Contrariamente à canção do Rui Veloso (que me veio à cabeça), esta é uma mão cheia de tudo!
Uma mão cheia de anos! 5!!!
5 anos a transbordar de emoções fortes e, algumas vezes, contraditórias.
Quem nunca se questionou se não estaria melhor sem filhos que atire a primeira pedra.
Mais de uma vez (mas também não assim tantas) me coloquei a questão e, naturalmente, de todas as vezes a vida encarregou-se de me atirar à cara a evidência: não há amor igual ao amor que temos pelos nossos filhos.
Mais do que o sangue que nos une, estamos entrelaçados pela cumplicidade, pela simplicidade, pela verdade dos nossos sentimentos. Amo o meu pequeno príncipe, incondicionalmente. E sei que ele me ama a mim - mesmo não cedendo a todas as suas vontades e gerando-lhe momentos de frustração que tanto o ajudam a crescer.
É um menino espetacular! Lindo por fora e por dentro. E quase sufoco de tanto orgulho que tenho na pessoinha maravilhosa que é!
FELIZ ANIVERSÁRIO MEU AMOR!
O nascimento de um filho revoluciona uma casa! Os dias ganham uma nova vida e a vida ganha novos dias, sempre cheios, sempre plenos. A transbordar de amor!... E de muitas outras coisinhas, às vezes grandes, outras vezes miudinhas. É de tudo isso e disso tudo que vamos falar neste blog. Porque, acreditem em mim: A TRÊS É QUE É BOM! :)
quarta-feira, 27 de junho de 2018
segunda-feira, 11 de junho de 2018
Mammendag - Dia da Mãe
A vida ensina-nos a relativizar. A encarar o dia-a-dia de forma mais ligeira, mais serena. A dispensar fundamentalismos e ideias fixas. Hoje pensamos assim, amanhã já nos questionamos sobre essas certezas tão absolutamente certas...
Isto para chegar onde?
Ora bem: eu nunca fui muito "favorável" a essa coisa do "Dia de...". Parecia-me redutor atribuir um dia: à Mulher, ao Homem, à Criança, aos Avós, ao Animal... à Mãe!
Essas "funções" são desempenhadas o ano todo, e depois dão-nos um dia como prémio de consolação? - era este o meu raciocínio até ontem.
Hoje vejo as coisas com outros olhos.
Foi porque alguém se lembrou, no passado, que as Mães mereciam ser celebradas, pelo menos, um dia no ano (no segundo domingo de junho, de acordo com a tradição local) que ontem vivi um dos momentos mais emocionantes da minha ainda pequenina vida de mamã.
O meu pequenino príncipe acordou às 6h30, excitadíssimo, chamou pelo papa, para o ajudar a ir buscar a prenda (feita na escola) que ambos esconderam no armário e, entregando-me o presente, declamou-me, de cor, o seguinte poema:
J'ai des mains pour te toucher
J'ai des bras pour te serrer
J'ai des pieds pour courir vers toi
Pour t'appeler j'ai ma voix
Et puis, j'ai mon coeur, encore
Pour t'aimer toujours plus fort.
Como resistir? De olhos marejados e com o coração a transbordar de amor, apertei-o nos meus braços e enchi-o de beijos.
Durante todo o dia desfez-se em cuidados comigo, ajudando-me e tratando-me com tanto amor que pensei explodir.
Obrigada filho. Fazes de mim a mamã mais feliz do mundo!
AMO-TE MEU AMOR!!!
segunda-feira, 14 de maio de 2018
Dia do Matias
A escolha do nome Matias para o nosso pequeno príncipe foi
consensual - após termos colocado de lado outras possibilidades que não reuniam
o quórum necessário :)
Não fazia ideia, na altura, que a pequena descrição que
hoje, no dia do Matias, a Radio Comercial publicou sobre este nome assentasse
tão bem naquele que é (e será) o centro do meu mundo.
