Não sei o que é dormir até tarde - entenda-se "tarde" por 8h00 da manhã - desde o dia em que o meu pequeno príncipe nasceu.
Se durante a semana há um ou outro dia em que tenho de o arrancar da cama (outros acorda antes do despertador dar sinal), nos dias em que podíamos dormir todos um pouquinho mais, abre a pestana às 6h00 e não dá descanso a ninguém.
Significa que os dias são grandes e é preciso engendrar algum programinha para o manter ocupado e, sobretudo, para o cansar.
O tempo lá fora está de chuva, inviabilizando as brincadeiras no parque. Assim, e porque era um projeto em manga há algumas semanas, fomos à piscina.
É sempre aposta ganha. Além de gostar imenso de passarinhar pela piscina dos pequenitos - em que que a água lhe chega pelo joelho - não tem medo de se aventurar na maior, ao colinho e com as braçadeiras, sem se queixar da água fria :)
A parte favorita ainda é quando vamos com ele nos escorregas para os grandes. Adora :)
Depois de 1h30 na piscina, no final de almoço ouvimos duas frases raríssimas na boca do meu piolhito:
- Estou cansado.
- Quero ir nanar com o papa :)
Nota 1: raro é dizer que quer dormir. A escolha do progenitor normalmente recai naquele que está "de folga" - vamos adormecê-lo à vez e todas as noites diz que quer dormir com o "outro":)
Nota 2: a sesta não chegou às 2h00... Já estámos no ativo novamente... :p
A três é que bom!
O nascimento de um filho revoluciona uma casa! Os dias ganham uma nova vida e a vida ganha novos dias, sempre cheios, sempre plenos. A transbordar de amor!... E de muitas outras coisinhas, às vezes grandes, outras vezes miudinhas. É de tudo isso e disso tudo que vamos falar neste blog. Porque, acreditem em mim: A TRÊS É QUE É BOM! :)
sábado, 20 de fevereiro de 2016
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Disney on Ice
Um dos momentos altos da nossa viagem a Portugal no Natal foi o espetáculo da Cinderela no Gelo, que fomos ver com as minhas queridas amigas e respetiva criançada (filhos/sobrinha). E desde então que o meu pequeno príncipe reproduz a música da representação e me diz que quer ir ver o espetáculo.
Prometi-lhe que procuraria um evento giro para irmos ver, mas sem fazer ideia do que conseguiria arranjar.
Sabendo que o Disney on Ice move mundos, o meu marido fez a pesquisa e concluiu que já tinha terminado o tour em França. Que pena!
Esta semana, e na expectativa de encontrar qualquer coisa que pudesse entusiasmar o meu rebento, fiz uma busca aleatória sobre "eventos para crianças" no google e descobri que o famoso espetáculo da Disney estaria em digressão em Bruxelas de 10 a 14 de fevereiro. Uau, pensei! Vamos lá.
E fomos! Não sem esforço, porque os bilhetes de categoria 1 (únicos com garantia de visibilidade) estavam esgotados para todos os dias e todos os horários. Mas a persistência e uma dose de sorte levaram a que ao fim de dois dias a tentar, conseguisse marcar 3 bilhetes para 3 super lugares :)
Foi ontem. E foi espetacular.
O Mickey, a Minnie, o Donald e o Pateta fizeram a apresentação de um show que contou as histórias do Sheriff Woody e dos seus amigos (Toy Story), da Ariel (A Pequena Sereia), do Flash McQueen (Cars) e das príncesas Elsa e Anna (Frozen).
Foi o meu (nosso) presente do dia do Amor para aquele que é e sera sempre o meu (nosso) mais que tudo. Amo-te filho :)
A três é que é bom.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Eu consigo sozinho
Os últimos tempos têm sido muito ricos em conversação.
O meu pequeno príncipe parece um papagaio a falar e tem "tiradas" que me deixam de queixo caído até ao chão.
Um dos momentos mais engraçados foi quando, a caminho da creche/trabalho, meti por uma estrada secundária sem muito trânsito - e que não costumo apanhar - e ele me pergunta: "mamã, estamos perdidos?". Ao que respondi: "Não amor, porque é que perguntas isso?". E ele: "Onde estão os carros das outras pessoas?". Partiu-me toda.
Ainda esta manhã me surpreendeu com uma tosse provocada seguida de: "mamã, estou doente, tenho de ir para casa do avô". :)
À parte destes diálogos hilariantes, está convencido de que é um menino grande e que pode fazer tudo sozinho. "Não, não quero ajuda. Eu consigo sozinho!" - diz ele. À vezes sim, outras vezes não. Mas nunca desiste fácil e não dá o braço a torcer. Quando não é capaz, enerva-se, amua, dá meia volta, faz outra coisa e depois aceita ajuda.
