E na manhã seguinte, a inspecção de cabeça revelou as lêndeas agarradas àqueles cabelinhos fininhos mas que não acabam. Logo defini a solução: vamos cortar o cabelo.
Na farmácia o pai descobriu outro champô com um daqueles pentes metálicos que se revelou muito eficaz, no cabelo já cortado.
Ao terceiro dia tínhamos a praga exterminada. Mas a que custo. Uma coisa tão pequena pôs uma casa toda em alvoroço.
Agradecimentos às amigas que, para prevenir, me cataram - sim, que isto só de falar nos piolhos dá-me uma coceira que não aguento :)
Foto de ontem de manhã, com cheiro a Natal :)
Sim, eu sei que ainda existem. Sei que não são sinónimo de falta de higiene. E que se espalham pelas cabecinhas à velocidade da luz. Mas ainda não me tinha visto a mãos com tal praga.
Então foi assim:
Na quarta-feira passada o meu pequeno príncipe começou a coçar a cabeça antes de ir para a escola e a dizer que tinha piolhos.
Já não é a primeira vez que diz que tem piolhos - sempre que tem comichão por alguma razão, e como sabe que os piolhos têm esse efeito (porque quando veio com avisos da creche e da escola a dizer que haviam cabecinhas com habitantes eu lhe expliquei), atribui a culpa aos bicharocos - e, portanto, não liguei. Até porque não tinha havido nenhum aviso nos últimos tempos.
Quando o fui buscar à Maison Relais, uma das educadoras veio dizer-me que ele se tinha estado a coçar, mas que lhe disse que eu já lhe tinha lavado a cabeça e que já sabia que ele tinha habitantes indesejados. Expliquei-lhe a conversa da manhã e prometi averiguar.
Chegados a casa, fui espreitar naquele tufo de cabelos finos e densos. Não me pareceu. Ainda assim, enviei o pai à farmácia buscar o substituto do meu conhecido quitoso. Apliquei, deixei atuar e qual não foi o meu espanto, ao lavar a cabeça, de os ver na tona da água. Ohhhhhhhhh não! Socorro! Não é que tinha piolhos!?
Foi mudar camas, toalhas, casacos, cachecóis, gorros, desinfectar sofá, carro, cadeira no carro, colocar peluches de quarentena... E pai e mãe a lavar a cabecinha com o champô também!
Que agitação para um final de dia.
E na manhã seguinte, a inspecção de cabeça revelou as lêndeas agarradas àqueles cabelinhos fininhos mas que não acabam. Logo defini a solução: vamos cortar o cabelo.
Na farmácia o pai descobriu outro champô com um daqueles pentes metálicos que se revelou muito eficaz, no cabelo já cortado.
Ao terceiro dia tínhamos a praga exterminada. Mas a que custo. Uma coisa tão pequena pôs uma casa toda em alvoroço.
Agradecimentos às amigas que, para prevenir, me cataram - sim, que isto só de falar nos piolhos dá-me uma coceira que não aguento :)
Foto de ontem de manhã, com cheiro a Natal :)
quinta-feira, 11 de outubro de 2018
Good job ;)
Todos sabemos que os bebés não nascem com manual de instruções, para grande desespero de nós pais, principalmente os de primeira viagem.
Procuramos, sempre na melhor das intenções, incutir às nossas pequenas criaturas os valores e princípios, que, somos em crer, melhor os prepararão para o mundo "lá fora".
Quantas vezes ( e ainda bem!) não nos tornamos nós próprios melhores pessoas só para sermos um bom exemplo a seguir: mais humanos, mais educados, mais simpáticos, menos críticos, menos irresponsáveis, menos idiotas, vá.
Mas, e apesar dos esforços, sempre temos dúvidas se os nossos pequenotes estão realmente a absorver os ensinamentos que procuramos transmitir e a construir-se como seres humanos empáticos, solidários, responsáveis, amigos, confiáveis... Como pessoas de valor.
Quando a professora do meu pequeno príncipe (que é a mesma do ano passado e, portanto, o conhece bem) me disse que queria dar-me uma palavrinha, quando o fui buscar no final da escola, passaram-me vários cenários pela cabeça. Será que se anda a portar mal nas aulas? Com os colegas? Será que está a embirrar com a língua? Será que está com dificuldades de aprendizagem? Em nenhum momento assumi que a professora quereria, "apenas", elogiar o meu rebento. Mas foi precisamente o que aconteceu. Fez questão de me dizer que está muito contente com ele, que está super motivado e sempre a querer fazer/aprender mais e mais e concluiu com estas palavras: "você tem um filho espetacular. Parabéns!"
De certa forma é lamentável que precisemos do reconhecimento alheio para validar o nosso "trabalho"- bastar-me-ia observar o seu comportamento, ouvir as suas conversas, seguir os seus raciocínios para perceber que "está tudo lá". É, realmente, um miúdo fantástico. E parte disso é culpa minha. Que bom!
terça-feira, 28 de agosto de 2018
As super férias do príncipe
Por pouco que as próximas férias chegavam, sem que tivesse relatado sobre as precedentes - sim que, se pudesse, ia já de férias outra vez. Uma espécie de férias para recuperar das férias :)
Mas deixemo-nos de devaneios.