Diz portanto que:
"Matias significa “presente de Deus”. O Matias “luta”
por aquilo em que acredita. É um homem sensível, emotivo e super sonhador.
Adora viajar no mundo dele, e gosta de acreditar que, mais dia menos dia, o
mundo vai ser um sitio melhor para se viver. A generosidade nasceu com o Matias
e ser otimista é o seu lema de vida."
É, indiscutivelmente, o melhor presente que alguma vez poderia
sonhar, sequer, receber.
A três é que é bom!
quarta-feira, 18 de abril de 2018
A linha negra
Após a primeira consulta no dentista - que data de há mais
de um ano - passamos a usar a escova elétrica (sugestão da médica) para
escovar os dentinhos do pequeno príncipe.
Não obstante os cuidados de higiene - sou eu que lhe lavo os
dentes, para garantir que chega a todo o lado - começaram a surgir umas manchas
negras junto às gengivas em vários dentes do rebento.
Intrigada com aquilo que me parecia uma calamidade -
porque, por mais que escovasse, não saía e ainda foram surgindo
"ramificações" noutros locais - fiz uma pesquisa na internet para
tentar sossegar este meu coração aflito (sim, sim... marquei consulta no
dentista, mas uma mãe não tem tempo para esperar...).
Eis o que encontrei:
"...A pigmentação negra fisiológica é muito frequente
nas crianças e, por vezes pode, desaparecer com o crescimento. Deve-se à
instalação de micro-organismos oportunistas (fungos) em consequência da
insuficiente maturação salivar nestas idades.
Na criança, esta imaturidade é fisiológica e, portanto,
própria da idade. Entre os 6 e os 8 anos de idade, altura em que a maturação
salivar já deverá estar concluída, este pigmento deixa de se formar.
Infelizmente, até se atingir a maturação salivar nada há a fazer para se
prevenir o seu aparecimento.
A limpeza remove facilmente este pigmento, sem causar dor e sem danificar os dentes, mesmo quando repetida frequentemente.
No entanto, o problema é apenas estético, não estando associado ao aumento das cáries dentárias, nem a qualquer outra doença. Habitualmente são necessárias várias limpezas, já que este pigmento tem tendência a reaparecer pouco após a sua remoção e até à altura em que a criança atinge a completa maturação salivar..."
A limpeza remove facilmente este pigmento, sem causar dor e sem danificar os dentes, mesmo quando repetida frequentemente.
No entanto, o problema é apenas estético, não estando associado ao aumento das cáries dentárias, nem a qualquer outra doença. Habitualmente são necessárias várias limpezas, já que este pigmento tem tendência a reaparecer pouco após a sua remoção e até à altura em que a criança atinge a completa maturação salivar..."
Fonte:
Fiquei um pouco mais sossegada.
No passado dia 10 de abril tivemos a consulta na dentista,
que o confirmou. Há, efetivamente e aparentemente cada vez mais, crianças que
criam uma bactéria que lhes provoca uma linha negra nos contornos dos dentes -
junto às gengivas - que, além de não ser sinal de pouca higiene, previne o
aparecimento de caries, desaparecendo, no limite, com a mudança dos
dentes.
Zero de caries, portanto!
Por opção médica não removemos a dita linha que, muito
provavelmente reapareceria até que o dente seja substituído pelos
definitivos. Assim, para não fragilizar os dentes de leite, não causar traumas
no pequenote (pelo uso daquela catrefada de instrumentos barulhentos) e gastar
dinheiro em limpezas infrutíferas, voltamos para casa com o mesmíssimo maravilhoso sorriso na boca :)
A três é que é bom!
quinta-feira, 5 de abril de 2018
P de Páscoa... P de Praga :)
Já não é de agora. Tenho este pensamento desde os primórdios deste blog... Escrever mais vezes e sobre as pequenas coisas. Até porque os "grandes acontecimentos" ficam-nos na memória... ou nas fotografias que sempre acompanham os dias especiais.
