Isto para chegar onde?
Ora bem: eu nunca fui muito "favorável" a essa coisa do "Dia de...". Parecia-me redutor atribuir um dia: à Mulher, ao Homem, à Criança, aos Avós, ao Animal... à Mãe!
Essas "funções" são desempenhadas o ano todo, e depois dão-nos um dia como prémio de consolação? - era este o meu raciocínio até ontem.
Hoje vejo as coisas com outros olhos.
Foi porque alguém se lembrou, no passado, que as Mães mereciam ser celebradas, pelo menos, um dia no ano (no segundo domingo de junho, de acordo com a tradição local) que ontem vivi um dos momentos mais emocionantes da minha ainda pequenina vida de mamã.
O meu pequenino príncipe acordou às 6h30, excitadíssimo, chamou pelo papa, para o ajudar a ir buscar a prenda (feita na escola) que ambos esconderam no armário e, entregando-me o presente, declamou-me, de cor, o seguinte poema:
J'ai des mains pour te toucher
J'ai des bras pour te serrer
J'ai des pieds pour courir vers toi
Pour t'appeler j'ai ma voix
Et puis, j'ai mon coeur, encore
Pour t'aimer toujours plus fort.
Como resistir? De olhos marejados e com o coração a transbordar de amor, apertei-o nos meus braços e enchi-o de beijos.
Durante todo o dia desfez-se em cuidados comigo, ajudando-me e tratando-me com tanto amor que pensei explodir.
Obrigada filho. Fazes de mim a mamã mais feliz do mundo!
AMO-TE MEU AMOR!!!