Este ano a opção recaiu sobre Creta. A ilha grega reunia os critérios (da mãe!) indispensáveis a umas férias de verão: sol, praia e paisagens paradisíacas.
A seleção do hotel foi em conformidade com os anseios do filho, que só gosta de piscina. Assim, além das piscinas, o hotel dispõe, ainda, de um parque aquático privado, fazendo parte da rede LuxiClub (animação para os miúdos promovida pela Luxair).
Grecotel Club Marine Palace & Suites. Fica o registo.
Foi, em certa medida, um erro.
Como convencer a criatura de que há mais vida além da piscina e dos escorregas e túneis e o diabo a quatro do parque aquático? Não foi possível! Os 15 dias desdobraram-se - na sua quase totalidade - em: de manhã piscina, de tarde parque aquático e vice-versa. Entre comprar uma guerra e ceder aos super planos da criança... fácil será concluir para que lado pendeu a balança.
Divertiu-se como um doido. Com uma energia inesgotável (deve recarregar à luz solar), corria de um lado para o outro, sempre em busca de mais e mais e mais, como se o mundo fosse acabar. Contava os dias para o fim das férias, numa ânsia de aproveitar tudo.
Os dias na Grécia foram tão bestiais para o pequenote que até mereceram a criação do haschtag #assuperferiasdoprincipe :)
Dada a - relativa - proximidade, não podíamos deixar de visitar Santorini!
Check.
Se vale a pena? É claro que vale! Se lá voltarei? Provavelmente não. Mas a voltar, jamais em agosto. Demasiada gente. Já não estou para isso :p
Fomos, ainda, numa excursão com o LuxiClub para o lago Kournás, onde, supostamente, veríamos muitas tartarugas. Hummm... o passeio de gaivota foi muito divertido mas se aquilo que nos pareceu uma tartaruga o era efetivamente, só Deus sabe :)
Em abono da verdade, tenho de confessar que o papa deu muito mais de si atrás do filho do que eu.
A minha condição de quarentona não me permite essas loucuras :) Esticadinha na espreguiçadeira, leitura em punho, as minhas únicas excentricidades foram meia dúzia de descidas nas atrações do parque aquático - mas só nos escorregas e tuneis de nivel "muito fácil" :)
A três é que é bom!
Mas deixemo-nos de devaneios.
Este ano a opção recaiu sobre Creta. A ilha grega reunia os critérios (da mãe!) indispensáveis a umas férias de verão: sol, praia e paisagens paradisíacas.
A seleção do hotel foi em conformidade com os anseios do filho, que só gosta de piscina. Assim, além das piscinas, o hotel dispõe, ainda, de um parque aquático privado, fazendo parte da rede LuxiClub (animação para os miúdos promovida pela Luxair).
Grecotel Club Marine Palace & Suites. Fica o registo.
Foi, em certa medida, um erro.
Como convencer a criatura de que há mais vida além da piscina e dos escorregas e túneis e o diabo a quatro do parque aquático? Não foi possível! Os 15 dias desdobraram-se - na sua quase totalidade - em: de manhã piscina, de tarde parque aquático e vice-versa. Entre comprar uma guerra e ceder aos super planos da criança... fácil será concluir para que lado pendeu a balança.
Divertiu-se como um doido. Com uma energia inesgotável (deve recarregar à luz solar), corria de um lado para o outro, sempre em busca de mais e mais e mais, como se o mundo fosse acabar. Contava os dias para o fim das férias, numa ânsia de aproveitar tudo.
Os dias na Grécia foram tão bestiais para o pequenote que até mereceram a criação do haschtag #assuperferiasdoprincipe :)
Dada a - relativa - proximidade, não podíamos deixar de visitar Santorini!
Check.
Se vale a pena? É claro que vale! Se lá voltarei? Provavelmente não. Mas a voltar, jamais em agosto. Demasiada gente. Já não estou para isso :p
Fomos, ainda, numa excursão com o LuxiClub para o lago Kournás, onde, supostamente, veríamos muitas tartarugas. Hummm... o passeio de gaivota foi muito divertido mas se aquilo que nos pareceu uma tartaruga o era efetivamente, só Deus sabe :)
Em abono da verdade, tenho de confessar que o papa deu muito mais de si atrás do filho do que eu.
A minha condição de quarentona não me permite essas loucuras :) Esticadinha na espreguiçadeira, leitura em punho, as minhas únicas excentricidades foram meia dúzia de descidas nas atrações do parque aquático - mas só nos escorregas e tuneis de nivel "muito fácil" :)
A três é que é bom!
quarta-feira, 27 de junho de 2018
Uma mão cheia de tudo!