Um exemplo dessa teimosia está na foto em baixo em que cismou que era capaz de subir pela corda. Claro que não conseguiu. Mas não foi por falta de persistência. As pernocas é que não esticaram tanto quanto ele queria :)
A três é que é bom!
O meu pequeno príncipe parece um papagaio a falar e tem "tiradas" que me deixam de queixo caído até ao chão.
Um dos momentos mais engraçados foi quando, a caminho da creche/trabalho, meti por uma estrada secundária sem muito trânsito - e que não costumo apanhar - e ele me pergunta: "mamã, estamos perdidos?". Ao que respondi: "Não amor, porque é que perguntas isso?". E ele: "Onde estão os carros das outras pessoas?". Partiu-me toda.
Ainda esta manhã me surpreendeu com uma tosse provocada seguida de: "mamã, estou doente, tenho de ir para casa do avô". :)
À parte destes diálogos hilariantes, está convencido de que é um menino grande e que pode fazer tudo sozinho. "Não, não quero ajuda. Eu consigo sozinho!" - diz ele. À vezes sim, outras vezes não. Mas nunca desiste fácil e não dá o braço a torcer. Quando não é capaz, enerva-se, amua, dá meia volta, faz outra coisa e depois aceita ajuda.
Um exemplo dessa teimosia está na foto em baixo em que cismou que era capaz de subir pela corda. Claro que não conseguiu. Mas não foi por falta de persistência. As pernocas é que não esticaram tanto quanto ele queria :)
A três é que é bom!
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
Mise à jour
Em jeito de resumo, e até porque detalhadamente muito haveria que contar, deixo-vos com algumas fotos que marcaram:
- a nossa ida a Portugal para passar o Natal com os avós e visitar restante família e amigos;
- o espetáculo da Cinderela no Gelo;
- o regresso a casa e a passagem de ano em casa com os padrinhos, prima e a amiga da mamã;
- a primeira viagem do ano, à Eurodisney - que foi maravilhosa!;
- o primeiro boneco de neve que o meu menino e a minha afilhada ajudaram a construir;
- o primeiro passeio de trenó.
O pequeno príncipe, que em inícios de dezembro revelava alguma ansiedade e excitação, portou-se lindamente em cada um destes momentos. Fala imenso, faz conversa e até canta Adele. Uma delícia.
A três é que é bom!
- a nossa ida a Portugal para passar o Natal com os avós e visitar restante família e amigos;
- o espetáculo da Cinderela no Gelo;
- o regresso a casa e a passagem de ano em casa com os padrinhos, prima e a amiga da mamã;
- a primeira viagem do ano, à Eurodisney - que foi maravilhosa!;
- o primeiro boneco de neve que o meu menino e a minha afilhada ajudaram a construir;
- o primeiro passeio de trenó.
O pequeno príncipe, que em inícios de dezembro revelava alguma ansiedade e excitação, portou-se lindamente em cada um destes momentos. Fala imenso, faz conversa e até canta Adele. Uma delícia.
A três é que é bom!
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Época pré-natalícia
Muitas vezes - se não sempre - o período que antecede os grandes acontecimentos é muito mais intenso do que o acontecimento em si.
Faz hoje uma semana que fomos comprar a nossa árvore de Natal. Foi o pequeno príncipe que a escolheu. Entusiasmado, corria de um lado para outro a gritar: "esta não, uma grande!". Lá levamos para casa um pinheirinho que, não sendo o mais arranjado, foi o feliz contemplado para alegrar o nosso lar.
Foi decorado com muito empenho pela mamã e pelo filhote, tendo ficado basicamente igual ao do ano passado, porque a decoração é a mesma :) Mas está encantador.
No sábado passado, a convite de amigos, fomos conhecer o Marché de Noël de Bernkastel. Quase nos esquecemos que estamos na Alemanha, com as casas estilo alsacianas. Outra particularidade são os nadadores, de tocha na mão, rio abaixo... a escoltar o S. Nicolau que vai de barco.
Sim, que na noite do 5 para o 6 celebra-se o S. Nicolau. Sendo tradição local o Saint Nicholas trazer prendinhas para os meninos que se portam bem, nós não poderíamos deixar de aderir - não que o pequenote mereça muito... que tem andado rebelde... mas enfim, é Natal :)
Claro que o S. Nicolau não se limitou a deixar prendas em nossa casa... Também passou na casa dos avós, dos padrinhos, das tatás... Muito mimado, que o rebento foi.