Prometo. Prometo que vou tentar.
Mas ainda não vai ser hoje.
Sim, porque, para já, o que vos quero contar entra na categoria dos momentos memoráveis. Após uma vida toda de "Páscoas" em família (a encher o bandulho, vá, porque outras tradições por cá não existem), este ano decidimos aproveitar os dias de folga para conhecer outras paragens.
O mundo é vasto e fomos a tão pouquinhos lugares que a dificuldade recai sempre na escolha. Optámos por Praga. E escolhemos muito bem.
Sem o saber à partida, "debarcamos" numa cidade que tradicionalmente festeja a chegada da Primavera com os mercadinhos espalhados pelas diferentes praças. A decoração é não só primaveril mas também de Páscoa: ovos pintados à mão, "árvores da Páscoa", coelhos por todo o lado. Encantador.
Nesses mercados degustamos algumas das iguarias locais. Destaco o trdelník (doçaria) - que eu conhecia como "kurtos" (que, segundo wikipédia é típico da Hungria) dos mercados de Natal cá do sitio - e a cerveja (indicações do pai), que localmente se chama Pivó. Em 4 dias por terras checas, as únicas palavras que aprendemos foi mesmo Pivó e Díky - que, supostamente, significa obrigado.
O pequeno príncipe, ao ouvir-nos dizer "thank you" passou a repetir. Expliquei-lhe que aquilo era inglês e não como se fala em Praga. Vai daí pergunta-me: mamã, tu não sabes falar republica checa? :) "Não amor, a mamã não fala checo."
Visitamos quanto havia para visitar no Top 10 dos imperdíveis - tudo por fora, claro está.
Primeiro: com uma criança de 4 anos, visitar igrejas e museus está longe de ser o programa perfeito;
Segundo: confirma-se que Praga é um dos destinos mais escolhidos pelos turistas - por todo o lado estava tudo apinhado de gente. Para umas fotos menos "atulhadas", só mesmo de manhãzinha. As entradas nos must see estavam, portanto, a abarrotar;
Terceiro: tudo é pago.
Para enorme tristeza nossa, a torre do famoso Relógio Astronómico estava em obras, pelo que tivemos de nos contentar com uma animação digital. Reabre no verão deste ano.
Foram dias plenos e de muitos km nas solas dos sapatos. O tram - que rebentinho adorou - aliviou o cansaço em alguns momentos.
O hotel - Pentahotel Praga - é fantástico. Não tenho o hábito de mencionar os locais por onde pernoitamos, mas este merece o destaque pela originalidade e qualidade dos serviços. Gostamos e recomendamos.
A três é que é bom!
sábado, 3 de fevereiro de 2018
Liichtmëssdag
No dia 2 de fevereiro celebra-se a Liichtmëssdag.
Esta tradição luxemburguesa (e não só), embora ocorrendo por altura do Carnaval, nada tem que ver com ele.
Assim, na véspera de S. Brás, os miúdos saem à rua, de lampiões na mão (normalmente feitos por eles próprios), para celebrar a luz.
No passado, iam de porta em porta, em grupos mais ou menos numerosos, mendigar por comida: bacon, ervilhas e bolachas de Carnaval. Hoje em dia, ficam felizes quando são premiados - após ecoarem a tradicional canção - com bombons ou umas moedinhas cintilantes.
Ontem o pequeno príncipe chegou-me a casa a dizer que a "Joffer" (professora) lhes disse que os pais teriam que os acompanhar à noite pelas redondezas, para cumprir a tradição.
Estava um frio daqueles e o papa impossibilitado de tal missão. A minha vontade era nula...
Mas o rebento estava tão entusiasmado com o lampião que fizera na escola e com tanta ânsia de o ver brilhar à noite que não tive outra alternativa que não fosse mobilizar os parceiros do costume.