Contrariamente à canção do Rui Veloso (que me veio à cabeça), esta é uma mão cheia de tudo!
Uma mão cheia de anos! 5!!!
5 anos a transbordar de emoções fortes e, algumas vezes, contraditórias.
Quem nunca se questionou se não estaria melhor sem filhos que atire a primeira pedra.
Mais de uma vez (mas também não assim tantas) me coloquei a questão e, naturalmente, de todas as vezes a vida encarregou-se de me atirar à cara a evidência: não há amor igual ao amor que temos pelos nossos filhos.
Mais do que o sangue que nos une, estamos entrelaçados pela cumplicidade, pela simplicidade, pela verdade dos nossos sentimentos. Amo o meu pequeno príncipe, incondicionalmente. E sei que ele me ama a mim - mesmo não cedendo a todas as suas vontades e gerando-lhe momentos de frustração que tanto o ajudam a crescer.
É um menino espetacular! Lindo por fora e por dentro. E quase sufoco de tanto orgulho que tenho na pessoinha maravilhosa que é!
FELIZ ANIVERSÁRIO MEU AMOR!
Uma mão cheia de anos! 5!!!
5 anos a transbordar de emoções fortes e, algumas vezes, contraditórias.
Quem nunca se questionou se não estaria melhor sem filhos que atire a primeira pedra.
Mais de uma vez (mas também não assim tantas) me coloquei a questão e, naturalmente, de todas as vezes a vida encarregou-se de me atirar à cara a evidência: não há amor igual ao amor que temos pelos nossos filhos.
Mais do que o sangue que nos une, estamos entrelaçados pela cumplicidade, pela simplicidade, pela verdade dos nossos sentimentos. Amo o meu pequeno príncipe, incondicionalmente. E sei que ele me ama a mim - mesmo não cedendo a todas as suas vontades e gerando-lhe momentos de frustração que tanto o ajudam a crescer.
É um menino espetacular! Lindo por fora e por dentro. E quase sufoco de tanto orgulho que tenho na pessoinha maravilhosa que é!
FELIZ ANIVERSÁRIO MEU AMOR!
segunda-feira, 11 de junho de 2018
Mammendag - Dia da Mãe
A vida ensina-nos a relativizar. A encarar o dia-a-dia de forma mais ligeira, mais serena. A dispensar fundamentalismos e ideias fixas. Hoje pensamos assim, amanhã já nos questionamos sobre essas certezas tão absolutamente certas...
Isto para chegar onde?
Ora bem: eu nunca fui muito "favorável" a essa coisa do "Dia de...". Parecia-me redutor atribuir um dia: à Mulher, ao Homem, à Criança, aos Avós, ao Animal... à Mãe!
Essas "funções" são desempenhadas o ano todo, e depois dão-nos um dia como prémio de consolação? - era este o meu raciocínio até ontem.
Hoje vejo as coisas com outros olhos.
Foi porque alguém se lembrou, no passado, que as Mães mereciam ser celebradas, pelo menos, um dia no ano (no segundo domingo de junho, de acordo com a tradição local) que ontem vivi um dos momentos mais emocionantes da minha ainda pequenina vida de mamã.
O meu pequenino príncipe acordou às 6h30, excitadíssimo, chamou pelo papa, para o ajudar a ir buscar a prenda (feita na escola) que ambos esconderam no armário e, entregando-me o presente, declamou-me, de cor, o seguinte poema:
J'ai des mains pour te toucher
J'ai des bras pour te serrer
J'ai des pieds pour courir vers toi
Pour t'appeler j'ai ma voix
Et puis, j'ai mon coeur, encore
Pour t'aimer toujours plus fort.
Como resistir? De olhos marejados e com o coração a transbordar de amor, apertei-o nos meus braços e enchi-o de beijos.
Durante todo o dia desfez-se em cuidados comigo, ajudando-me e tratando-me com tanto amor que pensei explodir.
Obrigada filho. Fazes de mim a mamã mais feliz do mundo!
AMO-TE MEU AMOR!!!
segunda-feira, 14 de maio de 2018
Dia do Matias
A escolha do nome Matias para o nosso pequeno príncipe foi
consensual - após termos colocado de lado outras possibilidades que não reuniam
o quórum necessário :)
Não fazia ideia, na altura, que a pequena descrição que
hoje, no dia do Matias, a Radio Comercial publicou sobre este nome assentasse
tão bem naquele que é (e será) o centro do meu mundo.
Diz portanto que:
"Matias significa “presente de Deus”. O Matias “luta”
por aquilo em que acredita. É um homem sensível, emotivo e super sonhador.
Adora viajar no mundo dele, e gosta de acreditar que, mais dia menos dia, o
mundo vai ser um sitio melhor para se viver. A generosidade nasceu com o Matias
e ser otimista é o seu lema de vida."
É, indiscutivelmente, o melhor presente que alguma vez poderia
sonhar, sequer, receber.
A três é que é bom!
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