No domingo foi dia de visitar, novamente, o Marché de Noël da capital, com a avó e o avô.
Para nós é sempre desgastante, porque, com todas as atrações de barraquinhas, decorações, pista de patinagem, luzes, música, pessoas... o meu filhote fica super excitado e quer ver tudo, ir a todo lado... num frenesim que só de ver cansa.
Mas faz parte. E estamos cá para isso.
Agora sim, já começa a saber a Natal.
A três é que é bom!
Faz hoje uma semana que fomos comprar a nossa árvore de Natal. Foi o pequeno príncipe que a escolheu. Entusiasmado, corria de um lado para outro a gritar: "esta não, uma grande!". Lá levamos para casa um pinheirinho que, não sendo o mais arranjado, foi o feliz contemplado para alegrar o nosso lar.
Foi decorado com muito empenho pela mamã e pelo filhote, tendo ficado basicamente igual ao do ano passado, porque a decoração é a mesma :) Mas está encantador.
No sábado passado, a convite de amigos, fomos conhecer o Marché de Noël de Bernkastel. Quase nos esquecemos que estamos na Alemanha, com as casas estilo alsacianas. Outra particularidade são os nadadores, de tocha na mão, rio abaixo... a escoltar o S. Nicolau que vai de barco.
Sim, que na noite do 5 para o 6 celebra-se o S. Nicolau. Sendo tradição local o Saint Nicholas trazer prendinhas para os meninos que se portam bem, nós não poderíamos deixar de aderir - não que o pequenote mereça muito... que tem andado rebelde... mas enfim, é Natal :)
Claro que o S. Nicolau não se limitou a deixar prendas em nossa casa... Também passou na casa dos avós, dos padrinhos, das tatás... Muito mimado, que o rebento foi.
No domingo foi dia de visitar, novamente, o Marché de Noël da capital, com a avó e o avô.
Para nós é sempre desgastante, porque, com todas as atrações de barraquinhas, decorações, pista de patinagem, luzes, música, pessoas... o meu filhote fica super excitado e quer ver tudo, ir a todo lado... num frenesim que só de ver cansa.
Mas faz parte. E estamos cá para isso.
Agora sim, já começa a saber a Natal.
A três é que é bom!
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Fada das chupetas
Se me perguntassem, antes de ser mãe, o que é que eu achava das chupetas, eu diria "a evitar". Depois do meu pequeno príncipe nascer, e de me pôr o peito em sangue tal era a vontade de sucção, decidimos que se calhar a chupeta poderia ser uma aliada. E foi. Na hora de dormir e naqueles momentos em que parecia que nada resultava para o acalmar, a chupeta acabou por se revelar de uma eficácia surpreendente.
Contudo, e como é de conhecimento comum, o uso prolongado da chupeta acaba por deformar os dentes, o céu da boca e prejudicar a fala. Vai daí, e para preparar o piolho para o "desmame", havíamos combinado que as deixaria junto à árvore de Natal, para o Pai Natal as levar para os bebés que não têm e deixar em troca umas prendinhas.
Este era o plano.
Acontece que o meu pequenito começou a pedir a chupeta sem ser na hora de dormir. Cerrada nos dentes, não havia modo de lha tirar sem provocar um enorme berreiro. Então, para o incitar a entregar-me a chupeta a bem, expliquei-lhe que a Fada das Chupetas vem buscar todas as chupetas dos meninos que as usam sem ser para dormir. Ameacei uma, duas, três vezes.
No dia em que me fez a viagem toda para a creche de chucha na boca, a Fada das Chupetas veio buscá-las todas. Foi há mais de 15 dias. Dia de S. Martinho. Nesse dia, quando o fui buscar à creche, expliquei-lhe que, por ter usado a chupeta sem ser para dormir, que a Fada as tinha vindo buscar. Desde então não voltou a ter chupeta.
Nos primeiros dias pedia a chucha, na hora de dormir, mas explicamos-lhe que era irreversível. Além de que o tínhamos avisado que isso acabaria por acontecer. Nunca chorou a implorar pela chupeta e acabou por esquecer. Foi bastante simples, no final de contas :)
A três é que é bom!