Durante pouco mais de uma horinha recolhemos sorrisos e elogios, pela manutenção de uma tradição que nem nossa é...
Disseram-nos que os pequenotes cantavam bem (o mais velhinho sim... os outros dois acompanhavam tão bem quanto eu canto o Dragostea ahahaha) e ofereceram-lhes as inevitáveis iguarias - que me vejo forçada a esconder no fundo do armário - bem como umas moedinhas para o "porquinho".
Voltamos para casa de rosto gelado mas de coração cheio.
A três é que é bom!
Esta tradição luxemburguesa (e não só), embora ocorrendo por altura do Carnaval, nada tem que ver com ele.
Assim, na véspera de S. Brás, os miúdos saem à rua, de lampiões na mão (normalmente feitos por eles próprios), para celebrar a luz.
No passado, iam de porta em porta, em grupos mais ou menos numerosos, mendigar por comida: bacon, ervilhas e bolachas de Carnaval. Hoje em dia, ficam felizes quando são premiados - após ecoarem a tradicional canção - com bombons ou umas moedinhas cintilantes.
Ontem o pequeno príncipe chegou-me a casa a dizer que a "Joffer" (professora) lhes disse que os pais teriam que os acompanhar à noite pelas redondezas, para cumprir a tradição.
Estava um frio daqueles e o papa impossibilitado de tal missão. A minha vontade era nula...
Mas o rebento estava tão entusiasmado com o lampião que fizera na escola e com tanta ânsia de o ver brilhar à noite que não tive outra alternativa que não fosse mobilizar os parceiros do costume.
Durante pouco mais de uma horinha recolhemos sorrisos e elogios, pela manutenção de uma tradição que nem nossa é...
Disseram-nos que os pequenotes cantavam bem (o mais velhinho sim... os outros dois acompanhavam tão bem quanto eu canto o Dragostea ahahaha) e ofereceram-lhes as inevitáveis iguarias - que me vejo forçada a esconder no fundo do armário - bem como umas moedinhas para o "porquinho".
Voltamos para casa de rosto gelado mas de coração cheio.
A três é que é bom!
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
Fim de semana branquinho
As previsões meteorológicas bem que prometiam um manto branco... mas tal como os dia de sol são frequentemente substituídos por chuva, em vez de neve chegaram aguaceiros e rajadas de vento.
Se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé.
Se a neve não chega a nós, vamos nós à neve.
Portanto, neste caso, fomos nós até à montanha :)
Já desde as férias de Natal que desejavamos esta aventura - que não concretizamos por dificuldade em encontrar alojamento e também por alguma dificuldade de organização. Sim, que isto de ir para a neve requer uma certa logística.
Mas eis que a oportunidade se concretizou graças a amigos que nos são muito queridos. Com o pretexto de celebar mais um aniversário, lá abalamos para Les Vosges. Destino: estância de esqui de Gérardmer.
É claro que não partimos com pretensões de esquiar. Nesta primeira incursão quisemos apenas descobrir os prazeres de passear na montanha branquinha, apreciando a paisagem idílica e, claro está, levar o trenó para o pequeno príncipe.
Foram dois dias espetaculares.
Enquanto que metade do grupo se deliciou a subir e descer as pistas de esqui, nós, os novatos, percorremos as pistas destinadas aos passeios pedestres. Também tivemos as nossas aventuras! Subimos no teleférico destinado aos esquiadores - memorável! as vistas lá em cima são lindas - tivemos quedas aparatosas com o trenó e quase precisavamos de chamar a equipa de salvamento e resgate para recuperar elementos perdidos na montanha (agora tem piada, na altura um pouco menos. Mas tudo está bem quando acaba bem).
Regressamos a casa cansados mas de coração cheio. Como diz o meu pequenino: "eu adorei ir às montanhas". É uma experirência que vamos repetir. Absolutamente.
A muitos é que é bom :)
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