A decorar a árvore de Natal em casa dos avós
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Jardim zoológico
Começo por vos dizer que não gosto de jardins zoológicos. É desolador ver os felinos - os meus animais favoritos - dopados e encarquilhados, confinados a meia dúzia de metros quadrados. São bicharocos que em estado selvagem são maravilhosos. Mas quando em zoo têm sempre aquele ar infeliz e apático, de quem não vive e apenas existe.
Mas pronto. A verdade é que, não fossem os zoos, muitas espécies de animais já teriam desaparecido. E quantos de nós teriam a oportunidade de ver o rei leão ao vivo e a cores?
Assim sendo, no passado sábado - e porque o tempo estava a contento - decidimos visitar um dos zoos das proximidades, reputado pelo enorme número de animais que alberga e cuja atração atual é um espetáculo com os tigres.
Na receção compramos pipocas que podíamos dar a alguns animais - na sua maioria, animais domésticos, com exceção do urso, que as apanhava em pleno voo.
Não vou citar todos os animais que vimos - até porque não me lembraria de todos - mas apenas os que mais marcaram o piolhinho: os tigres (de bengala e siberianos), os leões (castanhos e brancos), o puma (cujo rosnar se fazia ouvir por todo o parque), os lobos brancos (que tanto fizeram a mamã chorar da outra vez que visitou o zoo) o urso castanho (o polar estava doente), os rinocerontes (o bebé estava a mamar na mamã), as girafas, os elefantes, os pinguins, o espetáculo dos leões marinhos, os gorilas, o pónei (a quem tentou dar pipocas, mas a medo), as cabras (essas sim, fartaram-se de comer milho) e o espetáculo dos tigres.
Em relação ao espetáculo dos tigres... é deprimente! 8 tigres - lindos! - corridos à chibatada por um idiota que se diz domador, é um triste cenário.
Os tigres estão dopados e, ainda assim, não obedecem ao fulano. Fazem um pouquinho o que lhes dá na real gana, a arrastarem-se de um lado para o outro numa arena minúscula. Não gostei. Nada!
O momento alto do espetáculo foi quando um dos tigres rosnou ao pateta que o tentava manipular e eu desejei que lhe mandasse uma patada - sem aleijar, vá... mas suficientemente forte para por um termo naquela atração ridícula. Feito à semelhança do circo, é inapropriado e cruel.
Com os prós e os contras, não posso deixar de concluir que foi um bom dia, até porque o pequeno príncipe adorou. Só adormeceu já no regresso a casa, exausto e feliz e com muitas histórias para contar.
A três é que é bom!
Mas pronto. A verdade é que, não fossem os zoos, muitas espécies de animais já teriam desaparecido. E quantos de nós teriam a oportunidade de ver o rei leão ao vivo e a cores?
Assim sendo, no passado sábado - e porque o tempo estava a contento - decidimos visitar um dos zoos das proximidades, reputado pelo enorme número de animais que alberga e cuja atração atual é um espetáculo com os tigres.
Na receção compramos pipocas que podíamos dar a alguns animais - na sua maioria, animais domésticos, com exceção do urso, que as apanhava em pleno voo.
Não vou citar todos os animais que vimos - até porque não me lembraria de todos - mas apenas os que mais marcaram o piolhinho: os tigres (de bengala e siberianos), os leões (castanhos e brancos), o puma (cujo rosnar se fazia ouvir por todo o parque), os lobos brancos (que tanto fizeram a mamã chorar da outra vez que visitou o zoo) o urso castanho (o polar estava doente), os rinocerontes (o bebé estava a mamar na mamã), as girafas, os elefantes, os pinguins, o espetáculo dos leões marinhos, os gorilas, o pónei (a quem tentou dar pipocas, mas a medo), as cabras (essas sim, fartaram-se de comer milho) e o espetáculo dos tigres.
Em relação ao espetáculo dos tigres... é deprimente! 8 tigres - lindos! - corridos à chibatada por um idiota que se diz domador, é um triste cenário.
Os tigres estão dopados e, ainda assim, não obedecem ao fulano. Fazem um pouquinho o que lhes dá na real gana, a arrastarem-se de um lado para o outro numa arena minúscula. Não gostei. Nada!
O momento alto do espetáculo foi quando um dos tigres rosnou ao pateta que o tentava manipular e eu desejei que lhe mandasse uma patada - sem aleijar, vá... mas suficientemente forte para por um termo naquela atração ridícula. Feito à semelhança do circo, é inapropriado e cruel.
Com os prós e os contras, não posso deixar de concluir que foi um bom dia, até porque o pequeno príncipe adorou. Só adormeceu já no regresso a casa, exausto e feliz e com muitas histórias para contar.
A três é que é bom!
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